Plástico

Pólo Sul – Sinplast tem nova direção, mas os desafios são antigos

Fernando C. de Castro
21 de março de 2009
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    Plástico Moderno, Oswaldo Kieseweter, Pólo Sul - Sinplast tem nova direção, mas os desafios são antigos

    Kieseweter: medida protecionista garantiria competição saudável

    Com o dólar instável, a importação é arriscada. Precisaria de estabilidade cambial. Dentro dessa política, a Ásia baixou os preços do polietileno e do poliestireno, em novembro. A China tem excedentes exportáveis. Está importando e irá continuar importando.

    Sobre a consolidação da petroquímica nacional, Kieseweter considera a iniciativa positiva porque promoveu no país uma indústria em escala mundial. Agora, acredita que seja o momento de remover as medidas protecionistas como a taxa de conforto e os impostos de importação, pois essa é a maneira de permitir a competição saudável.

    O presidente do Sindicato de Material Plástico do Sul de Santa Catarina, Jayme Zanatta, prefere não fazer projeções. Segundo ele, a região responde por 240 mil toneladas das mais de 900 mil transformadas no estado e, provavelmente, se houver algum crescimento, só poderá ser contabilizado no final do ano. O presidente do Simplasc reconhece que a crise já abalou o segmento de filmes, mas pouco afetou o de tubos e conexões por conta das obras do PAC e da construção civil, que manteve os investimentos.

    Zanatta reivindica a redução do IPI para a cadeia da construção civil, pois atualmente os derivados de plástico nessa indústria pagam 5% do tributo federal. Já tijolos e telhas estão isentos. Na opinião do presidente do Simplasc, a diminuição pode gerar mais receita ao governo federal por conta do volume de produtos vendidos no varejo.

    Região é diversificada e competitiva

    Com base nas estimativas obtidas entre os principais sindicatos representantes da atividade de transformação de termoplásticos do sul do Brasil, é possível inferir as estatísticas de produção na região em matéria de terceira geração petroquímica. A área responde por aproximadamente 1 milhão e 730 mil toneladas de resinas. É o segundo polo industrial do país e exibe competitividade e diversificação. Juntos, promoveram um faturamento de quase R$ 13 bilhões no ano passado.

    Santa Catarina lidera em todos os quesitos. São 950 mil toneladas/ano de consumo aparente de resinas. Além disso, a produção catarinense atingiu R$ 5,7 bilhões em 2008, contra R$ 4,8 bilhões de 2007. Os transformadores catarinenses geraram 23,7 mil empregos.

    Na Grande Florianópolis e no sul do estado existe um volume altamente expressivo de extrusão e coextrusão de embalagens flexíveis. Ainda no sul, predomina a principal indústria de termoformagem do país, também conhecida como Vale do Descartável.

    Existem ainda pelo menos três regiões transformadoras emergentes em Santa Catarina. Na região de Blumenau, há um polo de brinquedos. Em Itajaí, por conta da atividade portuária, cresce a extrusão de cordas para navios e atracação. No Oeste, a indústria de beneficiamento de carnes de aves e suínos começa a estimular a abertura de fábricas de embalagens.

    O segundo estado é o Rio Grande do Sul, com aproximadamente 480 mil toneladas e R$ 4 bilhões de valor de produção. Em 2009, os gaúchos atingiram 800 empresas na base do Sinplast, 600 na base do Simplás, de Caxias do Sul, e aproximadamente 60 na base do Sinplavi, de Bento Gonçalves. Perfazendo 1.460 razões sociais. O segmento emprega 26 mil trabalhadores. Em processos, a extrusão responde por 60%. A injeção fica em 30%. Os demais, como sopro, termoformagem e rotomoldagem, atingem os 10% em todo o estado.

    Entretanto, se a contagem for feita a partir da base de Caxias do Sul, a segmentação é diferente. Predomina a transformação de peças técnicas e a injeção corresponde a 58%. A extrusão consome 27% das resinas; a termoformagem, outros 11%. Os quatro por cento restantes se dividem em sopro, fibras, acrílicos, spray-out e rotomoldagem, sendo que 20% das empresas que possuem processos de transformação do plástico promovem mais de um tipo de processo.

    O Paraná representa cerca de 8% a 10% do segmento plástico brasileiro, com faturamento de R$ 3,2 bilhões. Emprega 18 mil funcionários, transforma mais de 300 mil toneladas por ano de resina termoplástica e compreende 600 empresas ao todo. No Paraná, a produção de peças e componentes para a indústria automotiva corresponde a 20% das resinas transformadas.

    No estado, a extrusão de filmes perfaz 27% e a ráfia empregada em embalagens de grãos consome 10%. A injeção de utilidades domésticas e bombonas outros 10%. O sopro de embalagens rígidas das mais variadas aplicações fica com 12%. A construção civil, 4%. Nove por cento do total de produção do Paraná provém de materiais reciclados. Os plásticos de engenharia não-automotivos são 3%.

     

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