Plástico

Poliuretano – Com consumo per capita ainda pífio, setor esbanja espaço para sua expansão

Maria Aparecida de Sino Reto
24 de setembro de 2009
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     Sigilosas quanto

    Plástico,  Poliuretano - Com consumo per capita ainda pífio, setor esbanja espaço para sua expansão

    Calçado conceitual da Basf feito de PU e TPU

    às suas capacidades, todas possuem várias casas, instaladas estrategicamente próximas dos mercados consumidores.

    A fábrica brasileira de formulações da Basf fica em Mauá-SP. Ainda na América do Sul, opera uma unidade em Buenos Aires, na Argentina. Mundialmente, tem espalhadas outras tantas, da ordem de 34 casas. “São especialidades, produtos de alto valor agregado, feitos para o cliente, para as características do equipamento e do produto”, explica o diretor-geral Antonio M. J. Riera Costa.

    Segundo ele, a atividade desenvolvida dentro das casas de sistemas é muito orientada às inovações e carreadas também por novas aplicações. Essas receitas ainda envolvem melhoria no processo, nos produtos e na relação custo/benefício. “As novidades tecnológicas normalmente nascem dentro das casas de sistemas, que estão orientadas com posicionamento estratégico e agregam conhecimento tecnológico das matérias-primas”, comenta Riera.

    Ele estima que as formulações sob medida representem entre 85% e 90% do consumo de PU da indústria de calçados e que supram 100% do mercado de refrigeração. A constante evolução tecnológica desses segmentos de mercado motiva, acima de outras razões, a confiança nos especialistas para o desenvolvimento de suas receitas.

    Plástico, Antonio M. J. Riera Costa, diretor-geral, Poliuretano - Com consumo per capita ainda pífio, setor esbanja espaço para sua expansão

    Riera: formulações embutem tendência tecnológica global

    Entre os últimos produtos criados, o diretor-geral da Basf menciona um sistema específico para a linha branca, lançamento na América do Sul, com foco principal no Brasil. Entre as principais características, o produto reduz o consumo de energia, promove ciclos de injeção de PU mais rápidos, permite consumir menos material por unidade produzida e, ainda, confere maior poder de resistência à compressão (para receber carga).

    Outro desenvolvimento recente refere-se a uma formulação de baixa densidade para atender à produção de palmilhas, com vantagens como leveza e conforto físico e térmico dos pés. O material para entressolas confere até 40% de redução de peso em comparação aos sistemas convencionais e possui resistência à hidrólise e a micro-organismos. Com maior fluidez, o sistema criado pela Basf também propicia vantagens ao transformador, agilizando o seu processo produtivo. Já conhecida da Europa, essa receita chega agora ao mercado brasileiro para suprir os fabricantes de calçados esportivos e de lazer.

    Em processo de conquista de mercado, as formulações que atribuem às espumas de poliuretano propriedades viscoelásticas ganham espaço na chamada indústria de conforto (travesseiros e colchões, principalmente), e avançam em produtos especiais para a indústria da saúde, com aplicações, entre outras, em camas hospitalares para doentes de longa permanência.

    Também a indústria brasileira de construção civil passa por um reposicionamento conceitual. Os novos projetos envolvem preocupações com maior conforto térmico e redução de energia e essas

    buscas potencializam o uso dos sistemas de PU. Outro mercado promissor fica por conta das necessidades de conservação de produtos industriais. “O PU tem vantagem competitiva por sua facilidade de aplicação; a indústria pode fornecer painéis de grandes dimensões, autoencaixáveis e que requerem equipamentos simples”, pondera Riera.

    Embora ainda usufrua menos dos benefícios dos poliuretanos em seus veículos produzidos no país (sabe-se que as matrizes e filiais de países mais desenvolvidos aproveitam muito mais), a indústria automotiva também incorpora os sistemas em diversas aplicações. “A tecnologia atualizada das formulações acompanha a tendência mundial dos mercados europeus, americano e asiático”, assegura Riera.

    Sistemas à parte, o diretor-geral da Basf ressalta uma outra variedade de poliuretano de alto desempenho e com grande potencial nos mercados de injeção e extrusão. A aposta contempla o PU termoplástico, por sua característica particular de suportar temperaturas variáveis de negativa a positiva sem perda de propriedades. Além disso, o polímero alia resistência à abrasão, ao impacto, ao rasgo, a óleo e graxa. Um exemplo de aplicação em crescimento são os cabos umbilicais de grandes diâmetros, para transporte em plataformas marítimas.

    O material também vem crescendo na indústria de calçados, em filmes (embalagens para produtos de alto valor agregado) e ainda na agroindústria, usado em equipamentos de pulverização, colheitadeiras e máquinas de implementos agrícolas. Riera lembra um outro emprego bastante nobre do filme de TPU: no formato de lençol, aplicado sobre queimados, não adere nas feridas e promove a recuperação da pele.



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