Embalagens

PP x PET – Polipropileno persegue maior transparência e brilho, atinge novos segmentos e penetra mais no mercado do PET

Maria Aparecida de Sino Reto
15 de março de 2008
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    A pioneira foi a Braskem, em 2001, com o anúncio de uma parceria com a Milliken, produtora dos aditivos clarificantes; a Sidel (sopradoras) e a Packpet, que fabrica as embalagens. Ao ser moldado pela tecnologia de ISBM, o PP clarificado confere à embalagem uma aparência muito similar à processada em PET.

    Agora, a Nova Petroquímica revela projetos nessa direção. “Temos produtor de equipamento, fornecedor de aditivo, transformador e também usuário na área de cosméticos”, antecipa Fittipaldi, sem especificar outros detalhes. Informa apenas que o projeto está bem encaminhado, com previsão de lançamento nos próximos seis meses.

    Plástico Moderno, Claudia Kaari Sevo, gerente território Brasil, PP x PET - Polipropileno persegue maior transparência e brilho, atinge novos segmentos e penetra mais no mercado do PET

    Claudia: novo clarificante visa a indústria cosmética

    Quase vidro – Aliada das petroquímicas na obtenção de polímeros cada vez mais transparentes, a Milliken oferece ao PP a oportunidade de um salto importante na conquista de novas aplicações. A empresa lançou, em outubro do ano passado, na K – maior feira mundial da indústria do plástico, realizada na Alemanha –, a última geração do clarificante Millad, o NX 8000. “Reduz a opacidade à metade, em relação ao Millad 3988”, diz Claudia Kaari Sevo, gerente território Brasil – aditivos poliméricos, comparando a novidade com o aditivo tradicional. O produto assegura um nível de transparência muito bom também no processo convencional de sopro.

    Essa nova geração de aditivos também permite processar o polipropileno em temperaturas mais baixas (190ºC) sem perder transparência e, ainda, facilita a processabilidade da resina. “Tem maior janela de processo, consistência de qualidade em ampla faixa de temperatura de processo”, explica o gerente Albarici.

    Outra evolução embutida na série NX8000 consiste no baixo nível de migração do aditivo nas peças submetidas à autoclavagem, abrindo novo campo de aplicação nas embalagens médicas sujeitas ao processo. O clarificante antecessor (o 3988) não é recomendável, nesse caso, pelos níveis mais elevados de migração.

    O objetivo do novo produto, diz Claudia, é preencher a lacuna existente entre a atual geração de PP clarificado e os polímeros de alta transparência. O PP aditivado com o clarificante de última tecnologia poderia substituir resinas como o acrilonitrila butadieno estireno (ABS), o estireno acrilonitrila (SAN), o copoliéster e o policarbonato, entre outras. A indústria de cosméticos é um dos alvos.

    A apresentação oficial do produto para o mercado brasileiro ocorrerá na manhã de 7 de abril, no Centro Britânico, em São Paulo, durante o 3º Fórum Milliken de Inovação em Embalagem de Polipropileno, que discutirá as propriedades e aplicações do novo clarificante, entre outros temas. Na ocasião, haverá uma exposição de embalagens internacionais.

    Pole position – Depois de sair na frente com a tecnologia de injeção-estiramento-sopro para pré-formas de polipropileno clarificado, a Braskem desponta de novo como pioneira e anuncia o lançamento de uma geração de polipropileno ultraclarificado, denominada Prisma 3410.

    Plástico Moderno, Rui Chammas, diretor do negócio polipropileno, PP x PET - Polipropileno persegue maior transparência e brilho, atinge novos segmentos e penetra mais no mercado do PET

    Chammas: novidade amplia a linha de resinas diferenciadas

    Segundo Luis Fernando Cassinelli, diretor de tecnologia e inovação, o principal diferencial dessa resina consiste no novo patamar de desempenho em propriedades de transparência e resistência mecânica conferido à peça final. Por sua transparência, 50% superior à do polipropileno clarificado convencional, e alta rigidez, é indicada, em especial, na produção de peças transparentes com paredes grossas.

    O desempenho técnico diferenciado e a competitividade em custos prenunciam uma revolução no mercado. Com esse novo patamar de transparência, o polipropileno promete expandir sua atuação em diversas aplicações dominadas por resinas como PET, policarbonato, acrílico, poliestireno, SAN e vidro, segundo o gerente de engenharia de aplicação, Adilson Arli da Silva.

    O produto atende os segmentos de embalagens, tampas, as indústrias de cosméticos, eletroportáteis, eletrodomésticos, utilidades domésticas, entre outras. Nas estimativas de Rui Chammas, diretor do negócio polipropileno, o mercado potencial para a resina é da ordem de 10 mil toneladas. “Em 2007, o PP cresceu mais de 10%, o que comprova a sua versatilidade e potencial de substituição de outros materiais”, opina. A meta dele para 2008 é atingir um volume de vendas de mais de 1.200 toneladas de PP ultraclarificado.

    Essa novidade amplia o portfólio da família Prisma, composta por produtos premium, de desempenho diferenciado na aplicação de peças com elevada transparência e resistência mecânica. De acordo com a Braskem, a resina foi desenvolvida em tempo recorde, no seu Centro de Tecnologia e Inovação, em Triunfo-RS, onde conta com uma equipe formada por doutores, pesquisadores e técnicos qualificados, além de equipamentos de última geração e plantas piloto.

    Nesse cabo de guerra tecnológico, a nanotecnologia entra como principal munição da Nova Petroquímica na composição de seus últimos desenvolvimentos. No final de dezembro, a empresa anunciou o lançamento de quatro resinas produzidas com base na nanotecnologia, cada uma com propriedades específicas.

    Uma delas é nanoestruturada com argila, que tem a função de melhorar a propriedade mecânica do polímero. A resina ganha forte resistência ao impacto e pode ser aplicada em peças que, além dessa característica, requeiram resistência a baixas temperaturas, em soluções de engenharia, entre outras.



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    Um Comentário


    1. Afonso

      Polipropileno pp



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