Plástico

Pólo Sul – Transformadores do sul desafiam a crise com criatividade

Fernando C. de Castro
21 de março de 2009
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    Outro diferencial é a fabricação in house de aproximadamente 150 moldes por ano, pois, como acentua Campos, “se não tiver equipe, nem tecnologia e conhecimento, não tem como resolver o problema do molde”. Além da indústria automotiva, a CRW celebra uma carteira de clientes nada desprezível, como a Whirlpool, detentora das marcas líderes de linha branca no país, e a Empresa Brasileira de Compressores (Embraco). Além disso, a CRW atende a WEG Motores, a Hewlett-Packard, entre outras empresas de alta tecnologia.

    Plástico Moderno, Rubens Travi, CEO da Autotravi, Pólo Sul - Transformadores do sul desafiam a crise com criatividade

    Para Travi, deverá crescer a demanda de plástico de engenharia

    Na opinião de Rubens Travi, CEO da Autotravi, de Caxias do Sul, empresa pioneira na usinagem de plásticos de alto desempenho no Brasil, a crise foi atenuada no segmento plástico porque os empresários estão calejados e souberam se antecipar. Travi considera o momento complicado, mas garante ter dominado a situação com o redimensionamento da empresa. Promoveu alguns cortes em dezembro e suspendeu a compra de matérias-primas de produtos com encomenda em baixa.

    A Autotravi opera com extrusão e injeção de peças de polipropileno, polietilenos, poliamidas, PEEK, PPSU e PPE. Ainda emprega acetal, policarbonatos e poliuretano termoplástico, sobretudo para a indústria de máquinas pesadas. Como a safra de verão foi gorda em todo o país, Travi prevê o aumento das encomendas das fábricas de implementos agrícolas, pois, em sua opinião, o setor primário terá de investir em maquinários novos para dar conta da colheita.

    Ele processa também o polietileno de ultra-alto peso molecular usado na fabricação de esteiras industriais, utilizadas principalmente em fábricas de celulose, bebidas, mineração e silos de grãos. De acordo com Travi, a nova fronteira do PEUAPM são as partes internas de caçambas para caminhões empregados em transporte de minérios, pois facilita expressivamente a limpeza e reduz com isso o tempo de parada.

    O CEO da Autotravi projeta forte demanda por plásticos de engenharia, que deverão se estabilizar em termos de preço na casa dos US$ 140,00 o quilo, em média. Igualmente, deverá crescer o consumo de plásticos de alto desempenho na base dos US$ 300,00 por quilo. Em poliamida, a menina-dos-olhos da empresa gaúcha, responde por um tubo usinado de três metros de comprimento, 600 milímetros de diâmetro, com um orifício de 200 milímetros, o qual tem massa de uma tonelada, empregado na montagem de dutos de petróleo.

    Plástico Moderno, Ademar Simoni, da Tabone, Pólo Sul - Transformadores do sul desafiam a crise com criatividade

    Simoni: receita é transformar a adversidade em oportunidade

    “Tire o s da crise e crie.” Essa é a receita do empresário Ademar Simoni, da Tabone, uma das principais transformadoras de plástico de engenharia e peças técnicas do sul do país, com seis plantas industriais em Caxias do Sul. Segundo Simoni, sua empresa interage diretamente com áreas de projetos dos clientes. Como define, o trabalho forte não é comercial. Com isso, a Tabone nem participa de cotação de preços.

    Basicamente, os produtos da Tabone estão em todas as partes de revestimento de artefatos como móveis, bens duráveis como automóveis, e acabamento de fechaduras de refrigeradores de alta tecnologia. Somente em puxadores, a empresa responde por 500 modelos para linha branca e móveis. São 190 toneladas por mês de plásticos empregados nos processos de injeção e extrusão – 120 de poliestireno e 70 de ABS.

    Os pontos altos da Tabone são a tecnologia de pintura com metalização a vácuo e o processo sem efluente denominado DGT, ou decoração gráfica tridimensional. Com isso, é possível produzir as tampas de cosméticos em formas variadas. A impressão no rótulo ocorre em processo tridimensional, em cabines pressurizadas, sem a presença de partículas de poeira.

    Graças à sua alta qualidade em acabamento, a Tabone foi escolhida para fabricar pelo menos seis peças técnicas de um recente modelo de automóvel de luxo lançado no parque automotivo brasileiro. São componentes para revestimento do air-bag, frisos de portas e toda a parte integrada do painel do ar-condicionado.

    Plástico Moderno, Denise Dybas Dias, Pólo Sul - Transformadores do sul desafiam a crise com criatividade

    Denise: retração da indústria de alimentos gera inadimplência

    Aumenta a inadimplência – Os empresários do sul driblam a crise com criatividade, mas não vivem num mar de rosas. A paranaense Denise Dybas Dias revela o aumento da inadimplência entre seus clientes para 20%, de novembro a dezembro.

    Para ela, formada em economia e há quatro anos na presidência da Dyplast Indústria e Comércio de Plásticos Ltda., na condição de herdeira da empresa deixada pelo pai, a dificuldade de pagamentos é consequência da baixa demanda por embalagens ocasionada pela queda no consumo dos alimentos.

    Menos otimista, a empresária considera o ambiente de negócios frustrante, porque no ano passado a sinalização era de crescimento.  Segundo Denise, muitos empresários investiram em maquinários e no momento aguardam melhores dias.

    Ela vende em praticamente todo o Brasil, principalmente em Santa Catarina, Rondônia e São Paulo, além do próprio estado do Paraná, onde concentra sua atividade industrial e transforma uma média de 150 toneladas por mês de filmes. Até janeiro, mantinha esse volume, mas para os próximos meses pensa em diminuir a produção.

    A saída encontrada por Denise foi diversificar produtos. Como caíram as exportações de madeira, essa indústria diminuiu os pedidos de embalagens de filmes multicamadas de alta resistência. A Dyplast aumentou a extrusão de sacos plásticos de lixo com polietileno reciclado. Denise reclama ainda dos altos tributos cobrados dos empresários e da responsabilidade atribuída a esses pelo aumento do desemprego.

    Na mesma toada da empresária de Curitiba, o argentino radicado na serra gaúcha, Victor Oscar Borkoski, reconhece o crescimento da inadimplência por parte de clientes e reclama da demora no repasse da queda do barril de petróleo para o preço final das resinas. Lembra que o óleo bruto baixou mais de 50% e as resinas sofreram queda entre 15% e 17%. Algumas até aumentaram.



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    Um Comentário


    1. DOLORES GERMANI HOFF

      TAMBEM ACHO QUE COM A CRISE TEM QUE TER CRIATIVIDADE ESTOU COM MUITAS SAUDADES ME MANDE NOTICIAS UM GRANDE ABRAÇO BEIJOS DOLORES GERMANI HOFF



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