Produção de bioplásticos atrai investidores privados

A BioElements, empresa chilena de bioplásticos com foco em biotecnologia e economia circular, acaba de receber um aporte de US$ 30 milhões do Fundo de Investimentos de Impacto do BTG Pactual.

Os recursos permitirão reforçar a expansão comercial da companhia no Brasil, onde começou a operar em 2022 e já possui clientes importantes como Privalia e Cornershop, e também no México, o seu principal mercado de atuação (gerando mais de 50% da receita).

Somente na América Latina, a BioElements prevê crescimento de 83% neste ano.

Enquanto materiais feitos de plásticos convencionais precisam de, aproximadamente, 400 anos para se degradar na natureza, as resinas da BioElements se decompõem em um período de 6 a 20 meses.

Isso é possível graças à tecnologia proprietária desenvolvida pela companhia, baseada em um biopolímero que funciona como fonte de energia para fungos, bactérias e microrganismos e é capaz de se integrar na economia circular por meio da reciclagem orgânica, ambiental e mecânica.

Os produtos são certificados e estudados por instituições de ensino dos países em que ela atua, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Brasil

Além da redução na geração de resíduos sólidos, a matéria-prima da BioElements reduz as emissões de gás carbônico em 60% quando comparada a plásticos baseados em combustíveis fósseis.

O biopolímero pode ser utilizado em qualquer maquinário de plástico convencional, sem a necessidade da aquisição de novo maquinário.

“Conseguimos preservar a infraestrutura já existente nas fábricas e nos postos de trabalho”, afirma Ignacio Parada, CEO e cofundador da BioElements.

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