Reciclagem

Reciclagem – Crise aproxima preços das resinas virgens e recicladas

Antonio Carlos Santomauro
19 de maio de 2018
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    Plástico Moderno, Linha de resinas recicladas pela MMS

    Linha de resinas recicladas pela MMS

    Plástico Moderno, Linha de resinas recicladas pela MMS

    Linha de resinas recicladas pela MMS

    Plástico Moderno, Linha de resinas recicladas pela MMS

    Linha de resinas recicladas pela MMS

     

     

     

     

     

     

    Teoricamente, economia desaquecida favorece os plásticos reciclados, cujo preço inferior ao das resinas virgens ajudaria a reduzir os custos dos produtos finais transformados. Além disso, o Brasil dispõe de uma lei específica para a disposição de resíduos sólidos, e as empresas divulgam crescente preocupação com a sustentabilidade, que pressupõe o reaproveitamento de materiais. Mas a conjugação desses vários fatores não afastou os impactos negativos da crise econômica dos últimos anos sobre o mercado nacional de reciclagem de plásticos.

    A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) ainda informa dados de 2014, quando o índice nacional de reciclagem de plásticos atingiu 26,7%, com a geração de 615 mil toneladas de resinas. Por sua vez, a reciclagem de PET, informa a Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), em 2015 abrangeu 274 mil t, ou 51% do consumo total desse poliéster (desde então esses índices não foram atualizados).

    Plástico Moderno, Linha de resinas recicladas pela MMS

    Linha de resinas recicladas pela MMS

    Plástico Moderno, Linha de resinas recicladas pela MMS

    Linha de resinas recicladas pela MMS

     

     

     

     

     

     

     

    Plástico Moderno, Jaroski: crise reduz oferta de resíduos para recicladores

    Jaroski: crise reduz oferta de resíduos para recicladores

    Recentemente, o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) anunciou que projetos das entidades participantes – entre elas, representantes da cadeia do plástico – no final do ano passado haviam incrementado em 29% o nível de reciclagem das embalagens pós-consumo no Brasil, e reduzido em 21,3% o volume depositado em aterros (relativamente a 2012). Esses dados se referem a embalagens feitas com diversos materiais (exceto vidro e aço), porém, de acordo com Victor Bicca, presidente do Cempre, “a indústria do plástico é das que mais vem contribuindo com esses resultados”.

    Ao menos nos últimos dois anos, mantiveram-se estáveis os volumes de plásticos reciclados no Brasil, afirma Maurício Jaroski, consultor responsável pela área de reciclagem e sustentabilidade da consultoria Maxiquim (que mensalmente publica um boletim sobre preços de resinas recicladas). “Nas crises, esse mercado sofre tanto na ponta da demanda quanto na da oferta de matéria-prima, pois a recessão diminui o consumo, e com isso a disponibilidade de recicláveis”, explica.

    A queda nos preços das resinas virgens em 2017 também prejudicou os reciclados, que, para Jaroski, somente são competitivos se custarem no máximo 70% dos preços das resinas novas. Acima desse patamar, há espaço somente para reciclados de altíssima qualidade, ou para transformadores que utilizam volumes muito grandes. Atualmente, ele destaca, o preço do PET reciclado equivale a cerca de 70% daquele da resina virgem, enquanto nas poliolefinas esse índice varia entre 70% e 80%, dependendo da qualidade do produto submetido a reciclagem.

    Plástico Moderno, Coelho: Abiplast estuda selo de qualidade para reciclados

    Coelho: Abiplast estuda selo de qualidade para reciclados

    Esses índices já foram maiores: em dezembro último, informam os relatórios da Maxiquim, uma resina como o PEAD reciclado branco, proveniente de resíduos industriais, tinha preço quase igual ao do produto virgem (chegava a 92%). “Os preços das resinas virgens vêm subindo, devendo até mesmo permitir que, a partir de março, os próprios recicladores reajustem seus preços”, projeta Jaroski.

    José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, ressalta que em 2014 o Brasil já atingia índices de reciclagem de plástico similares aos da Suíça. Para ajudar a elevar esses indicadores, a Abiplast agora trabalha em um projeto de certificação e concessão de um selo de qualidade para matéria-prima reciclada. “As grandes marcas demandantes de produtos plásticos vêm se comprometendo globalmente com o aumento de conteúdo reciclado em seus produtos”, observa Coelho.

    A Resina PET reciclada, especificamente, tem no Brasil seu maior campo de aplicações, ressalta Auri Marçon, diretor-executivo da Abipet. “Desde embarcações até canetas e réguas utilizam PET reciclado, cujo uso cresce também na fabricação de embalagens”, detalha. “Uma aplicação que aqui merece destaque é a utilização de PET reciclado para produzir resina insaturada de poliéster, que reforçada com fibras de vidro torna possível a fabricação de peças para ônibus, caminhões, tratores, piscinas, caixas d’água, mármore sintético”, acrescenta.


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