EXPOBOR – Produtos sustentáveis deram o tom à tradicional feira para o mercado da borracha

A produção em bases sustentáveis se tornou um grande diferencial para as inovações no campo das borrachas e são as aplicações automotivas, em pneus e artefatos técnicos, as maiores precursoras do atributo da ecoeficiência que se instalou na nova oferta de matérias-primas, com muitas novidades apresentadas durante a 10ª Expobor. A maior feira setorial de tecnologias, máquinas e artefatos de borracha, promovida pela Francal Feiras e pela Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha (Abiarb), aconteceu de 11 a 13 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo.

O mercado automotivo deverá continuar na vanguarda dos usuários das inovações em elastômeros, agora também oriundos de fontes renováveis, como a cana-de-açúcar. Esse é o grande apelo do novo EPDM apresentado pela Lanxess, batizado Keltan Eco, e destacado como uma grande inovação mundial, por se tratar da primeira borracha sintética de etileno-propileno-dieno desenvolvida com etileno biológico, derivado da cana-de-açúcar e fornecido pela Braskem. Entre as suas múltiplas aplicações, o Keltan Eco pode ser introduzido em vedações de portas e janelas de automóveis, que representam um dos maiores consumos de EPDM.

“Calculamos que o mundo todo absorva em torno de 1 milhão de toneladas de EPDM ao ano e que pelo menos 50% desse

Plástico, Marcos Oliveira, diretor da unidade de negócios Technical Rubber Products (TRP) da Lanxess para a América Latina, Produtos sustentáveis deram o tom à tradicional feira para o mercado da borracha
Marcos Oliveira: credita excelentes propriedades a bioproduto

total seja utilizado pelas indústrias automotivas em vedações de portas e janelas, mangueiras, aditivos para motores, selos, entre muitas outras aplicações”, avaliou Marcos Oliveira, diretor da unidade de negócios Technical Rubber Products (TRP) da Lanxess para a América Latina.

O EPDM verde da Lanxess, produzido na fábrica de Triunfo-RS, apresenta as mesmas propriedades do EPDM petroquímico. Entre elas se destacam altas resistências ao ozônio e térmica, e sua grande capacidade para suportar cargas, como negros de fumo, óleos e minerais.

De acordo com Oliveira, o produto ecológico oferece excelente resistência ao calor, à oxidação, a produtos químicos e às intempéries, e ainda dispõe de boas propriedades de isolamento elétrico, o que o credencia para uma considerável quantidade de aplicações nas indústrias de transformação, com a finalidade de modificar e melhorar as propriedades dos plásticos. As indústrias de fios e cabos de alta tensão presentes nas redes elétricas, e ainda, todos os tipos de vedações aplicáveis ao setor da construção civil são fortes candidatos à utilização do produto.

“O potencial de expansão das aplicações de Keltan Eco é tão grande que acreditamos que, dentro de quatro a cinco anos, 25% da nossa capacidade instalada na fábrica de Triunfo já esteja dedicada à sua produção”, avaliou o diretor da Lanxess. Para produzir o novo EPDM Keltan Eco, a empresa investiu em reatores e adaptações na unidade de Triunfo, considerada a segunda mais moderna fábrica de EPDM operada pelo grupo no mundo.

Outra inovação da empresa ficou por conta da nova borracha de EVM de alto desempenho, de alto conteúdo de vinil acetato. Trata-se da borracha da marca Levapren, um copolímero de etileno e vinil acetato, com teores entre 40% e 90% deste insumo, muito superiores aos presentes nos EVAs convencionais (28%), e concebida para proporcionar alta resistência a óleos e a combustíveis e também a temperaturas elevadas.

Oliveira destaca que o novo EVM pode substituir o PVC em fios e cabos e ser aplicado como modificador de plásticos polares, como PVC e ABS. Ainda é indicado para aplicações diversas nas indústrias de automóveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, embalagens especiais para alimentos, aplicações médicas, cabos elétricos especiais, entre várias outras.

Airbag de fonte renovável – As possibilidades apresentadas pelas novas borrachas desenvolvidas com fontes renováveis como milho, a exemplo do poliéter-poliéster presente no elastômero termoplástico Hytrel RS (Renewable Source), da DuPont, também chamaram a atenção dos visitantes, principalmente pela apresentação de uma das suas primeiras aplicações em airbags para automóveis que estão sendo feitas na Europa.

Plástico, Produtos sustentáveis deram o tom à tradicional feira para o mercado da borracha
Autopeças de elastômero verde da DuPont ajudam a poupar o meio ambiente

Nilson Bordin, líder de vendas de Performance Polymers da DuPont do Brasil, explica que a DuPont e a Takata-Petri, principal fornecedora de volantes, trabalharam em colaboração no desenvolvimento de sistemas de airbags, optando pelo polímero de alto desempenho Hytrel RS, que associa desempenho superior à queda de emissões de gases de efeito estufa em razão de os componentes do polímero derivarem até 65% de fontes renováveis.

Além de possuir base renovável, o novo Hytrel RS conserva praticamente todas as propriedades do elastômero termoplástico Hytrel convencional, conhecido no setor por seu emprego em dutos de ar, conexões e vedações automotivas. O novo Hytrel RS resiste igualmente a temperaturas de trabalho desde -40ºC até 120ºC e também oferece o atributo da reciclagem. O conteúdo renovável da fórmula pode oscilar entre 20% e 65%, a depender da aplicação.

A DuPont também assinalou as propriedades do fluorelastômero Viton em aplicações de juntas, vedações e mangueiras, destinadas a conduzir ou entrar em contato com biocombustíveis, como etanol e biodiesel, que exigem materiais de mais alto desempenho para fazer frente aos ataques químicos associados a esses produtos.

Outro elastômero destacado na ocasião foi o Vamac Ultra High Temperature, um termofixo de etileno metilacrilato de alto desempenho, que suporta temperaturas até 175ºC em operações contínuas de trabalho. “O nosso propósito, ao elevar em 10ºC a resistência e oferecer ao mercado a versão UHT, é atender às exigências da indústria automobilística no emprego de motores cada vez mais compactos e potentes e que alcançam temperaturas mais elevadas, exigindo maior capacidade de suporte de capas de juntas homocinéticas, retentores de transmissão, mangueiras de resfriamento de óleo, entre outras peças de borracha”, explicou Bordin.

Alternativas aos aromáticos – A substituição dos óleos aromáticos por óleos mais amigáveis na fabricação de pneus, prevista pela diretiva 2005/69/EC da comunidade europeia, também já encontra respaldo no Brasil pela oferta de óleos minerais de processo considerados ecologicamente corretos. Esse é o caso dos óleos naftênicos pesados da linha Flex NBS, ofertados à indústria pneumática desde 2010 pela quantiQ.

Plástico, Ricardo J. F. Verona, gerente de unidade da quantiQ, Produtos sustentáveis deram o tom à tradicional feira para o mercado da borracha
Ricardo J. F. Verona: sugere óleos naftênicos em substituição aos aromáticos

“Começamos a desenvolver a linha de óleos Flex NBS em 2005 e cinco anos depois pudemos comemorar a sua produção em escala comercial e industrial e as primeiras homologações em substituição aos óleos aromáticos na fabricação de pneus”, afirmou Ricardo J. F. Verona, gerente de unidade da quantiQ.

Segundo ele, sob vários aspectos, a utilização de óleos naftênicos Flex NBS proporciona vantagens em comparação com o uso de óleos aromáticos. A grande compatibilidade com os elastômeros de estirenobutadieno, as borrachas de SBR e a maior resistência à abrasão conferida aos pneus são algumas das melhorias proporcionadas pelo seu uso nos compostos.

Com vendas crescentes, principalmente entre fabricantes de pneus que exportam para a Europa, Verona acredita que os investimentos feitos na tecnologia de produção de óleos naftênicos, produzidos na unidade de Duque de Caxias-RJ, serão recompensados pelas substituições dos óleos aromáticos proibidos desde 2010 na composição de pneus comercializados na Europa, por apresentarem potencial carcinogênico e pelos resíduos deixados nas pistas de rolamento que acabam atingindo os mananciais.

Adesivos de baixo voc – As tecnologias livres de metais pesados e com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis (oc) são a base dos novos adesivos da tradicional marca Chemlok, como o Chemlok 6220 e o Chemlok 6016, lançados pela Lord para promover colagens entre borrachas e metais.

Um estudo sobre o desempenho mecânico dos novos adesivos livres de metais pesados e integrantes da série EPCA (Environmentally Preferred Chemlok Adhesives), composta também por produtos de base aquosa ou formulados com solventes de baixa emissão de voc (levando em conta a adesão, antes e após a névoa salina e de rasgamento a quente), revelou grau de excelência dos novos produtos, confirmados pela retenção total da borracha em todas as situações testadas.

A empresa também destacou revestimentos especiais, como os High Performance Coatings (HPC) e os Heat Reflective Coatings (HRC), concebidos para melhorar o desempenho de diversos tipos de artefatos de borracha. Segundo informações da empresa, os revestimentos HPC permitem substituir elastômeros mais sofisticados por formulações convencionais, diminuindo o custo final dos projetos, por exemplo, quando empregados na proteção de peças contra o ataque de ozônio, utilizadas em plataformas offshore.
Já os revestimentos da família HRC permitem reduzir a temperatura dos artefatos, aumentando a sua vida útil. “Ao usar o HRC nos suportes dos escapamentos, por exemplo, algumas montadoras conseguiram substituir as borrachas de silicone pelas borrachas de EPDM, de menor custo”, ressaltou o supervisor de vendas para o mercado automotivo da Lord, Nilson Pavani.

Butílicas de alto desempenho – Borrachas butílicas de alta impermeabilidade a gases e líquidos, produzidas pela polimerização de isobuteno com isopreno, também foram destaque na Lanxess. Uma das linhas, a Bromobutyl, especialmente voltada à indústria de pneus, ao servir de revestimento interno (inner liner), elimina a necessidade de emprego de câmaras de ar em pneus radiais, oferecendo outras vantagens relacionadas com o aumento da reatividade de cura e com a maior compatibilidade com polímeros insaturados, promovendo maior adesão às carcaças.

A outra linha, denominada Butyl Regular, é recomendada para uma ampla variedade de produtos, como câmaras de ar, mangueiras, revestimentos de tanques, correias transportadoras, vestuários de proteção, e bladders para pressionar as borrachas contra os moldes, para oferecer a forma final aos pneus.

A Rhein Chemie, unidade de negócios da Lanxess, também destacou compostos utilizados em pneus de alta performance, como o Rhenogran CLD-80, um doador de enxofre de última geração que faz com que os pneus e os artefatos técnicos de borracha resistam a altas cargas dinâmicas; e o Rhenocure SDT/S verde, um doador de ponta feito com componentes de enxofre com base em recursos vegetais.

Matérias-primas naturais também estão presentes na composição do plastificante Rhenosin W 65 (GE 1665), compatível com muitos elastômeros, e desenvolvido para uso em artigos de borracha sob ampla faixa de temperatura. Na área de aditivos, o Aflux 37 melhora o processamento dos compostos de borracha à base de sílica, e diminui a viscosidade dos compostos, enquanto o Rhenofit STA/S é um promotor de processamento para sílicas e que também atua como ativador de polimerização. A empresa ainda destacou agentes desmoldantes para pneus e tintas de marcação formulados em base água e livres de voc, além de bladders da linha Rhenoshape.

30 anos de Unilene– As funcionalidades das resinas hidrocarbônicas da Braskem e o aniversário de 30 anos da marca que as identificam (Unilene) foram destaque da empresa. O engenheiro de aplicações Glauco Gabriel, da Braskem, unidade de Mauá-SP, reiterou a ampla utilização das hidrocarbônicas termoplásticas derivadas de petróleo na produção de borrachas de alta performance, e também na fabricação de adesivos e tintas, além de vantagens técnicas e econômicas, motivos suficientes para comemorar a participação da marca no setor ao longo das últimas três décadas com uma ampla campanha de revitalização, que inclui expansão da estrutura de assistência técnica e aumento da

Plástico, Glauco Gabriel, da Braskem, Produtos sustentáveis deram o tom à tradicional feira para o mercado da borracha
Ricardo J. F. Verona: sugere óleos naftênicos em substituição aos aromáticos

capacidade produtiva.

“As melhorias e investimentos promovidos resultaram em aumento de capacidade de 20% das resinas hidrocarbônicas, que hoje alcançam 19 mil toneladas/ano, volume justificável pelo aquecimento da demanda proveniente dos setores de produção de automóveis, caminhões e artefatos de borracha”, informou Gabriel.

Atualmente são oito grades fabricados: três para aplicações em compostos de borracha, em virtude da ampla compatibilidade com elastômeros; três para tintas e dois para adesivos. Essas resinas são reconhecidas por reduzir o tempo de processamento das borrachas e agregar melhorias mecânicas ao produto final, como maior resistência à abrasão e ao rasgo.

Além das resinas hidrocarbônicas, produzidas com exclusividade na América Latina, a Braskem também divulgou na Expobor a inauguração, em junho próximo, da nova planta de butadieno, no polo de Triunfo. O valor total do investimento será de R$ 300 milhões e a nova planta irá produzir 100 mil toneladas adicionais de butadieno por ano, ou seja, irá praticamente dobrar a capacidade instalada atual, hoje de 105 mil toneladas/ano.

Silicones para capa de vela – A oferta de novos elastômeros de silicone para o setor automotivo ficou mais ampla e aprimorada com o último desenvolvimento da BlueStar Silicones, empresa do grupo BlueStar, criada em 2007 com a quisição da Rhodia Silicones pela China National Bluestar Corporation, do grupo ChemChina.

Plástico, Gabriela Aguiar, líder global dos negócios de borrachas de silicone do grupo ChemChina, Produtos sustentáveis deram o tom à tradicional feira para o mercado da borracha
Gabriela Aguiar: exalta composto de silicone desenvolvido no país

Trata-se de novo composto de silicone, desenvolvido no Brasil, para a fabricação de capas de vela para uso automotivo em sistemas de ignição, oferecendo elevada capacidade de resistência à temperatura – até 200ºC, sem a presença de aditivos, mas podendo alcançar até 300ºC, com o uso de aditivação, segundo a engenheira química Gabriela Aguiar, líder global dos negócios de borrachas de silicone do grupo ChemChina.

Gabriela enalteceu o desenvolvimento da nova borracha, totalmente realizado na unidade brasileira, e que vem sendo homologado por várias montadoras. “A nossa linha de compostos fabricados no Brasil e que atende às especificações técnicas para aplicação em capas de vela automotivas é integrada por produtos nobres, sem cargas, e que não causam qualquer tipo de desgaste nos componentes das máquinas por não serem abrasivos”, informou.

“Todos os nossos produtos da linha Rhodorsil que agora passarão a levar a marca Bluesil possuem ótimas propriedades mecânicas, boas propriedades elétricas e oferecem facilidades nas desmoldagens e, devido às suas características reológicas, permitem incrementos de produtividade acima de 20% na produção”, comentou.

Além dos novos compostos para capas de vela, a empresa também lançou dois compostos de silicone para aplicações no setor elétrico. Trata-se de uma nova tecnologia, também desenvolvida no Brasil, na unidade de Santo André-SP, e que agrega cargas minerais especiais que conferem a propriedade de isolamento elétrico aos produtos.

Os novos compostos se destacam, segundo Gabriela, pelas ótimas propriedades elétricas, excelente processabilidade e baixíssima erosão. Além da alta produtividade, os novos compostos apresentam outras características consideradas muito importantes para o setor: não grudar no molde e estar de acordo com as novas especificações do setor elétrico quanto à resistência ao trilhamento.

Sílicas de alta dispersão – Disposta a ampliar sua participação no mercado da borracha, a Rhodia, empresa do grupo Solvay, demonstrou produtos e processos tecnológicos em sintonia com a sustentabilidade. Um dos destaques foram as sílicas de alta dispersabilidade Zeosil e Zeosil Premium, inovações criadas pela empresa para o melhor desempenho dos pneus sob os aspectos de segurança e de eficiência no uso de combustíveis.

“Estamos trabalhando permanentemente junto com os nossos clientes para desenvolver novas aplicações das sílicas de alto desempenho, combinando sempre a alta tecnologia com a competitividade necessária ao setor. Nossos produtos, além de ganhos ambientais ligados à redução de consumo de combustíveis e de emissões de CO 2 , quando aplicados nas bandas de rodagem dos pneus, permitem também alcançar maior economia de custos de produção, em especial no consumo de energia”, explicou Luis Fernando Maida, diretor de Global Business Unit da Rhodia Sílica para a América Latina.

Os fios industriais e as telas dipadas de poliamidas da Rhodia Fibras também reúnem características como alta adesão, resistência à fadiga, durabilidade, resistência mecânica, estabilidade dimensional, resistência térmica e abrasiva, sendo recomendadas para os mercados de pneus, correias transportadoras, entre outros.

A Zeon também aproveitou a grande vitrine da Expobor para destacar produtos inovadores. Em borrachas poliacrílicas, um novo grade de HyTemp (AR212XP), especialmente desenhado para mangueiras de refrigeração de turbo diesel, turbo gasolina e outras peças automotivas de alta performance, oferece melhor desempenho na extrusão, melhor acabamento da superfície e alta resistência ao rasgo, permitindo, ainda, aos formuladores empregar altos níveis de carga para alcançar as faixas de dureza ideais aos produtos. Outra novidade ficou por conta de Zetpol EP, a mais recente gama de HNBR da Zeon, concebida para melhorar os processos de moldagem por injeção e reduzir custos operacionais, sem comprometer o desempenho das peças finais.

“Zetpol EP foi desenhado para melhorar os processos de moldagem por injeção e reduzir custos operacionais sem comprometer o desempenho das peças finais, principalmente peças com perfis complexos, permitindo, dessa forma, maior fluxo de moldagem e maior segurança de processo a temperaturas típicas de moldagem por injeção, e ajudando a eliminar os problemas de emendas frias e de delaminação”, explicou Claudia Maria de Souza, gerente-geral da Zeon do Brasil.

Várias linhas de silanos com enxofre, bifuncionais, e também monômeros e oligômeros para compostos de sílica, que oferecem alto desempenho aos produtos, como propriedades mecânicas aos pneus, assegurando maior estabilidade em pisos molhados e alta resistência à abrasão, foram alguns dos destaques da Evonik. Entre as várias matérias-primas enfatizadas estão XS e Coupsil. A primeira é um silano com negro de fumo, indicado para indústrias de pneus e de artefatos técnicos. A outra é uma mistura de sílica com silano que melhora a resistência à abrasão. De acordo com informações da empresa, a combinação de diferentes silanos com sílicas de áreas superficiais específicas e diferentes oferece uma grande variação e permite a fabricação de produtos de borracha sob encomenda.

A 10ª Expobor também destacou soluções ambientais para processamento de pneus inservíveis, que resultam em negros de fumo, que podem ser utilizados em câmaras de ar, compostos de borracha, trefilados prensados, entre outras misturas, gerando também óleos e gases. Trata-se de solução apresentada pela Senergen, empresa que processa esses pneus via reator de conversão de baixa temperatura (até -450ºC) denominando o produto final como “negro de fumo ecológico” em virtude do processo de fabricação diferenciado, livre de CO 2 , e que não agride o meio ambiente.

De moldes a máquinas– A área de exposição dedicada aos fabricantes de máquinas e equipamentos neste ano foi bastante ampliada e contou com expressivo número de empresas, abrangendo desde o setor de moldes para borrachas até injetoras para silicones. O segmento especializado na construção de moldes para vulcanização de borrachas termofixas e termoplásticas esteve representado pela Aspem. Com sede em Vinhedo-SP, a empresa apresentou blocos

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Blocos para canais frios da Aspem substituem as placas de injeção

para canais frios que, adaptados sobre os moldes, substituem as placas de injeção.

Com mais de mil projetos já executados, a empresa produz há doze anos todos os tipos de moldes: por compressão, transferência ou injeção, confeccionandoos com os mais variados aços, como o P20 ou o VC 150 temperado.

“Trabalhamos com moldes refrigerados e com moldes aquecidos e temos experiência tanto na fabricação de moldes com até quatro toneladas quanto no desenvolvimento de projetos, simulação de injeção e usinagens, incluindo máquinas de eletroerosão de grande porte, tornos CNC e com tecnologia high speed em cinco eixos”, disse o diretor Marionízio Pedro de Souza.

Com várias soluções em máquinas para a produção de artefatos moldados de borracha e de silicone, a Desma exibiu ao público um dos modelos de máquina vertical da série Benchmark, considerado de última geração para o processamento de elastômeros. Com 400 toneladas de força de fechamento, a máquina oferece: fácil acesso para a alimentação de material, unidade de fechamento totalmente hidráulica e com ajuste automatizado de altura do molde, longo percurso de abertura e unidade de fechamento superdimensionada e resistente a deflexões.

No setor de moinhos, o visitante teve a oportunidade de conferir misturador aberto de cilindros fabricado pela Bonfanti,

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Desma exibiu máquina vertical da série Benchmark para elastômeros

de LemeSP. De grande utilidade na mistura e aquecimento de compostos, o modelo exposto comporta até 35 kg de massa, liberada em compostos de borracha na forma de mantas, e já foi aprimorado para atender às normas de segurança de acordo com as regulamentações das normas NR-10 e NR-12, do Ministério do Trabalho.

A linha fabricada pela empresa, porém, é bem mais ampla e inclui misturadores intensivos, resfriadores de mantas de borracha, extrusoras para perfis de borracha, tubos, mangueiras, guarnições, entre outros produtos, além de calandras e prensas hidráulicas vulcanizadoras.

Outro equipamento que chamou a atenção do público foi o moinho triturador de pneus, fabricado pela Primotécnica, de Mauá, na Grande São Paulo. O modelo exposto, um moinho PMPS 400, alcança produções na faixa de 10 mil até 12 mil kg/ hora, possui 56 facas intercaladas, quatro eixos e dois motores, cada qual com potência de 200 HP.

No estande da Geromaq, vários equipamentos foram destacados, como injetora para processamento de silicone líquido fabricada pela Maplan, na Áustria, uma das empresas representadas, e também um novo sistema de microdosagem de matérias-primas com alimentação manual por meio de silos e um dosador de líquidos e óleos para grandes volumes, que comporta big bags desde 0,6 tonelada até 1,5 tonelada, e carrinho-transportador, manual ou automático, para descarga sobre trilhos.

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Moinho da Primotécnica possui 56 facas e opera até 12 mil kg/ h

Outra grande novidade, apresentada pela Dynamic Air, de Nazaré Paulista-SP, foi a válvula borboleta com sede inflável (Posi-flate), destinada às operações de manipulação de sólidos secos.

Trata-se de um projeto orientado para o uso de ar comprimido para expandir a sede contra o disco, propiciando uma distribuição uniforme de pressão e uma vedação hermética constante, o que resulta na maior preservação da sede da válvula.

De acordo com o representante, a depender das aplicações, vários materiais construtivos podem ser selecionados para o corpo (ferro fundido, aço inoxidável, alumínio, ferro fundido niquelado, ferro fundido com revestimento de epóxi ou náilon) e para a sede (EPDM, BunaN, poliuretano, silicone FDAk, Buna-N branca FDA, fluorelastômero).

Uma injetora vertical com sistema runnerless, sem perda de canais de distribuição (galhos), foi apresentada pela Pan

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Válvula borboleta da Dynamic Air para manipulação de sólidos

Stone, de Mogi das Cruzes-SP. Trata-se de máquina com multipontos de injeção por canais frios, que evita aquecimento por excesso de atrito na carga para a câmara de injeção e também a pré-vulcanização, destinada a injetar borrachas de baixa fluidez (borracha natural, fluorelastômeros etc.). A empresa também expôs uma prensa automática com câmara de vácuo que pode receber customização operando com até 8 mil toneladas de força de fechamento.

 

 

 

 

 

 

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Lanxess aposta em produção de SSBR em Pernambuco

Líder global de marketing e de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da unidade de negócios Performance Butadiene Rubbers da Lanxess, Christoph Kalla aproveitou a repercussão da feira para anunciar a instalação da mais nova e exclusiva plataforma de produção de borrachas de SSBR (estireno-butadieno em solução), no Brasil, em Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, que serão destinadas à fabricação de pneus de alto desempenho, especialmente bandas de rodagem.

Comercializadas sob a marca Buna VSL 4720-0 HM, as novas borrachas de SSBR, constituídas de copolímeros de butadieno e estireno com alto teor de vinil, acoplados com estanho, irão tornar os pneus mais duráveis e mais

Plástico, Christoph Kalla , Líder global de marketing e de pesquisa e desenvolvimento, (P&D) da unidade de negócios Performance Butadiene Rubbers da Lanxess, Produtos sustentáveis deram o tom à tradicional feira para o mercado da borracha
Christoph Kalla aproveitou a feira para anunciar investimento no país

resistentes ao rolamento, apresentando um quesito obrigatório para a segurança dos usuários: a alta aderência em pisos molhados.

“O nosso compromisso é contribuir para que o mercado global e o brasileiro possam se adaptar rapidamente às novas exigências de performance que recaem sobre os pneus, para torná-los mais eficientes e seguros”, afirmou.

Um dos novos requisitos exigidos aos pneus – a partir de 1º de novembro próximo, obrigatórios nos países da União Europeia – é apresentar etiqueta indicando a sua eficiência energética, capacidade de aderência ao asfalto molhado e nível de emissão sonora, atributos que contribuem para a sua maior qualidade e para o seu melhor desempenho, mas que também ajudam a reduzir as emissões de CO 2 e melhoram o desempenho das frenagens.

Primeiro de uma série de novos elastômeros de mais alto desempenho que a empresa pretende lançar ainda em 2012, o Buna VSL 4720-0 HM, de acordo com seus técnicos, será produzido por polimerização em solução, utilizando um iniciador alquillítio e um modificador de microestrutura.

“Estamos desenvolvendo em nossa área de P&D diversos produtos que vão ajudar nossos clientes em todo o mundo a atender aos desafiadores requisitos de rotulagem de pneus, uma iniciativa que está ganhando força globalmente”, ressaltou Kalla.

No Brasil, estudos sobre os requisitos para etiquetagem dos pneus já foram iniciados pelo Inmetro, com a colaboração de especialistas da Lanxess.

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