Tubos

25 de outubro de 2017

PVC: Instituto quer ampliar a reciclagem

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    A taxa de reciclagem de PVC pós-consumo se situa na casa dos 20%, de acordo com monitoramento realizado pelo Instituto Brasileiro do PVC durante um período de dez anos. Os resultados podem ser bem mais significativos se nos próximos anos acontecer o desenvolvimento de sistemas de coleta de resíduos pós-consumo nas cidades brasileiras. Hoje, o país tem mais de 5,5 mil municípios, dos quais apenas 18% apresentam algum tipo de sistema de coleta seletiva.

    “É preciso mudar esse cenário para que a indústria de reciclagem tenha oportunidade de se desenvolver mais e mais”, ressalta Miguel Bahiense, presidente do instituto. Ele destaca um diferencial do PVC em relação a outras resinas. Em torno de 70% dos produtos fabricados com a resina são usados em aplicações de longa duração, com vida útil superior a 15 anos. São os casos, por exemplo, dos tubos e conexões, pisos e janelas, entre outros. Em algumas situações eles chegam a ultrapassar os 50 anos de uso.

    Isso não significa que o setor não se preocupe com a questão. “Atuamos de forma intensa para mostrar a reciclabilidade do PVC mediante projetos focados em diversas áreas em que se aplica o produto”. Como exemplo, ele cita dois cases de sucesso. “Em parceria com a Método Engenharia, coletamos e reciclamos toda a sobra de PVC gerada na construção de um grande edifício em São Paulo. Também trabalhamos com um projeto de reciclagem do PVC utilizado na área médica, realizado com o Hospital Carlos Chagas, em Guarulhos-SP”.

    Atualmente, o alvo se encontra no Programa RC, de reciclagem de cartões, efetuado em parceria com a RS de Paula. Ele ocorre com a ajuda do Papa Cartão, equipamento que tritura cartões feitos de PVC, como os de débito, crédito, seguro-saúde, fidelidade, cartões-presentes, cartões telefônicos, bilhete único e outros em final de vida útil. “Evitamos que esses cartões, mesmo os que contêm chip e tarja magnética, sejam descartados no meio ambiente. Hoje, existem mais de 70 locais de coleta em todo o Brasil, que recolhem aproximadamente 500 mil cartões de PVC por ano”.

    Com o material obtido são produzidas peças como porta-copos, placas de sinalização, caixas, marcadores de páginas, cartões de visitas, entre outros. Os Papa Cartão podem ser encontrados em empresas, shoppings, estações do metrô, aeroportos, condomínios, feiras e eventos e parques. O Instituto Brasileiro do PVC, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e a Plastivida, mantém doze pontos de coleta de cartões em autarquias de Brasília, pertencentes ao Ministério do Meio Ambiente e ao Congresso Nacional.

    Em dois locais, o projeto conta com ciclo fechado de produção, ou seja, os cartões coletados são transformados em novos cartões indicados para finalidade idêntica. Há um ano, o aeroporto do arquipélago de Fernando de Noronha ganhou um Papa Cartão que, com os descartes, refaz os cartões utilizados para o acesso às praias locais. Nos mesmos moldes, o instituto acabou de firmar uma parceria com o Jumpark Jundiaí, cuja proposta é ser o primeiro parque de entretenimento sustentável do país. Os cartões de acesso ao parque já são feitos com PVC reciclado, proveniente de coletas dentro do próprio parque ou de outras coletas feitas pelo programa.



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