PCR é adota em produtos de consumo

Todas as marcas de produtos para limpeza da casa e muitos dos produtos de higiene pessoal da Unilever já utilizam resinas recicladas em suas embalagens, informa Juliana Abreu, gerente de sustentabilidade no Brasil dessa empresa que em 2020 assumiu o compromisso global de, até 2025, diminuir em 50% o uso de plástico virgem, e utilizar pelo menos 25% de PCR em seu portfólio, além de coletar mais plásticos do que a quantidade que coloca no mercado.

“A operação brasileira da empresa se antecipou em três anos à meta global, alcançando em 2022 o índice de 27% de resina PCR”, diz Daniela.

A Unilever mantém contratos de longo prazo com os fornecedores de resinas recicladas, até para que eles consigam ganhar escala para atender a uma empresa de seu porte; e também integra o fundo Circulate Capital, que destina recursos a empresas que visam agregar escala a projetos de circularidade do plástico.

Na P&G, o compromisso é ter 100% das embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2030, e simultaneamente reduzir pela metade o uso de resina virgem.

“Desde 2021, 73% das nossas embalagens de consumo se tornaram recicláveis ou reutilizáveis, e reduzimos em 8% a quantidade de resina virgem em sua produção”, destaca André Pasqualin, gerente sênior de Relações Governamentais da empresa.

Economia circular: Produtos de consumo adotam PCR ©QD Foto: iStockPhoto
Juliana Abreu, gerente de sustentabilidade da Unilever

A P&G aprofundará sua parceria com a empresa PureCycle, que a partir de uma tecnologia desenvolvida por um de seus cientistas (que usa um solvente atóxico para remover cor, odor e contaminantes do polipropileno) pretende, até 2035, produzir mais de 3,6 milhões de t/ano de plástico.

Também participa de um projeto europeu denominado Digital Watermarks Initiative HolyGrail 2.0, ainda em escala piloto, que visa comprovar a viabilidade técnica das marcas d’água digitais como instrumentos para a triagem precisa de resíduos de embalagens, bem como sua rentabilidade e viabilidade como negócio de grande escala.

Por sua vez, a Danone mantém metas que incluem a oferta de embalagens 100% reutilizáveis, recicláveis e compostáveis até 2030, e a redução pela metade do uso de embalagens virgens de origem fóssil até 2040.

Economia circular: Produtos de consumo adotam PCR ©QD Foto: iStockPhoto
Scheilla Montanari, gerente de sustentabilidade da Danone

“Ainda neste primeiro trimestre, anunciaremos projetos e parcerias com startups especializadas em economia circular e em soluções de reciclagem para materiais complexos”, destaca Scheilla Montanari, gerente de sustentabilidade da Danone.

Ela cita como uma das principais dificuldades para o avanço da economia circular na cadeia do plástico a penetração ainda baixa da coleta seletiva nos municípios brasileiros.

“Um segundo desafio está nas embalagens de baixa reciclabilidade, que possuem pouco valor no mercado reciclador, caso do poliestireno”, diz Scheilla, referindo-se ao polímero muito utilizado nas embalagens de produtos como iogurtes.

“Acreditamos ser fundamental fomentar o uso do PS reciclado em setores como construção civil e indústria automotiva. A Danone está investindo em ações para desenvolver e amadurecer essa cadeia”, finaliza.

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