Plástico

PVC e compostos – Construção civil acelera os negócios e alavanca os projetos para expandir a produção do polímero

Domingos Zaparolli
15 de março de 2008
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    Nunes aponta três novos segmentos que deverão apresentar maior crescimento nos próximos anos. O primeiro é o de esquadrias. Nos Estados Unidos e na Europa, as janelas de PVC já são majoritárias, mas no Brasil a aplicação é recente e não responde nem a 3% das vendas. A vantagem do PVC sobre o alumínio, material tradicional em esquadrias, é sua maior capacidade como isolante acústico e térmico. Em ambientes fechados, climatizados com ar-condicionado, o PVC tem três vezes mais capacidade que o alumínio para manter a temperatura estabelecida.

    O segundo segmento é o de revestimento de materiais convencionais, como portas e móveis de madeira. Conforme Nunes, o revestimento primeiro barateia o produto, que pode empregar madeira menos nobre em seu interior. Além disso, aumenta a durabilidade e facilita a manutenção, por ser fácil de limpar.

    Mas a principal aposta é no uso do PVC em sistemas construtivos, batizados de ConcretoPVC, uma tecnologia canadense que a Braskem, em parceria com os fabricantes de perfis Plásticos Vipal e Royal do Brasil e a Associação Brasileira de Cimento Portland, está introduzindo no país.

    O sistema construtivo é formado por perfis leves e modulares de PVC, de simples encaixe, preenchido com concreto e aço. “É uma opção de parede resistente e econômica, que dispensa o acabamento, uma vez que o perfil de PVC não exige pintura ou a colocação de azulejos. É também de fácil manutenção, bastando passar um pano para limpar”, disse Nunes. O foco mercadológico do sistema, informou o executivo, são as residências de médio e baixo padrões. “A longo prazo, o potencial desse sistema de construção é de representar um consumo anual de 60 mil toneladas de PVC”, avaliou o executivo.

    O padrão de consumo de PVC entre brasileiros e outros povos da América do Sul é baixo. No Brasil, cada habitante consome 4 kg de PVC ao ano. Na Argentina, 2,8 kg, tendo como base os dados de 2005. Nos países europeus, a média de consumo por habitante é de 14,1 kg e nos Estados Unidos chega a 21,1 kg por ano. Ainda há muito espaço para o crescimento da demanda de PVC na região, tornando ainda mais promissoras as perspectivas.

     

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