Máquinas e Equipamentos

Reciclagem: Demanda de pós-consumo avança e pede equipamentos automatizados

Antonio Carlos Santomauro
27 de outubro de 2014
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    Segundo ele, o sistema de granulação imerso em água é empregado principalmente por empresas de compostagem e masterbatches com resinas virgens, mas aumenta a utilização por recicladores de maior porte e de reciclados mais nobres.

    Também para o mercado da reciclagem a BY fornece conjuntos de canhões e roscas bimetálicas de longa durabilidade para extrusoras e injetoras que processam material recuperado, além de troca-telas hidráulicos fabricados nos Estados Unidos pela Nordson Xaloy. O troca-telas, ressalta Alves, é fundamental para uma boa reciclagem: “No caso de plástico pós-consumo, mesmo depois da lavagem, o material lavado carrega contaminantes. Mas também as sobras industriais normalmente trazem poeira, areia, lascas de madeira, pois é comum seu armazenamento no chão ou em áreas abertas, daí a importância desse periférico também nesse gênero de reciclagem”, ele ressalta.

    Plástico Moderno,Autosort pode classificar até 2 t/h de resinas por tipo e cor

    Autosort pode classificar até 2 t/h de resinas por tipo e cor

    Separação é a base – Fundamental para a geração, via reciclagem, de materiais com características mais similares às das resinas virgens, com as quais eles muitas vezes serão misturados, a separação precisa dos resíduos pelos respectivos tipos plásticos dispõe hoje de tecnologias concebidas para automatizar e agilizar essa tarefa tradicionalmente realizada de forma manual. Casos dos separadores ópticos dotados de sensores que leem as informações relativas ao espectro da reflexão de luz infravermelha – específicas para cada material – e, com base nesses dados, enviam para as fases seguintes do processo apenas os objetos feitos de uma resina específica, estejam eles íntegros ou fracionados.

    Além de apartar uns dos outros os diversos tipos de materiais – como plásticos, papel e madeira –, esses equipamentos permitem a separação de várias espécies de plásticos, como PET, PVC, PE, PP, PS e ABS, entre outros. Podem aprofundar esse processo de seleção considerando também as cores, e isolam filmes de objetos tridimensionais. Sua capacidade depende da largura da correia transportadora dos materiais a serem analisados.

    Uma das fornecedoras desse gênero de equipamento é a Tomra, empresa de origem norueguesa desde 2011presente no Brasil através de uma filial onde atuam profissionais de vendas e de prestação de serviços. Inserida também nos mercados da mineração e da produção de alimentos, no setor da reciclagem a Tomra atua com a marca Titech, cujo portfolio inclui um equipamento de identificação e separação denominado Autosort.

    Plástico Moderno, Carina: uso de infravermelho permite identificar as resinas

    Carina: uso de infravermelho permite identificar as resinas

    Em média, um equipamento Autosort com correia de um metro de largura útil pode identificar e separar – por tipo e por cor – entre 1,5 mil e 2 mil quilos de plásticos rígidos a cada hora. E, quando comparada com o processo tradicional, essa separação é mais precisa: “manualmente, há alguma dificuldade para distinguir alguns tipos de plástico, por exemplo, o PE do PP, ou o PET do PVC, que são precisamente identificados por essa tecnologia”, especifica Carina Arita, gerente de vendas da Tomra.

    E há, ela prossegue, além da separação ágil e precisa dos diferentes tipos de plásticos, benefícios adicionais decorrentes do uso desses equipamentos: “Um cliente que trabalha com transformação de PE reciclado me disse que, ao substituir a separação manual pela nossa tecnologia, conseguiu também diminuir a manutenção dos moinhos e melhorou o desempenho das extrusoras”, destaca a profissional da Tomra.

    Segundo ela, equipamentos Autosort podem identificar e separar qualquer tipo de plástico, bastando para isso estabelecer o espectro gráfico da reflexão de luz infravermelha sobre ele. “Para um cliente, desenvolvemos um gráfico de reflexão específico para a separação de poliamidas”, exemplifica Carina.

    Plástico Moderno, Titech Finder, da Tomra, é usado para separar metais

    Titech Finder, da Tomra, é usado para separar metais

    Por trabalhar com informações referentes à reflexão de luz, esse gênero de equipamentos não serve, porém para separar plásticos de cor preta. Em muitos países onde a atividade de reciclagem se encontra em estágio mais avançado, resíduos pretos são geralmente destinados à geração de energia mediante queima. “Em alguns casos, como os cancerígenos boro e cromo, é usada a separação eletrolítica. A Tomra tem soluções para essa separação”, ressalta Carina.

    Equipamentos ópticos para identificação e separação de materiais para reciclagem via reflexão de infravermelho são fornecidos também pela Steinert, empresa de origem alemã que no Brasil mantém uma unidade no município de Belo Horizonte-MG. Seus equipamentos trazem as marcas Unisort – relacionada ao trabalho com objetos maiores, como embalagens e potes –, e Flakesorter, dedicada a materiais já fracionados. “Os equipamentos Unisort separam materiais com dimensões entre 10 e 300 mm, classificados numa proporção de 1:3 (ou seja, as dimensões dos objetos maiores não podem ser mais que três vezes superiores às dos menores). No Flakesorter, é possível separar materiais de 3 a 40 mm”, detalha Leandro Araújo, gerente de desenvolvimento de negócios da Steinert.



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    2 Comentários


    1. theodoro martinelli

      boa tarde, gostaria de saber mais sobre fornos para queima de telas de extrusoras



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