Plástico

Poliuretano – Com consumo per capita ainda pífio, setor esbanja espaço para sua expansão

Maria Aparecida de Sino Reto
24 de setembro de 2009
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    Produção diversificada – A Dow controla em torno de 27 casas de sistemas mundo afora, entre as quais uma unidade no país, em Jundiaí-SP. Na América Latina, ainda possui mais duas produtoras de formulações: na Argentina e no México. Diretor de sistemas de poliuretano da Dow Brasil, Marco Antonio Fay considera a planta brasileira muito versátil e capaz de produzir todos os tipos de PU. “As novidades estão concentradas nas casas de sistemas, na busca de novas aplicações e criação de produtos”, opina.

    Na avaliação dele, essas unidades são complexos menores, focados em clientes e próximos do mercado, onde especialistas elaboram, desenvolvem e respondem pela produção da fórmula.

    Oferecem uma solução pronta. “O controle de qualidade é a espinha dorsal da casa de sistema, que é toda automatizada.

    Plástico, Marco Antonio Fay, Diretor de sistemas de poliuretano da Dow Brasil,  Poliuretano - Com consumo per capita ainda pífio, setor esbanja espaço para sua expansão

    Fay: PU melhora em 50% a eficiência energética

    Isso também é um diferencial que dá confiabilidade ao sistema de poliuretano”, declara Fay.

    O maior foco da sociedade em cuidados com o meio ambiente leva a Dow a apostar no crescimento do poliuretano em isolação térmica industrial (frigoríficos, galpões etc.) e na construção civil. Afinal, o PU é sinônimo de uso racional de energia, como atesta Fay: “O isolamento térmico permite melhorar a eficiência energética em 50%. A maior parte dos edifícios não se beneficia disso.” Os sistemas desenvolvidos para esses mercados primam pela melhora no coeficiente energético das espumas (coeficiente de troca térmica) e também na flamabilidade.

    O diretor da Dow enxerga várias oportunidades de expansão de mercado, como revestimentos elastoméricos para tubulações. Um bom exemplo fica por conta das operações em águas profundas, que exigem revestimentos elastoméricos. “Esses desenvolvimentos vêm bem a calhar no caso do pré-sal”, destaca.

    Outros segmentos ainda se beneficiam de novidades saídas da casa da Dow, como a indústria de calçados, agraciada com formulação baseada em poliol de fonte renovável. “Estamos buscando várias alternativas para aplicação dos poliuretanos derivados de fontes renováveis”, informa Fay. Os desenvolvimentos ainda contemplam espumas viscoelásticas, que apresentam desempenho superior em relação ao PU convencional.

    Maior exigência técnica – A Bayer possui 30 casas de sistemas ao redor do mundo e a brasileira se insere no complexo industrial da empresa em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, onde também produz a matéria-prima diisocianato de tolueno (MDI). Ainda na América do Sul, a multinacional possui uma casa de formulações em Maracay, na Venezuela.

    Para Adércio Savignani, gerente da área de sistemas de poliuretanos para a América Latina, soluções técnicas são sinônimos de sistemas, e o mercado está cada vez mais exigente e mais técnico, em particular a área de construção civil. “O segmento de sistemas concentra as inovações tecnológicas. É nessa área que estão as oportunidades para inovações”,

    Plástico,  Adércio Savignani, gerente da área de sistemas de poliuretanos para a América Latina, Poliuretano - Com consumo per capita ainda pífio, setor esbanja espaço para sua expansão

    Savignani: mercado está mais exigente e técnico

    engrossa o coro dos produtores dessas formulações.

    O gerente comemora a procura crescente da indústria de construção civil por sistemas formulados à base de poliisocianurato (PIR), apropriados para a fabricação de painéis do tipo sanduíche. A principal característica desse produto é a maior resistência à chama. A formulação, por ora, é importada, mas a empresa cogita projetos de produção local. “Tem potencial.”

    Outro desenvolvimento recente do grupo alemão destacado pelo gerente tem como endereço as linhas ferroviárias. Sem revelar detalhes, o gerente menciona parceria com uma empresa japonesa, detentora de patente de processo de produção de dormentes por pultrusão baseada em sistema de PU com fibra de vidro – desenvolvido pela Bayer. Segundo Savignani, a fase é de prospecção no mercado brasileiro.

    Na avaliação dele, a indústria automotiva, grande demandante de moldados flexíveis (tais como espumas para bancos, assentos), exige avanços constantes. Nesse contexto, os desenvolvimentos atuais visam, em particular, a atender às solicitações das montadoras por produtos livres de emissões (odor).



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