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Polo Sul – Transformação gaúcha discute o fortalecimento da indústria do plástico e a união dos ela da cadeia

Fernando C. de Castro
22 de outubro de 2009
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    Plástico, Polo Sul - Transformação gaúcha discute o fortalecimento da indústria do plástico e a união dos ela da cadeiaOs transformadores de termoplásticos do Rio Grande do Sul, com processamento estimado em 480 mil toneladas de resinas virgens e outras 400 mil de recicladas em 2008, e R$ 4 bilhões de valor de produção, têm uma agenda movimentada neste período de superação da crise econômica. Nos últimos meses, a atividade dos presidentes dos três sindicatos empresariais do segmento foi intensa em solo gaúcho.

    Diante da perspectiva anunciada e ainda não confirmada, de compra da Quattor pela Braskem, o presidente do braço petroquímico do grupo Odebrecht, Bernardo Gradin, esteve em Porto Alegre no começo de setembro a convite do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast-RS) e proferiu palestra em reunião-almoço. Na ocasião, Gradin destacou a importância da união do setor para a consolidação de uma cadeia produtiva do plástico, propondo uma agenda comum de crescimento.

    “Nossa estratégia está focada em clientes fortes e na cadeia de valor sólida”, ressaltou. Na opinião de Gradin, o Rio

    Plástico, Bernardo Gradin, presidente do braço petroquímico do grupo Odebrecht, Polo Sul - Transformação gaúcha discute o fortalecimento da indústria do plástico e a união dos ela da cadeia

    Gradin propõe uma agenda comum de crescimento para toda a indústria

    Grande do Sul oferece condições privilegiadas em favor do desenvolvimento da indústria do plástico, apesar de prever um ciclo de forte baixa no setor petroquímico-plástico entre 2010 e 2011. Sobre a fusão com a Quattor, Gradin silenciou qualquer detalhe: “Sei que é um tema que gera polêmica natural, mas, por causa de questões de governança, de sermos uma S.A. com ações na Bolsa, não posso comentar.”

    O presidente do Sinplast-RS, Alfredo Schmitt, esclareceu que o almoço não tinha nenhum sentido de apoiar esta ou aquela empresa, pois já estava programado há mais de dois meses. Segundo o líder empresarial, foi a primeira vez que o presidente de uma empresa como a Braskem teve o contato direto com os seus clientes, pois para Schmitt o momento é de somar forças entre a primeira, a segunda e a terceira geração.

    Schmitt lembrou que as informações dos noticiários de economia apontam para a irreversibilidade do negócio, por conta do endividamento de US$ 4,5 bilhões da Quattor. Como a Petroquisa, leia-se o governo federal, é detentora de 30% do controle acionário, portanto, sócia dos ativos e da dívida na mesma proporção, opina Schmitt, não haverá obstáculos se a Braskem resolver de fato consolidar o negócio.

    Afinal de contas, quem não quer resolver um endividamento calculado em bilhões em moeda forte. “O que se lê na imprensa especializada em economia deixa claro: um encaminhamento de solução para a Quattor certamente irá ocorrer”, assinala o presidente do Sinplast-RS gaúcho. Entretanto, Schmitt não projeta maiores problemas para os transformadores diante da possibilidade de surgimento de um monopólio na primeira e na segunda geração petroquímica do país.

    Plástico, O presidente do Sinplast-RS, Alfredo Schmitt, Polo Sul - Transformação gaúcha discute o fortalecimento da indústria do plástico e a união dos ela da cadeia

    Schmitt aposta no diálogo entre a segunda e a terceira geração

    Em sua opinião, ter dois fornecedores com participação importante de um mesmo acionista e que é ainda o fornecedor da principal matéria-prima vis-à-vis ter um único fornecedor tendo por trás este mesmo acionista é praticamente a mesma coisa. Por necessidade de compensação, já existe uma forte corrida por resinas importadas e os executivos da Braskem conhecem essa realidade.

    Otimista, o presidente do Sinplast gaúcho acredita que sempre haverá um canal de diálogo como forma de melhorar as relações de compra e venda entre a segunda e a terceira geração. Para ele, o sucesso do complexo petroquímico brasileiro depende do sucesso e do progresso dos transformadores. Schmitt assinala que a petroquímica nacional irá se consolidar entendendo esse aspecto.

    Assim, é necessário manter um parque transformador forte no mercado interno porque, do contrário, no longo prazo o país irá se transformar em importador de produtos acabados. Em sua opinião, outros setores da economia contemplados com a concentração de empresas, notadamente aviação, celulose e siderurgia, encontraram seu ponto de equilíbrio em termos de competitividade.



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