Reciclagem de EPS – Poliestireno Expandido (Isopor)

Plastivida

Em março, a cidade de Florianópolis-SC comemorou seu aniversário dando um importante passo para se tornar pioneira na coleta seletiva e reciclagem de poliestireno expandido (EPS), conhecido pela marca registrada Isopor.

O Comitê de EPS da Plastivida, a Santa Luzia Molduras, a Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Florianópolis e a Associação de Coletores de Materiais Recicláveis (ACMR) assinaram um termo de cooperação para promover a educação ambiental voltada aos plásticos, com ênfase no EPS.

Com o objetivo de ampliar as ações de coleta seletiva até a transformação do produto ao final, dentro das bases da Economia Circular, o projeto batizado de Recicla + EPS prevê uma série de ações que informam o cidadão sobre o EPS ser 100% reciclável. – podendo se transformar em uma série de produtos que vão de materiais pedagógicos aos de decoração e construção – e sobre a existência de um grande mercado para esse material plástico reciclado.

EPS é 100% reciclável 

Todo o EPS coletado no município será transformado em molduras, perfis decorativos entre outros produtos, pela indústria catarinense Santa Luzia Molduras.

O Recicla+EPS pretende engajar a população local na coleta seletiva das embalagens de EPS.

Para tanto, logo de inicio, foram instalados 11 pontos de entrega voluntária (PEV) em pontos estratégicos da cidade, exclusivos para o recolhimento desse material.

A população passa a ser informada e incentivada a entregar as embalagens de EPS limpas e secas nas cabines coletoras, o que permite agregar qualidade e valor ao material que será reciclado.

A separação adequada facilita o tratamento e melhora o preço de venda, gerando trabalho e renda aos integrantes de cooperativas de triagem.

O baixo peso e o alto volume do EPS exigem uma logística peculiar e a colaboração do cidadão.

Depois de coletado e limpo, passa pelo processo de redução de 95% de volume para facilitar a logística e otimizar o frete.

Depois disso, as embalagens seguem para a Associação de Coletores de Materiais Recicláveis (ACMR) para serem preparadas e encaminhadas à unidade recicladora da Santa Luzia em Braço do Norte-SC.

Estima-se que Florianópolis tenha potencial para coletar e reciclar em torno de 10 t/mês de EPS com esse programa.

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Totalmente contrária a qualquer movimento de banimento, Florianópolis vai mostrar ao Brasil como é possível aliar a educação ambiental, a informação aos catadores, a gestão dos resíduos, a coleta seletiva e a reciclagem em um modelo simples, funcional e sustentável, no qual todos se beneficiam.

A população não será privada dos benefícios, como praticidade e higiene, oferecidos pelo EPS, os estabelecimentos comerciais poderão continuar utilizando essas embalagens garantindo a qualidade dos produtos que entregam e com o melhor custo-benefício, as cooperativas poderão dispor de mais um tipo de material para compor a renda de seus colaboradores e, por fim, o meio ambiente será preservado, uma vez que o EPS não será descartado incorretamente e nem endereçado aos aterros sanitários, reduzindo a sua vida útil.

Implementar ações efetiva­mente sustentáveis demanda responsa­bilidade coletiva. Não se trata de solução mágica e sim de uma transformação perene que passa pelas mãos de cada um de nós.


Plástico Moderno - Foto do Ivam Michaltchuk é conselheiro e coordenador do Comitê de EPS da Plastivida.
Ivam Michaltchuk – Comitê de EPS da Plastivida.

Ivam Michaltchuk

Conselheiro e coordenador do Comitê de EPS da Plastivida.

É administrador de empresas com MBA em gestão global, pós-graduado em gestão ambiental, técnico em embalagens rígidas e flexíveis, coordenador nacional do Movimento Viramais.

Gestor de projetos da Meiwa Embalagens, professor, educador ambiental e diretor da MSI Treinamentos.

 

Leia Mais sobre EPS e Reciclagem:

Memória – Revista Plástico Moderno

 

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