Plástico

Plásticos – Previsão de crescimento tímido gera otimismo cauteloso entre os transformadores de resinas – Perspectivas 2018

Jose Paulo Sant Anna
3 de abril de 2018
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    Uma das explicações é a melhora da atividade econômica em mercados internacionais. Outra é o desempenho pífio do mercado interno. “Muitas empresas têm mantido parte de suas atividades voltada para as exportações como forma de se manterem no mercado. Isso acontece mesmo com a rentabilidade reduzida pela cotação da moeda nacional”. Os países da América Latina respondem por quase 44% do total exportado. Os Estados Unidos ficam com em torno de 20%, e os países da Europa absorvem 17%. O aumento das exportações para a América Latina foi de 13,1% no período de janeiro a outubro, bastante puxado pelas compras da Argentina, que cresceram 44,6% no período.

    O quadro mais dramático dentro do cenário do mercado de máquinas e equipamentos é o dos empregos gerados. O setor encerrou o mês de outubro com 190,8 mil pessoas ocupadas, redução de 11,4 mil postos de trabalho em relação ao mesmo período do exercício anterior. Em outubro houve retração de 0,1% em relação a setembro, 46ª queda consecutiva nesse tipo de comparação. Desde 2013, quando o setor começou a enfrentar dificuldades, foram eliminados em torno de 90 mil postos de trabalho.

    Máquinas e equipamentos importados – O estudo da Abimaq mostra forte queda nas importações no acumulado até outubro, na casa dos 19,9%. Elas movimentaram US$ 1,1 bilhão. Após 14 meses de queda consecutiva, as compras no exterior voltaram a crescer nos meses de setembro e outubro, o que demonstra a possibilidade de uma recuperação. Em outubro, elas aumentaram 2,3% em relação a setembro, mas ficaram 2,8% aquém das de outubro de 2016.

    A recuperação, bastante modesta em relação à queda verificada nos últimos quatro anos, está concentrada em poucos setores. O de maior destaque é o das máquinas para a indústria de petróleo e energia renovável, que nos dez meses chegou a 36,2%. “O crescimento nesse nicho de mercado se deve muito às importações de tubos de ligas de aço”. A China manteve a primeira colocação entre os países fornecedores, com 18,3% do total, seguida pelos Estados Unidos (17,6%) e Alemanha (17,1%).

    A Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei) conta com cerca de 70 associados. Ela realiza um estudo que leva em consideração o desempenho das empresas importadoras como um todo. De acordo com a entidade, as importações em bens de capital alcançaram US$ 14,6 bilhões no período de janeiro a novembro de 2017, número 13,5% inferior aos do mesmo período de 2016, quando ficaram na casa dos US$ 16,9 bilhões.

    Não existem dados específicos nesse estudo sobre a importação de máquinas e equipamentos para a indústria do plástico. Christopher Mendes, diretor financeiro da associação, acredita que as empresas do ramo voltadas dedicadas a esse nicho de mercado apresentaram resultados mais positivos do que indica a pesquisa. “Quem está sofrendo mais são as importadoras de máquinas voltadas para a produção de produtos metálicos”, explica.

    Para chegar a essa conclusão, Mendes se baseia em sua experiência pessoal. Ele é diretor da Bravia, importadora de extrusoras, máquinas de corte e solda e de impressão de plásticos. “Converso com várias empresas ligadas ao meio do plástico e elas estão conseguindo bons negócios”. Como exemplo, ele cita a Haitian, maior importadora de injetoras do país, que acaba de se associar à Abimei. “A realização da Feiplastic no ano passado foi positiva para essas empresas”, emenda.

    O diretor financeiro está otimista em relação a 2018. “A perspectiva é boa. A inflação está baixa, há estabilidade na economia”. Ele acredita que os resultados podem ser influenciados, de maneira positiva ou negativa, pelos eventos que devem “agitar” o ano. A realização da Copa do Mundo, para ele, não é lá muito bem-vinda. O torneio atrapalha a produtividade das empresas. As eleições têm um lado positivo. “É o último ano de mandato do presidente e governadores e eles sempre investem para entregar obras”. E um lado negativo. “O ambiente político pode atrapalhar os negócios”.



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