Tecnologia Ambiental

Promoção social deve ser considerada – Economia circular

Antonio Carlos Santomauro
2 de julho de 2020
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    Plástico Moderno -

    “Se uma boa cooperativa, trabalhando com umas trinta pessoas, processa umas quatro toneladas de resíduos por dia, imagine quantas pessoas não seriam necessárias para as 140 toneladas que processamos diariamente”, sugere Francisco Vianna, da Loga, para ressaltar sua convicção da inevitabilidade da adoção das tecnologias de automação na separação e classificação dos resíduos recicláveis.

    Tais tecnologias, reconhece Vianna, obviamente concorrem com os trabalhadores manuais; mas sem elas não haverá o efetivo reaproveitamento dos resíduos de uma metrópole como São Paulo. “Os engenheiros alemães que projetaram nosso centro de triagem queriam ainda mais automação e menos gente. Mas, em virtude das exigências da PNRS, mantemos parcerias com cooperativas”, explica.

    Também Napolitano, da Tepx, considera inexorável esse avanço da automação. “Grandes fabricantes de produtos de consumo – bebidas, alimentos, produtos de higiene e beleza – hoje têm metas de sustentabilidade que incluem o uso de resinas recicladas, e eles requerem resinas recicladas de alta qualidade. Isso amplia ainda mais a necessidade de automação, que eleva a qualidade da resina”, justifica.

    Para Napolitano, será necessário buscar soluções capazes de qualificar para outras atividades as pessoas que hoje vivem da reciclagem, que fatalmente se tornará mais e mais mecanizada. Afinal, “não se pode mais deixar no meio ambiente, ou em aterros, o material hoje desperdiçado”, justifica.

    Milani, da Amut, vê como modelo interessante para a atual realidade brasileira a combinação entre automação e o trabalho de recicladores e cooperativas de catadores. Por exemplo, com processos que incluam uma primeira separação manual e posteriormente separação automática através de um separador balístico ou um trommel; à medida que evoluir a demanda, avançará a automação. “É um jeito de combinar a tecnologia com um processo de geração de renda e emprego, importante em um país como o Brasil. E é também um modelo mais higiênico e mais saudável de reciclagem”, argumenta Milani.

    Em certa medida, é esse o modelo hoje vigente na planta mantida pela Tepx em Cotia. “Lá, um equipamento óptico separa o material que será transformado em flakes, mas o processo é complementado por trabalhadores que retiram eventuais resíduos remanescentes”, relata Andriolo.



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