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Pólo Sul – Transformadores do sul desafiam a crise com criatividade

Fernando C. de Castro
21 de março de 2009
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    Plástico Moderno, Victor Oscar Borkoski, Pólo Sul - Transformadores do sul desafiam a crise com criatividade

    Borkoski importa PEAD a preço bem abaixo do praticado no país

    Por conta dos atuais preços praticados dentro do Brasil, Borkoski passou a importar polietileno de alta densidade, o carro-chefe das resinas transformadas em suas sopradoras. Ele consome 120 toneladas por mês e vem trazendo a commodity na base de 50 toneladas por contêiner dos EUA, onde, de acordo com o empresário, as petroquímicas conseguem repassar a resina a US$ 850,00 por tonelada, incluindo frete e impostos. No Brasil, a tonelada do PEAD ainda está na casa dos US$ 1,5 mil. Uma segunda opção apontada por Borkoski é a China, onde, de acordo com ele, existe carga embarcada em navios pronta para o transporte.

    A diferenciação de produto, atualmente, é uma segunda saída para enfrentar a competição. Por conta desse aspecto, Borkoski desenvolveu novas tampas de segurança direcionadas a produtos perigosos como as child proof, empregadas no lacre de recipientes com soda cáustica, que só podem ser abertas mediante instrumento cortante, como forma de proteger crianças do contato com a substância. Ao todo, são mais de 70 itens, desde garrafas de iogurte até invólucros para pólvora.

    Sem crise – A instabilidade dos mercados não afetou o humor da equipe da Plasticoville, de Santa Catarina. Economista tarimbado, ex-secretário da Fazenda de Joinville, o diretor-presidente, Adelir Alves, garante tomar medidas no dia-a-dia da empresa com o objetivo de blindar o empreendimento contra as turbulências do mercado. Alves assegura continuar operando em três turnos, mesmo com a redução de alguns pedidos em outubro.

    Plástico Moderno, Adelir Alves, direotr-presidente, Pólo Sul - Transformadores do sul desafiam a crise com criatividade

    Alves: até a virada do semestre, os negócios estarão regularizados

    O empresário explica que apenas suspendeu temporariamente a atividade de sábado e domingo, mas já começa a normalizar o ritmo. No entendimento de Alves, em breve a Plasticoville estará à plena carga, porque os pedidos novos indicam uma regularização dos negócios até a virada do semestre. “Alguns clientes pararam, mas agora estão retomando as encomendas”, assegura o empresário.

    Na opinião de Alves, a situação é desafiadora. “O país não quebra, o mundo não vai quebrar. A GM quebrou nos EUA e não quebrou ontem, já estava quebrada. Era uma empresa doente”, justifica. “Não pode colocar a culpa na crise. O avião velho não cai no dia, ele apresenta problemas há muito tempo”, filosofa o piloto da Plasticoville.

    O planejamento da Plasticoville permanece inalterado até 2012, com plano de investimento de R$ 7 milhões e meta de faturamento sempre superior à média obtida de 2005 a 2007. Nesse aspecto, cada chefia na Plasticoville tem seus objetivos guardados numa pasta. Cada operador tem uma calculadora para contabilizar sua produtividade.

    A operação da fábrica observa ainda elementos de sustentabilidade. A água industrial provém de uma cisterna abastecida com água da chuva, equipada com reservatórios de 40 mil litros. A planta industrial foi concebida de tal forma que durante o dia toda a atividade ocorre com luz natural.

    A Plasticoville processa de 150 a 200 toneladas de resinas por mês, com processos de injeção, sopro e extrusão de peças técnicas com termoplásticos de engenharia e alto desempenho, tais como reservatórios, contêineres de até 100 litros, tubos técnicos, de poliuretano, poliuretano termoplástico, PVC, rígido e flexível, além de poliamidas.

    Como forma de conquistar e garantir clientes da linha branca, de motores automotivos e compressores, a Plasticoville está certificada com ISO 9001:2000 e partindo para a conquista da TS 16949, versão 2002. São processos exigidos pela indústria automobilística e que as empresas estão aderindo.

    A Plasticoville opera com sistema Kanban. Dentro da fábrica, existe um sistema de sinalização com o qual as pessoas conseguem se entender, acompanhar e trabalhar com base em informações colocadas em murais nas paredes.

    Com efeito, as máquinas não podem ter mais de cinco anos. Também são substituídos, periodicamente, periféricos como sistemas de água gelada, ar comprimido, secadores, moinhos e alimentadores. O lema na Plasticoville é manter os problemas sempre à vista de todos. Uma peça transformada refugada ou um componente de equipamento danificado não podem ir para o lixo. Vai para uma estante à vista de todos, pois é preciso apontar as causas do erro para não repeti-lo.

     

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    Um Comentário


    1. DOLORES GERMANI HOFF

      TAMBEM ACHO QUE COM A CRISE TEM QUE TER CRIATIVIDADE ESTOU COM MUITAS SAUDADES ME MANDE NOTICIAS UM GRANDE ABRAÇO BEIJOS DOLORES GERMANI HOFF



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