Reciclagem

Reciclagem – Baixa escala industrial intimida o desenvolvimento das máquinas

Simone Ferro
14 de abril de 2008
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    Produto nobre – O dormente de madeira plástica pesa 130 kg contra 100 kg da peça confeccionada em madeira nobre. A formulação desenvolvida pela Wisewood garante as mesmas propriedades mecânicas e de alongamento do carvalho, considerado a melhor madeira para essa aplicação. “Foi muito utilizado pelos ingleses na implantação das linhas férreas.” Hoje, boa parte já foi trocada por eucalipto.

    O objetivo inicial da Wisewood é a substituição gradual dos dormentes de madeira na manutenção das linhas férreas. Porém, outras formulações poderão ser desenvolvidas para o uso em novas instalações ou aplicações diferenciadas. “A madeira plástica não apodrece, não absorve umidade e dispensa o uso de vernizes e outros protetores, facilitando e baixando os custos de manutenção”, diz Kudrjawzew.

    A durabilidade elevada é outro diferencial importante, visto que o preço final será de três a quatro vezes superior ao da madeira. “Dura cinqüenta anos sem manutenção e contará com mecanismos de rastreamento”, garante o empresário. De acordo com ele, as operações da Wisewood visam a atender às demandas de empresas que usam a madeira por falta de alternativa e que optam pelo emprego de soluções sustentáveis.

    Entre os clientes potenciais já contatados estão a Vale e a Coca-Cola. Instalada em terreno de 65 mil m², a Wisewood tem sete mil metros quadrados de área construída e capacidade para reprocessar mil toneladas mês de resíduos recicláveis. “A produção inicial alcançará 900 t/mês. Mas há capacidade para ampliações”, prevê. Os números fazem da Wisewood a primeira empresa brasileira a produzir madeira plástica em escala industrial.

    Plástico Moderno, Reciclagem - Baixa escala industrial intimida o desenvolvimento das máquinas

    Máquina redutora de EPS retira o gás do material

    As operações começaram em março, inicialmente com a fabricação de flakes. A intrusão e extrusão devem entrar em operação até meados de abril.O investimento na planta soma R$ 20 milhões, dos quais R$ 12 milhões provenientes do Finame – linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empresa tem como principal acionista o empresário Rogério Igel, do grupo Ultra.

    Reciclável, sim – O popular isopor (marca pertencente ao grupo francês Knauf-Isopor) segue para os aterros e lixões por falta de conhecimento da população, de postos de coleta e de campanhas de esclarecimento; porque mercado, para ele, existe. O material, 100% reciclável pelos processos mecânico, energético e químico, muitas vezes nem é identificado como plástico pela população. “Não existem pontos determinados para o recolhimento de EPS. Com isso, a coleta de pequenas quantidades em pontos variados encarece a operação e eleva o custo do produto final”, afirma o gerente-administrativo da Proeco Reciclagem, de Guarulhos-SP, Francisco Pizzetti May.

    A Proeco recupera e revende EPS e XPS. “O tipo de resina reciclada depende da qualidade do material coletado e reprocessado, cuja variação de cor vai desde o branco até o preto.” A produção, fornecida em grãos, segue para a fábrica da Santa Luzia, empresa do grupo Moldurarte, de Braço do Norte-SC, onde se transforma em perfis para molduras, rodapés e vistas de porta extrudados (ver PM 395, de setembro de 2007, pág. 12).

    Criadas pelos ingleses, feitas de resinas virgens, as molduras plásticas entraram no rol dos produtos reciclados pelas mãos dos coreanos. Da Coréia veio também a tecnologia adotada pela Proeco. As máquinas redutoras de EPS, como foram batizadas pela empresa, retiram o gás do material. Extremamente leve, o EPS constitui-se de até 98% de gás, o que torna inviável o seu transporte em longas distâncias.

    A Proeco, fundada em 2006, opera com duas extrusoras e diversas máquinas para retirada do gás, algumas itinerantes. “São levadas onde está o resíduo.” O EPS coletado provém das indústrias e principalmente do consumidor final, por intermédio das cooperativas de coletadores. A empresa tem capacidade para produzir 300 toneladas por mês de EPS reciclado. Na avaliação de May, a ineficiência da coleta se tornou o maior gargalo da reciclagem de EPS e XPS. “O problema começa com o descarte incorreto por parte da população e a falta de conhecimento a respeito do material. O ideal seria a criação de pontos de recebimento, com o descarte voluntário da população.”

    Para minorar tais dificuldades, a Proeco investe na criação de pontos de coleta e defende a divulgação nas escolas e um trabalho efetivo nos meios de comunicação. Ações como o projeto Repensar, iniciativa pioneira no país que promove a reciclagem do isopor, também prometem bons resultados.

    O projeto é encampado pela Plastivida – Instituto Socioambiental dos Plásticos e por um grupo de empresas parceiras (produtores de matérias-primas, de embalagens, de beneficiamento e de transformação). Segundo dados do instituto, a produção brasileira da resina expandida e espumada alcança cerca de 45 mil toneladas anuais. Outra questão relevante se refere às tecnologias disponíveis para a reciclagem. “É um gargalo, pois as etapas variam de acordo com cada tipo de material”, diz May. De acordo com ele, o mercado está aquecido em relação ao ano passado. “Qualquer crescimento acima de dois dígitos seria bem-vindo.” A Proeco pretende exportar seus produtos e está em negociação com o mercado asiático.



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    Um Comentário


    1. Antonio

      Gostaria de comprar uma máquina de reduçâo de isopor que tira o gás,trabalho com moagem plastica e retiro muito isopor,gostaria de saber sobre a máquina que retira o gás para que possa moer e usar na injeçao, favor mandar preço e produção da maquina, como faço para ver a maquina…aguardo retorno…obrigado!!!



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