Notícias

Polo Sul – Transformação gaúcha discute o fortalecimento da indústria do plástico e a união dos ela da cadeia

Fernando C. de Castro
22 de outubro de 2009
    -(reset)+

    Compromissado com o tema do emprego responsável, o Simplás assumiu ainda a dianteira de um programa local de capacitação dos catadores para que esses se transformem em separadores tecnicamente qualificados e num segundo momento possam gerir usinas de reciclagem. O esforço para melhorar a reciclagem faz sentido. Caxias do Sul tem escassez de resinas há muitos anos. Na reciclagem, a cidade encontrou uma forma de suprir a oferta insuficiente e hoje transforma mais de 400 mil toneladas por ano entre matéria-prima virgem e recuperada.

    Atualmente, a serra gaúcha é importadora de material reutilizado. Seus transformadores compram de recicladoras paulistas, mineiras, de Santa Catarina e do Paraná. O emprego de resina reciclada é estimulado até para peças técnicas fornecidas à indústria automotiva. De acordo com Marin, um polipropileno com cargas e reforços tem a mesma propriedade encontrada naquele produzido na segunda geração petroquímica.

    Por outro lado, Marin é contrário às tentativas recentes de implantar o plástico biodegradável. “Esse negócio já nasceu morto. Qual fabricante de arroz vai querer colocar os alimentos que vende num filme com aditivos com metais pesados reativos”, questiona o presidente do Simplás.

    Ao mudar o rumo da conversa, Marin elogia o atual estágio de fornecimento de máquinas e equipamentos empregados na transformação de termoplásticos. No seu entendimento, os importados da Ásia são um grande atrativo, pois os chineses qualificaram seus produtos ao adotar os padrões de construção europeus e norte-americanos. Por isso, as máquinas brasileiras, que estavam muito abaixo em competitividade, com a chegada das importadas tiveram de readequar preços.

    Na sua opinião, é uma competição saudável estimulada ainda por financiamentos com taxas de juros de 4,5% ao ano, oferecidas na rede bancária pública e particular. O presidente do Simplás aponta a possibilidade de honrar o Finame em oito anos com dois de carência e mais 5% de juros pagos na última parcela como um verdadeiro convite à entrada de novas empresas no ramo de transformação, assim como estimular a modernização do atual parque industrial.

    Para Marin, por conta de tais facilidades, os empresários estão sendo desafiados a adquirir máquinas mais produtivas. Caxias do Sul detém a maior concentração de bens de capital de terceira geração petroquímica do país por quilômetro quadrado. São mais de quatro mil e quinhentas num raio de 45 quilômetros. O polo de usinagem de moldes, matrizes e

    Plástico,  Emílio Ristow,  presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Vale dos Vinhedos, de Bento Gonçalves, (Simplavi), Polo Sul - Transformação gaúcha discute o fortalecimento da indústria do plástico e a união dos ela da cadeia

    Ristow critica alta injustificada nos preços das resinas nacionais

    ferramentas é um dos mais expressivos do país.

    Percebe-se a ocorrência de sintonia fina entre os três principais líderes da transformação de termoplásticos gaúcha. O presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Vale dos Vinhedos, de Bento Gonçalves, (Simplavi), Emílio Ristow, da mesma forma afirma que o monopólio petroquímico no país é inevitável, mas não é o único revés. Ele diz ter ouvido de lideranças políticas em Brasília que a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais é fato consumado e chega num momento difícil de retomada porque não existe margem para repassar os novos custos aos preços.

    De maneira geral, os transformadores do Vale dos Vinhedos já começaram a importar resinas por acreditar que a petroquímica nacional não apresentou justificativa razoável para as últimas altas dos preços. “Eles estão recuperando margem porque não havia razão para aumento com o dólar voltando a cair e o petróleo estabilizado”, se queixa Ristow. O foco do Simplavi é sedimentar com outros sindicatos a força política da terceira geração para melhorar as condições de negociação com as petroquímicas e ampliar a participação dos empresários nas instâncias de decisão da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).

    Em 2009, os gaúchos atingiram 800 empresas na base do Sinplast, 600 na base do Simplás, em Caxias do Sul, e aproximadamente 60 na base do Simplavi, de Bento Gonçalves. O segmento emprega 26 mil trabalhadores. Por processos, a extrusão responde por 60%. A injeção fica em 30%. Os demais processos, como sopro, termoformagem e rotomoldagem atingem os 10% em todo o estado. Entretanto, se a contagem é feita a partir da base de Caxias do Sul, a segmentação é diferente. Predomina a transformação de peças técnicas e a injeção corresponde a 58%.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *