Plástico

PVC – Demanda da resina cresce atrelada ao bom momento da construção civil no país

Jose Paulo Sant Anna
11 de fevereiro de 2012
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    Ao todo, a empresa conta com mais de mil fórmulas e atende encomendas de clientes de pequeno porte, consumidores de 25 kg mensais de compostos, e grandes transformadores, que adquirem uma tonelada/mês. A empresa conta com centro de pesquisa e desenvolvimento em São Paulo, de onde saem novos compostos com frequência, e também aproveita know-how dos centros de pesquisa mantidos pelo grupo na Europa. “A maioria dos nossos desenvolvimentos é feita por encomenda para os clientes, mas também investimos na descoberta de produtos próprios”, revela Reche.

    As vendas da Dacarto Benvic em 2011 atenderam às expectativas e, para este ano, as perspectivas são positivas. “De 2009 para cá, investimos no aumento de nossa capacidade. Hoje podemos produzir 180 mil toneladas por ano, 20% a mais do que no início dos investimentos”, conta.

    Outro importante nome no mercado de insumos é o da empresa Karina, há mais de três décadas no mercado. Sua linha é formada por compostos de PVC, especialidades poliolefínicas e masterbatches. A empresa atende os segmentos de fios e cabos elétricos, da construção civil, de calçados, embalagens flexíveis e rígidas e a indústria automobilística, entre outros setores.

    “Os compostos para os segmentos de fios e cabos, perfis para construção civil, calçados e mangueiras, nessa ordem, representam 85% do volume de compostos vendidos ao mercado”, informa Edson de Oliveira Penido, diretor comercial. De acordo com o executivo, as aplicações que exigem mais investimento em pesquisa e desenvolvimento são aquelas nas quais a responsabilidade por normatização é mais evidente, casos dos produtos para fios e cabos, perfis para construção civil e determinados tipos de calçados, como botas frigoríficas, por exemplo.

    A Karina conta com centenas de fórmulas desenvolvidas ao longo de sua existência. “Temos os produtos que chamamos de padrão e também os personalizados, desenvolvidos especificamente para um determinado cliente”, diz Penido. As demandas são as mais diversas, como cores, tonalidades e durezas específicas. “Novos produtos são lançados todos os dias e apresentam características diferenciadas, obtidas por meio de ajustes de máquinas, padrões de cor diferenciados e vários outros motivos. Temos um laboratório de tecnologia de ponta que desenvolve e testa os mais diferentes compostos”, resume.

    Instituto – Descobrir aplicações nas quais o plástico possa substituir com vantagens outros materiais é o sonho de qualquer transformador. No caso do PVC, não são poucas as empresas que se dedicam à descoberta de uma “mina de ouro”. Alguns exemplos são destacados com carinho especial pelos especialistas.

    Miguel Bahiense, presidente do Instituto do PVC, entidade que tem entre seus principais objetivos mostrar a versatilidade e a aplicabilidade do PVC nas empresas, no meio acadêmico, e nas instituições ou organizações, confirma essa preocupação. Para ele, alguns nichos de mercado merecem ser estudados com carinho. “Os perfis usados em janelas têm se mostrado, nos últimos anos, um segmento de forte crescimento”, avalia.

    Duas aplicações, no entanto, merecem especial destaque. “Sem dúvida, o sistema concreto/PVC tem grandes chances de passar a ser visto com olhar mais consistente em termos de novidades.” Outra aposta: “As telhas de PVC podem despontar como produto novo e avançado tecnologicamente.”

    Ainda de acordo com o presidente, um dos estudos do instituto com boas possibilidades de sucesso é o projeto sobre mobiliários adaptados, voltado para a construção de equipamentos feitos de PVC para recuperar crianças com disfunções neuromotoras. “Existem produtos no mercado para este fim, mas muitos são importados e invariavelmente mais caros que a opção dos feitos com PVC”, defende. O trabalho rendeu o lançamento da Adapto, primeira oficina do estado de São Paulo a produzir esses equipamentos, criada por intermédio de uma parceria com a Faculdade de Medicina do ABC.

    Esperança, parte I – A ideia de desenvolver o sistema construtivo concreto/PVC surgiu há seis anos por iniciativa da empresa brasileira Global Housing, com sede em Araquari-SC, voltada para o desenvolvimento de soluções e sistemas construtivos. O projeto chegou ao mercado em meados do ano passado. É formado por perfis de PVC modulares montados para adquirir o formato de paredes de habitações. Tais paredes, uma vez erguidas, são preenchidas com concreto.

    O produto foi homologado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e recebeu a aprovação da Caixa Econômica Federal para se tornar adotado pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”. Uma das primeiras aplicações foi na construção de quinhentas casas em Santa Catarina, após as enchentes que assolaram o estado.

    Gilberto Fernandes, diretor da Global Housing, conta que a ideia foi inspirada numa tecnologia canadense e adaptada às condições ambientais e climáticas brasileiras. O projeto conta com apoio da Braskem, responsável pela produção do PVC com granulometria ideal para a fabricação das peças, e da DuPont, fornecedora do dióxido de titânio, substância capaz de fazer a matéria-prima resistir aos raios ultravioleta, além de outras empresas fabricantes dos aditivos necessários para se chegar à formulação ideal.



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