Economia

Pólo Camaçari 30 anos – Investimentos anunciados

Jose Valverde
7 de agosto de 2008
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    Outro projeto que está de volta às pranchetas é o da expansão da fábrica de policarbonato (PC), que chegou a ser anunciado para estar operando no primeiro semestre deste ano. Agora, anunciou Noronha, há duas opções: a ampliação da atual linha de produção (desgargalamento) e decorrente produção da resina no grau óptico, requerido na produção de mídias eletrônicas (CDs e DVDs), ou a instalação de uma segunda linha. “Mas o equipamento para a produção do grau óptico já foi comprado e poderá estar operando antes do desgargalamento ou da duplicação”, adiantou Noronha.

    Ele revelou também que há planos para ampliar a produção em outra fábrica, a de sulfato de amônio, de 150 mil para 200 mil t/ano. E demonstrou entusiasmo: “Estamos apostando, acreditando.”

    Na América Latina, o grupo Unigel é o único produtor de acrilonitrila e policarbonato, com fábricas no 2º Pólo; o principal produtor de acrilatos, com fábricas de monômero, resina e chapas no Brasil e México; e o maior fabricante de sulfato de amônio, com fábrica no 2º Pólo. Produz também monômero de estireno em São Paulo; e está presente no ramo das embalagens, filmes de polipropileno biorientado (BOPP), embalagens PET e latas de alumínio.

    DOW – A boa notícia da Dow Química na Bahia foi anunciada pelo presidente da empresa para a América Latina, Pedro Suarez: o projeto, ainda na fase do estudo de viabilidade econômica, para a ampliação da Isopol, a fábrica de diisocianato de tolueno (TDI), a matéria-prima para espumas de poliuretano – expansão em 50%, de 60 mil para 90 mil t/ano. As obras estão previstas para ocorrer entre 2009 e 2011.

    Nos últimos anos, marcados por boatos de iminente fechamento, a Dow vem recauchutando esta fábrica, a ex-Pronor, adquirida do grupo Mariani. A avaliação da empresa é de que pelo menos até 2015 a demanda de TDI na América Latina crescerá de 1% a 2% acima do Produto Interno Bruto médio da região.

    A Dow, líder na produção de TDI na América Latina, mantém seis operações na Bahia: no município de Candeias estão as fábricas de óxido de propeno, polipropileno glicol, solventes clorados, e cloro-soda; em Camaçari, a fábrica de TDI e a Dow Automotiva, esta uma das fornecedoras de peças para a Ford, injetora de pára-choques e outras grandes peças. Em Vera Cruz, município situado na Ilha de Itaparica, mantém a mineração da salgema, que supre a produção do cloro.

    No começo do ano, duas produções da Dow foram desativadas: a do monômero de estireno, cuja fábrica em Camaçari, depois de fechada, passou a ser negociada com o grupo Unigel; e a do hidroxietil celulose, em Candeias.

    Ultra – O grupo Ultra realiza investimento de US$ 100 milhões na construção de uma fábrica para transformar 100 mil t/ano de óleos vegetais – de coco, babaçu e palmiste, este extraído da amêndoa de dendê – em 80 mil t/ano de álcoois graxos, com co-produção de ácidos graxos e glicerina. Desse volume, cerca de 30% substituirão as importações nas cinco fábricas da Oxiteno, do próprio grupo.

    O álcool graxo pode ser etoxilado para uso em artigos de higiene pessoal, detergentes, amaciantes de roupas e têxteis. O óxido de eteno e seus derivados são os principais insumos produzidos na Oxiteno no 2º Pólo.

    O grupo Ultra avisa: será a primeira fábrica de álcoois e ácidos graxos da América Latina, com tecnologia e escala à altura das similares, sob o controle de apenas cinco grupos no mundo. O grupo Ultra passa a ser o sexto.

    “Este novo empreendimento reforça a posição da Oxiteno no mercado de tensoativos, no qual já possui forte atuação com sua linha de álcoois etoxilados e sulfatados, nonilfenol etoxilado e betaínas”, comemorou o grupo em um comunicado.

    Outro acréscimo do grupo Ultra no 2º Pólo é a presente ampliação, de 45 mil para 110 mil t/ano, na produção de aminas, especiaria usada em defensivos agrícolas, cosméticos e material de limpeza.

    Petrobras – O Cofic divulgou que a fábrica de fertilizantes nitrogenados Petrobras (Fafen) aprovou investimento de US$ 132 milhões para aumentar as produções de amônia, uréia e ácido nítrico.

     

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