Embalagens

15 de Março de 2008

PP x PET – Polipropileno persegue maior transparência e brilho, atinge novos segmentos e penetra mais no mercado do PET

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, Sinclair Fittipaldi, gerente de marketing e comunicação da Nova Petroquímica (ex-Suzano Petroquímica), PP x PET - Polipropileno persegue maior transparência e brilho, atinge novos segmentos e penetra mais no mercado do PET

    Fittipaldi vislumbra novos saltos tecnológicos para o PP

    A escolha do material para a composição de uma embalagem nunca foi tão concorrida. Graças ao aprimoramento tecnológico em todos os âmbitos da cadeia industrial, os polímeros asseguram espaço cada vez maior em novas aplicações, como substitutos de diversos substratos. Termoplástico dos mais versáteis e com um dos maiores índices de crescimento nos últimos anos, o polipropileno incorpora um dos principais exemplos dessa evolução, disputando mercado até mesmo com outras resinas. Duas grandes perseguições tecnológicas do PP, alta transparência e brilho, o colocam, nessa contenda, frente a frente com o PET.

    Entre várias frentes, o PP cresce a passos largos nas embalagens injetadas de ciclos rápidos e de parede fina. Por seu amplo espectro de propriedades físicas e mecânicas, tem composto peças submetidas a baixas temperaturas, e também às microondas. Ainda avança na produção de tampas e copos descartáveis, entre inúmeras outras aplicações.

    Dos motivos de tanto sucesso, o gerente de marketing e comunicação da Nova Petroquímica (ex-Suzano Petroquímica), Sinclair Fittipaldi, ressalta a evolução tecnológica da resina e dos aditivos nela incorporados, como a nanotecnologia, que promete possibilitar ao polipropileno ultrapassar obstáculos técnicos atuais, como barreira a gases, e entrar em segmentos até então reservados ao polietileno tereftalato (PET), o eleito em aplicações com esse requisito. “Em transparência e brilho, o PP está muito próximo do PET”, compara Fittipaldi.

    Como principais atributos do PP, ele destaca a versatilidade e o balanço entre rigidez e resistência ao impacto: “Cobre amplo espectro de propriedades.” A resina abre amplas possibilidades de formatos de embalagens e também de processos de moldagem. Quesito muito valorizado, a transparência da resina aumentou bastante nos últimos tempos, graças à evolução tecnológica do polímero e dos aditivos.

    Plástico Moderno, PP x PET - Polipropileno persegue maior transparência e brilho, atinge novos segmentos e penetra mais no mercado do PET

    Baixa densidade do PP permite produzir peças muito leves

    Entre os três tipos de PP, os copolímeros randômicos (os outros são os homopolímeros e os copolímeros heterofásicos) são os que conferem maior transparência, conquistada pela adição aleatória ao propeno – monômero básico para síntese da resina – de um segundo monômero no reator, em geral, o eteno, o que reduz a sua cristalinidade.

    Além da transparência superior, os copolímeros randômicos também possuem menor temperatura de fusão e maior resistência ao impacto sob temperatura ambiente, em comparação com os homopolímeros.

    Outra característica vantajosa do PP reside em sua baixa densidade, da ordem de 0,905 g/cm³, o que favorece a produção de peças muito leves. Também é pouco higroscópico, tem baixa permeabilidade ao vapor d’água e assegura elevada resistência química e à fadiga por flexão.

    As principais propriedades do PET consistem na sua alta transparência, barreira a gases e resistência mecânica. O processo de injeção-estiramento-sopro, ao qual a resina é necessariamente submetida na produção das embalagens, promove uma biorientação molecular, o que contribui para aumentar suas características físicas e de barreira.

    Plástico Moderno, PP x PET - Polipropileno persegue maior transparência e brilho, atinge novos segmentos e penetra mais no mercado do PET

    Embalagens para segmentos premium ainda pertencem ao PET

    Por tais propriedades, o PET também se insere no rol das resinas com maiores índices de crescimento no mercado nacional nos últimos anos. Segundo estatísticas da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), cresceu acima de 350%, desde 1994. Primeiro substituiu o vidro nas bebidas carbonatadas. Depois conquistou aplicações em diferentes segmentos de mercado e, hoje, detém 95% das embalagens de maionese, cerca de 90% das de vinagre e 100% dos isotônicos.

    De acordo com Fittipaldi, o PP e o PET competem entre si nas embalagens que não exigem barreira, nas indústrias cosmético-farmacêutica, de higiene e limpeza e também nos frascos destinados ao envase de água mineral sem gás. “Os segmentos premium ainda pertencem ao PET”, admite. “Ambos podem atender o mercado de água mineral, mas o PET é o que ainda sobressai”, declara Hermes Contesini, responsável pelas relações com o mercado da Abipet.

    O polipropileno, porém, leva vantagem no caso de produtos envasados a quente. “A resistência térmica do PP é superior à do PET. Economicamente, o PP também é mais viável e permite a fabricação de embalagens mais leves”, opina Aparecido Albarici, gerente técnico da América Latina da Milliken.

    Plástico Moderno, Aparecido Albarici, gerente técnico da América Latina da Milliken, PP x PET - Polipropileno persegue maior transparência e brilho, atinge novos segmentos e penetra mais no mercado do PET

    Albarici: resistência térmica do PP supera a do PET

    Salto alto – Graças aos aprimoramentos tecnológicos que embasam a produção das resinas e dos aditivos, o PP e o PET conquistaram avanços significativos em suas propriedades. Fittipaldi menciona diversas características aperfeiçoadas no polipropileno, com destaque para o aumento na relação rigidez e impacto, as propriedades ópticas e a processabilidade. “O PP consegue chegar a valores de fluidez até então não atingidos, abrindo novas fronteiras de aplicações”, ressalta. A incorporação de aditivos especiais, o desenvolvimento da nanotecnologia e o aprimoramento no processo de extrusão foram fundamentais para essa evolução.

    As expectativas dele são bem positivas para este ano, com previsões de demanda forte. “As indústrias automotiva, de cosméticos e de higiene e limpeza estão demandantes e com inovações”, comemora Fittipaldi. Na sua opinião, a transformação precisa se readequar aos novos patamares de competitividade. “O desafio será observar o comportamento da consolidação da terceira geração.”

    Se depender dos produtores, o polipropileno deve ganhar impulso no processo de injeção-estiramento-sopro, conhecido como ISBM (injection stretch blow molding), o mesmo empregado na produção de frascos de PET. A biorientação da resina propicia à embalagem maior transparência e resistência mecânica.


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