Plástico

PVC – Demanda da resina cresce atrelada ao bom momento da construção civil no país

Jose Paulo Sant Anna
11 de fevereiro de 2012
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    “Considerando o crescimento da demanda deste material no mercado nacional, fica clara a necessidade de importação da resina para suprir o mercado interno”, diz Regina Zimmermann, diretora industrial. Para ela, a operação de importação não se mostra vantajosa. “Com relação aos preços dos produtores nacionais, podemos dizer que são competitivos quando se leva em consideração os impostos de importação e as taxas antidumping instituídos em relação a este produto oriundo de alguns países”, informa. O grupo Mexichem, no entanto, conta com preciosa “carta” na manga. Ele tem a oportunidade de consumir por aqui a resina que produz em operações industriais que possui na América Latina.

    Tecnologia – Problemas comerciais à parte, um aspecto chama a atenção quando se fala sobre PVC. Para os especialistas, é o termoplástico mais versátil já inventado, pois é fornecido puro e precisa ser reformulado para ser usado. Dessa forma, é possível produzir tipos de PVC com diversas durezas, das mais baixas até as mais altas. Ele pode ser adaptado a uma gama de aplicações bastante diversificada.

    Plástico, Regina Zimmermann, diretora industrial, PVC - Demanda da resina cresce atrelada ao bom momento da construção civil no país

    Regina ressalta tecnologia inédita de biorientação das moléculas do PVC

    Essa propriedade exige constantes investimentos de toda a indústria envolvida com o setor. Cerqueira, da Braskem, fala sobre as novidades que podem ser esperadas com o lançamento da expansão da linha de produção da fábrica de Marechal Deodoro-AL. “A nova planta conta com o estado da arte na produção de resinas de PVC suspensão. Este investimento trará avanços importantes em termos de produtividade e qualidade”, afirma. Para o diretor, essa característica ajudará a Braskem a manter seu foco principal, o de atender à demanda de inovação dos clientes.

    A opinião é seguida pela Solvay Indupa. Para Tieghi, há forte potencial de aumento do uso da resina. “O consumo per capita nacional de PVC é pequeno, se comparado com o dos países desenvolvidos. Por aqui, muitas aplicações estão começando a se desenvolver agora”, diz. Dessa forma, o desenvolvimento de novas formulações abre espaço para aplicações diferenciadas. O diretor cita, por exemplo, os casos dos tubos para irrigação e laminados para coberturas, ainda usados de forma incipiente no país. “Tem muito mercado a ser desenvolvido”, avalia.

    A preocupação também atinge os transformadores. A Mexichem Brasil mantém equipe de engenheiros focada no desenvolvimento de produtos, materiais e compostos. Os objetivos são procurar aumentar a qualidade dos produtos e a melhoria dos processos de transformação. Para Regina, os resultados têm sido compensadores. “Houve novidades em termos de tecnologia no uso do PVC tanto em termos de formulações como de desenhos de produtos e equipamentos”, revela.

    Plástico, PVC - Demanda da resina cresce atrelada ao bom momento da construção civil no país

    Amanco Silentium é feito com um composto especial

    De acordo com a diretora industrial, o maior destaque tecnológico da empresa é o apresentado na linha Amanco BIAX, inédita no Brasil. “Por meio de processos e equipamentos especiais, a linha conta com a biorientação das moléculas do polímero. O produto reúne eficiência ecológica e qualidade superior para aplicação no mercado de infraestrutura na condução de água a altas pressões”, explica.

    No caso das formulações, ela destaca a obtenção do mPVC, presente na linha Amanco Ductifort, que permite à matéria-prima agregar características de ductibilidade e resistência superior aos tubos de condução de água potável. Em termos de compostos especiais, aponta a linha Amanco Silentium, com formulação especial para proporcionar maior conforto acústico nas aplicações sanitárias prediais.

    De quebra, ressalta outra evolução: a linha Amanco Dellfort, formada por tubos de tripla camada com maior rigidez e atributos ambientais do que os produtos tradicionais. É indicada para a condução de esgoto em obras de infraestrutura. “A Mexichem é a única fabricante nacional a possuir essa tecnologia”, orgulha-se. Foto: divulgação

    Compostos – A preocupação do grupo Solvay com o desenvolvimento da tecnologia gerou um negócio no mercado brasileiro no ano 2000. A multinacional adquiriu a empresa nacional Dacarto, no mercado desde 1968 e especializada na produção de compostos de PVC, além de produzir alguns masterbatches e poliolefínicos. Depois do negócio, a empresa passou a se chamar Dacarto Benvic.

    “Nós atuamos para catorze diferentes segmentos de usuários de PVC”, informa Paulo Reche, diretor comercial. Entre os setores atendidos, os considerados principais são os de fios e cabos de energia, calçados, fabricação de mangueiras, perfis e produtos médico-hospitalares. “Em termos de volume, os de fios e cabo são os mais vendidos. O grande destaque em termos de tecnologia é o segmento médico-hospitalar”, explica.



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