Plástico

PP e Compostos – Fabricantes apostam todas as fichas em formulações para a indústria automotiva

Rose de Moraes
9 de abril de 2012
    -(reset)+

    Já o novo grade CP 393 oferece baixa contração, alta estabilidade dimensional, e alto Coeficiente Linear de Expansão Térmica (CLTE). Sua concepção levou basicamente em conta as aplicações em áreas nas quais estão previstas junções com outros materiais, como metais, de forma que não sejam notadas as linhas de união entre as peças fabricadas com compostos de PP e as metálicas, como aquelas constantes das carrocerias dos veículos.

    “Com o uso do novo grade CP 393 em compostos não é possível distinguir onde termina a carroceria e começa o para-choque, pois essa linha de junção é imperceptível. Isso ocorre porque a propriedade do material de expandir ou contrair quando submetido às variações da temperatura ambiente é bem menor, o que gera dilatação ou contração menores, agregando melhor acabamento estético para as peças plásticas, e evita empenamentos, preservando os para-choques fabricados com compostos de PP, sejam pintados ou não.”

    “Os nossos desenvolvimentos seguem os principais drivers da indústria automotiva e refletem a nossa busca por melhorias constantes e o nosso alinhamento às principais tendências mundiais voltadas à economia de combustíveis, às reduções de peso e de compostos orgânicos voláteis (voc), bem como aos aumentos de produtividade exigidos nesse setor e em tantas outras aplicações dos compostos de PP”, finalizou Lima.

    Reforços conferem alto desempenho – Compostos de PP reforçados com fibras de vidro longas apresentam enorme potencial de utilização em pedais automotivos para frenagem, segundo acredita Paulo Rodi, gerente do Centro Tecnológico da Plásticos Mueller, tradicional transformador de São Paulo.

    Plástico, PP e Compostos - Fabricantes apostam todas as fichas em formulações para a indústria automotiva

    Pedal de freio de PP com fibras de vidro longas suporta 150 kg

    “Pela primeira vez, vamos injetar na Mueller em máquina convencional, com força de fechamento de 300 toneladas, pedais em compostos de PP com fibras de vidro longas, utilizando molde-protótipo construído com aço-ferramenta beneficiado (P20), e cujas peças finais serão analisadas em banco de provas”, informou Rodi.

    As chances de aprovação dos novos pedais, segundo ele, são grandes. Ao simular a força que faz um motorista ao frear um automóvel, em torno de 50 quilos, os pedais de PP terão de suportar, no mínimo, forças em torno de 150 quilos, de acordo com a expectativa do gerente da Mueller.

    “Trata-se de um excesso de zelo para que possamos trabalhar com uma ampla margem de segurança, pois as normas SAE para testes de frenagem especificam valores bem mais baixos”, comentou Rodi. Em se tratando de veículos pesados, como caminhões, as normas impõem aos pedais resistência de 90 quilos nos testes de carregamento estático.

    Injetados, em março último, com um lote especial de compostos de PP carregados com fibras longas, produzido no

    Plástico, PP e Compostos - Fabricantes apostam todas as fichas em formulações para a indústria automotiva

    Mueller injeta PP com fibras longas com comprimento até 20 mm

    exterior, os novos pedais deverão ser submetidos a testes de carregamento estático e dinâmico, sob diferentes temperaturas, e também a ensaios de resistência ao impacto.

    A possibilidade de substituir metais por plásticos de alto desempenho em peças automotivas estruturais, aliás, é uma ideia recorrente na Plásticos Mueller, há vários anos e por muitas razões.

    Além das comprovadas propriedades de rigidez e de resistência mecânica, os pedais plásticos oferecem a vantagem, segundo Rodi, da redução de peso em relação aos pedais confeccionados com metal, da ordem de 50%.

    Hoje é possível encontrar um verdadeiro dossiê de pedais automotivos injetados com o uso de diferentes composições de poliamidas com cargas nos registros das experiências da Mueller. Poliamidas reforçadas com 50% de fibras aramidas, poliamidas reforçadas com 15% de fibras de vidro curtas e poliamidas 6 reforçadas com nanoargilas são alguns dos experimentos já realizados para uso em componentes.

    A título de investigação, a empresa até chegou a injetar pedais com compostos de PP carregados com fibras vegetais de sisal, mas os resultados foram insatisfatórios. Agora, porém, reforçados com fibras de vidro longas, os compostos de PP prometem resultados auspiciosos.

    Os compostos de PP carregados com fibras longas, cujo comprimento vai desde 12 mm até 20 mm, são conhecidos, segundo Rodi, desde os anos de 1990, em aplicações voltadas a front-ends. Anos depois, no exterior, esses compostos passaram a compor os bagageiros instalados nos tetos de veículos off-road e os suportes para o pneu reserva (estepe).



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *