Plástico

PP e Compostos – Fabricantes apostam todas as fichas em formulações para a indústria automotiva

Rose de Moraes
9 de abril de 2012
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    Várias matérias-primas renováveis e ambientalmente amigáveis estão sendo atualmente prospectadas pela Fiat para aplicações em componentes automotivos. “Estamos também muito focados em trabalhar com cargas vegetais que possam substituir as fibras de vidro e esse é o nosso principal desafio no momento e uma exigência até para as nossas

    Plastico, PP e Compostos - Fabricantes apostam todas as fichas em formulações para a indústria automotiva

    PP briga com as poliamidas em estrutura de bancos

    exportações para o mercado europeu, muito severo em relação à reciclabilidade dos materiais”, comentou Coelho Filho. Tais exigências estariam colocando em xeque o uso de compostos de PP carregados com fibras de vidro em aplicações automotivas mais estruturais, que deverão constituir o próximo grande alvo de mudanças e substituições.

    Assim, cresceriam as chances de introdução de novos compostos de PP não carregados com fibras de vidro em muitas aplicações, como tampas das correias dos motores, componentes do câmbio, componentes estruturais internos dos bancos/assentos dos veículos, entre outras.

    “Estamos prospectando vários materiais e composições que possam conciliar as propriedades de alta resistência já exigidas, mas que também atendam aos requisitos de reciclabilidade e sejam mais ecológicas”, resumiu o gerente de materiais da Fiat. Nesse rol estariam sendo testados vários tipos de fibras vegetais, como de sisal, juta, bagaço de cana, curauá, entre outras.

    A mais forte tendência influenciando as aplicações de compostos de PP na indústria automotiva, segundo Coelho Filho, estaria associada ao campo das composições “verdes”, oferecendo prioridade à sustentabilidade das produções e à reciclabilidade dos materiais. Os centros mais avançados de pesquisas estariam analisando novos materiais e cargas para atender à demanda das montadoras.

    “Existe uma expectativa muito grande dos dirigentes de nossa sede, na Itália, para que possamos desenvolver competências em novos materiais mais sustentáveis e alinhados com os princípios ecológicos, pois o Brasil oferece muitas possibilidades nessa direção”, afirmou o gerente da Fiat.

    Os compostos de PP e os plásticos em geral, de acordo com as análises do executivo, ganharam bastante terreno nas aplicações automotivas nas últimas décadas. Entretanto, segundo observou, é preciso redobrar a atenção nesse campo porque os contra-ataques por parte dos produtores de metais surgem a todo momento e estão ficando cada vez mais fortes, oferecendo às montadoras novas tecnologias e possibilidades de aços altamente resistentes e produzidos com espessuras bem mais finas para aplicações automotivas.

    Resinas evoluem – Compostos de PP mais fluidos e mais resistentes a impactos e às contrações são algumas novas propriedades constantes do atual arsenal técnico que está sendo implementado pela Braskem na nova oferta de polipropilenos destinados aos mercados de automóveis, eletrodomésticos, bem como de injetados em geral.

    Fundamentais para assegurar a participação das resinas de PP em diferentes aplicações, que se tornam mais rigorosas sob o ponto de vista da produtividade e do melhor acabamento, os novos desenvolvimentos da petroquímica acompanham as tendências e conseguem atender aos desafios impostos por vários tipos de aplicação.

    “Os maiores desafios na área de compostos incidem sobre a resina base, que deve atender a requisitos muito elevados na composição de peças automotivas”, reconheceu Alessandro Cauduro Lima, gerente da área de polipropilenos da Braskem, unidade de Triunfo, no Rio Grande do Sul.

    As novas exigências impõem o uso de polipropilenos que possam gerar maiores ganhos quanto à produtividade, oferecer menor espessura às peças, maior resistência a impactos e mais baixa contração, possibilitando fabricar componentes mais resistentes e com melhor acabamento.

    “Quando apresentamos ao mercado resinas com maiores índices de fluidez também propiciamos maior produtividade à fabricação de peças finais”, explicou Lima. Esse é o caso do novo grade de polipropileno CP 100, ainda em fase de desenvolvimento, porém, bastante adiantado, e que apresenta índice de fluidez igual a 100, o que deverá favorecer a produtividade na produção de componentes automotivos, como painéis internos, revestimentos e colunas.

    Considerado um polipropileno de altíssima fluidez, o CP 100 conserva a propriedade de resistência a impactos, mas também foi desenhado em resposta às demandas de maior produtividade dos mercados automotivo, de eletrodomésticos, e de peças técnicas injetadas em geral, oferecendo ainda outras melhorias como formular composições com alto teor de cargas, e produzir peças com paredes mais finas, e com baixo teor de compostos voláteis orgânicos (voc) e maior facilidade no preenchimento de moldes, especialmente aqueles com configurações mais complexas.

    Pontualmente desenvolvido para aplicações nas indústrias automotivas, o CP 286 também oferece baixo teor de voc e maior resistência ao impacto, um grande atrativo para a fabricação de para-choques. “Apresentando resistência acima de 400 joules/metro, o grade CP 286 teve comportamento nobreak comprovado nos ensaios de resistência a impactos, alta resistência mecânica e também permite trabalhar com espessuras mais finas”, explicou Lima.



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