Polietileno de Ultra Peso Molecular: Especialidade Avança no Mercado Bélico (PEUAPM – UHMW)

Revestimento de capacetes balísticos e de coletes à prova de projéteis disparados por fuzis

Revestimento de capacetes balísticos e de coletes à prova de projéteis disparados por fuzis. Essas são duas das mais importantes aplicações do polietileno de ultra peso molecular produzido pela Braskem, em Camaçari na Bahia.

Os equipamentos são confeccionados pelos principais fornecedores de material para proteção bélica responsáveis pelo abastecimento das tropas norte-americanas e suas aliadas no Iraque e no Afeganistão.

Em alguns casos, os jipes e equipamentos de transporte estão recebendo camadas da resina sobre as carrocerias de metal como forma de aumentar a blindagem, mas ainda é uma experiência.

A informação parte de um dos responsáveis pelo desenvolvimento desse plástico de engenharia no País, o químico industrial Alan Kardec do Nascimento, da Braskem, na Bahia.

Além disso, devido ao seu baixo coeficiente de atrito, esse polietileno é adequado às mais diversas aplicações industriais como rotores de bombas resistentes a produtos químicos, revestimento de esquis, defensas marítimas, aplicações cirúrgicas, perfis e peças técnicas, revestimentos de caçambas de caminhão, trens, navios, silos, filtros, fibras de alto desempenho e processamento de alimentos, entre outras.

“Com intenso trabalho comercial, lançamos diversos tipos de Utec (marca comercial do PE ultra da Braskem) de alto desempenho no mercado internacional a partir de 1999”, observou Kardec.

“Somos atualmente o segundo do mundo em volume de vendas entre sete empresas, posição consolidada no ano de 2002, quando atingimos capacidade instalada para 160 mil toneladas por ano.”

Alan Kardec relembrou cada passo dado pela Braskem-Polialden para criar seu próprio plástico de engenharia e transformar-se num importante player no cenário internacional da cadeia produtiva petroquímica.

Conforme o químico, a empresa desenvolveu sua tecnologia do início ao fim, desde a catálise, até o processo e produto.

O Polietileno de Ultra Peso Molecular nasceu numa bancada montada em conjunto entre a Polialden-Braskem e o CENPES – Petrobrás, no Rio de Janeiro, em 1984, com capacidade para produzir 200 quilos por hora.

A partir de 1989, com US$ 10 milhões em investimento, foi construída em Camaçari a planta piloto para processar 200 toneladas por mês da resina.

Em 1993, foi erguida a planta 1, com capacidade para 60 mil toneladas por ano, sendo os principais equipamentos (reatores, centrífugas, extrusora e bombas) importados, principalmente do Japão.

Em seguida ocorreu a ampliação para 80 mil toneladas para a produção da versão granulada.

Em 1995 houve a introdução da tecnologia bimodal, que permitiu produzir 120 mil toneladas por ano.

Finalmente em 1997, com a partida da unidade 2, a Braskem chegou a uma capacidade instalada para 150 mil toneladas por ano, com opção para 160 mil.

O mesmo investimento permitiu a implantação da área de beneficiamento do polímero em pó.

Ao todo, nove patentes foram registradas para as operações de catálise, com a metodologia de avaliação do produto desenvolvida em parcerias com Universidades, por meio de teses patrocinadas pelo grupo Braskem já como controlador dos ativos da Polialden.

Como o mercado interno era economicamente inadequado para absorver o produto, foram montadas estratégias comerciais de forma a atender os requisitos do mercado internacional, uma vez que 90% do PE-ultra processado na Braskem é consumido na terceira geração petroquímica dos Estados Unidos e da Europa.

A política agressiva de vendas do produto exigiu que a empresa montasse escritórios no país norte-americano e na Holanda.

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Utilizando um catalisador desenvolvido pelo CENPES, denominado equipamento A, além do PE-ultra, nasceu a mais recente geração de produtos patenteados a partir de 1992 ainda pela Polialden e posteriormente pela Braskem e que hoje formam a base tecnológica da empresa para o avanço no campo do PE de ultra e dos metalocenos.

Atualmente existe um núcleo na Bahia dedicado ao desenvolvimento de uma versão mais sofisticada do material, denominado polietileno de ultra-alto peso molecular (PEUAPM, ou simplesmente ultra-alto) e de catalisadores especiais para processo slurry.

O grupo atua sincronizado com a equipe do centro de tecnologia e inovação situado em Triunfo, no Rio Grande do Sul.

O objetivo é promover a integração dos programas tecnológicos do grupo Braskem.

Detentora de diversos sistemas modernos de gestão, entre os quais a ISO 9000 e 14000 (em processo de certificação), a Braskem desenvolve seus catalisadores, processos e produtos, partindo do princípio de que qualidade e eficiência no controle de processos são fundamentais para o bom equilíbrio entre inovação e excelência operacional.

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