Plástico

PVC – Demanda da resina cresce atrelada ao bom momento da construção civil no país

Jose Paulo Sant Anna
11 de fevereiro de 2012
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    “Além de habitações populares, o processo se adapta a diversas aplicações, como creches, escolas, banheiros, fechamento de galpões, postos de gasolina e muros residenciais e industriais, entre outras”, garante Fernandes. A escolha do PVC como material utilizado se deu por ser uma resina que não propaga chama, ser fácil de limpar, dispensar pintura e ser de fácil manuseio na hora da construção. De acordo com informações da empresa, a adoção do plástico reduz em 25% os custos da construção, em comparação com os métodos tradicionais. O potencial de venda do produto é exaltado. “Tudo o que produzimos já está vendido”, diz o diretor. Para 2012, a empresa espera atingir capacidade de construção para três mil unidades mês dos perfis.

    Esperança, parte II – O plástico mais usado na construção civil está chegando aos telhados. O projeto foi desenvolvido pelo grupo Precon, fundado em 1963 na cidade de Pedro Leopoldo-MG e hoje com plantas industriais também nos estados de Goiás e Rio de Janeiro. Durante grande parte de seus 48 anos de vida, o grupo trabalhou no segmento de cimento.

    O carro-chefe da empresa continua o mesmo, mas ao longo do tempo suas atividades foram diversificadas. Há 2,5 anos, passou a investir no projeto de pesquisa e desenvolvimento de telhas de PVC, no qual deposita muita esperança. O lançamento da novidade se deu há um ano. “As telhas de PVC são inéditas no Brasil, mas já existiam na Itália e na Ásia”, conta o diretor Eder Campos.

    Para o diretor, a possibilidade de sucesso do produto se deve às vantagens proporcionadas pela matéria-prima. Batizado de PreconVC, ele é mais leve, mais resistente, pode ser totalmente reciclado e reduz em até 40% o custo das obras. “O PreconVC chega a pesar entre 5% e 10% menos do que as telhas de barro, o que diminui a necessidade do uso de caibros, ripas e outras estruturas de sustentação”, explica. A durabilidade também é destacada. “Elas se mantêm estáveis às tempestades, granizos e outras intempéries. Também proporcionam maior desempenho térmico e acústico”, completa.

    Por essas e outras, o diretor tem certeza da substituição gradativa dos materiais concorrentes na aplicação. “Sem as telhas de PVC, em torno de 70% dos problemas das obras de construção civil ocorrem nas coberturas”, ressalta. Para atender os diversos segmentos de mercado, a Precon lançou quatro modelos de telhas, colonial, ondulado, minionda e trapezoidal, oferecidos em várias medidas.

     

    Os motivos do otimismo são reforçados com números. A capacidade instalada da empresa não tem sido suficiente para atender aos pedidos. Hoje, em sua unidade fabril mineira, a empresa pode produzir 2 milhões de metros quadrados de telhas por mês. Este ano, pretende instalar mais duas unidades de produção, uma em Alagoas e outra em Pernambuco. Com o investimento, a capacidade vai saltar para 3,5 milhões de metros quadrados. Uma nova planta também está sendo projetada para ser instalada no futuro em Goiás. “Nossa atual capacidade de produção atende apenas 0,01% do mercado nacional de coberturas”, informa o diretor, reforçando o grande potencial comercial do lançamento..

    Reciclagem de PVC cresce no país

     

    Em 2011, o Instituto do PVC divulgou o resultado de uma pesquisa cujo objetivo foi acompanhar a evolução das operações de reciclagem pós-consumo da resina no Brasil. O estudo, feito com base na metodologia do IBGE, mostrou crescimento de 22,3% na reciclagem em 2010, quando comparado a 2009. No total, foram reaproveitadas 25 mil toneladas.

    faturamento bruto das empresas recicladoras cresceu de R$ 127 milhões para R$ 133 milhões. O número de empresas envolvidas na atividade caiu de 105 para 88. Os empregos gerados se mantiveram estáveis, na casa de 1.340 vagas.



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