Quando a falta de consciência ambiental será proibida? SINPLAST

 

Não podemos negar que vivemos em um país onde a saúde de qualidade não está ao alcance de todos, e a pandemia da Covid-19 veio para intensificar isso. Não há leitos, não há medicamentos, não há materiais suficientes. Por esse motivo, utilizamos o que podemos, nos protegemos com o possível e optamos por meios alternativos e eficazes, como os descartáveis, como forma de mantermos o vírus distante. A mesma matéria-prima que te protege em casa, embala com higiene os alimentos no supermercado, está também dentro dos hospitais, nas seringas, nas bolsas de remédio e sangue, nos tão falados respiradores e nos EPIs, que mais uma vez protegem nossos médicos e enfermeiros.

E aí proponho uma reflexão. Trago o exemplo das sacolas plásticas, já tão criticadas, mas que ganharam valor nesse período de pandemia, mais uma vez como um item de proteção. Muitas pessoas as utilizam, inclusive, na falta de luvas, para ir ao mercado com segurança e realizar outras tarefas do cotidiano. Isso que não falamos em copos, talheres, canudos e outros descartáveis que evitam a contaminação. O fato é: proibirmos os produtos será mais eficaz do que educarmos a população ambientalmente? Quando a falta de consciência do ser humano será, então, proibida?

Química e Derivados - Gerson Haas, presidente do Sinplast-RS ©QD Foto: Divulgação/João Alves
Gerson Haas, presidente do Sinplast-RS

Deparamo-nos recentemente com a notícia da lei chilena que proíbe a distribuição de sacolas de plástico no comércio, tornando o país o primeiro da América do Sul a adotar essa estrita legislação. Além do Chile, outros cerca de 60 países do mundo optaram pela mesma medida. Mas será essa a grande solução ambiental para o futuro?

Que tal repensarmos? Em conjunto, como sociedade, termos a consciência clara do nosso papel perante o planeta. Proibir algo que nos protege e nos traz segurança me parece um tanto contraditório. Definitivamente, o problema ambiental não está em uma simples sacolinha plástica, e sim em nossas mentalidades. Parafraseando o escritor e filósofo Paulo Freire, “educação não transforma o mundo, educação muda as pessoas e as pessoas, então, transformam o mundo”. A mudança, de verdade, começa de dentro, com muito mais “sim” do que “não”, com atitude. (Re)pense isso e voltamos a dialogar!

Texto: Gerson Haas

Química e Derivados - Covid-19 exige repensar a vida - Sinplast ©QD Foto: iStockPhoto

Sinplast

O Sinplast – Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do RS foi fundado em 1982 com o objetivo de congregar e fortalecer as indústrias gaúchas do segmento transformador do plástico. Criado originalmente como Associação Profissional das Indústrias de Material Plástico do Rio Grande do Sul, o Sinplast veio atender às necessidades de um mercado que entrou em expansão com a fundação do Pólo Petroquímico do Sul, em 1976.
Atuando como parceiro das indústrias gaúchas da terceira geração do setor plástico, o Sindicato desenvolve, através de Comitês Temáticos, programas e projetos que visam à capacitação e ao desenvolvimento das organizações. Entre suas principais atuações, está a defesa aos interesses das empresas do setor no cenário estadual e nacional frente a temas econômicos, políticos e tributários que ameacem a sua competitividade. Trabalha também pela valorização do material plástico perante à sociedade, além de auxiliar e apoiar as indústrias do setor em temas relacionados à gestão empresarial.
O Sinplast congrega mais de 800 indústrias no Estado, entre filiadas e associadas. O Sindicato é dirigido por empresários do setor plástico do Rio Grande do Sul em regime presidencialista. A gestão de cada diretoria, eleita por votação das empresas associadas, é de três anos.


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