Plástico

Plásticos – Previsão de crescimento tímido gera otimismo cauteloso entre os transformadores de resinas – Perspectivas 2018

Jose Paulo Sant Anna
3 de abril de 2018
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    Distribuidores – O mercado formado pelos distribuidores de resinas também tem previsão otimista para 2018, sentimento baseado no início de recuperação do mercado ocorrida no ano passado. “Fechamos 2017 com crescimento aproximado de 3,1%”, informa Laercio Gonçalves, presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (Adirplast). No ano, as vendas das empresas ligadas à associação são estimadas em 402 mil toneladas (faltam os dados consolidados de dezembro), contra 389,7 mil toneladas comercializadas em 2016.

    O crescimento ocorreu de forma generalizada não somente entre as commodities, mas entre todos os produtos. Fazem parte da lista os polietilenos, polipropilenos, ABS, SAN, poliacetal, acrílico, policarbonato, poliuretano, EVA e poliamidas 6 e 6.6. As vendas dos associados da Adirplast respondem por cerca de 50% do varejo ou 10% do total de vendas de resinas no país. O varejo atende cerca de 20% da demanda, a comercialização dos outros 80% é feita diretamente pelas petroquímicas junto aos grandes transformadores. No ano passado, os associados apresentaram faturamento em torno de R$ 3,5 bilhões.

    O otimismo do presidente da Adirplast também está ligado ao lançamento pela associação do Programa Pró-Distribuição, que será apresentado oficialmente no início do ano. “Esta é uma campanha nacional audaciosa focada na ética da compra de resinas plásticas, filmes BOPP-PET e de plásticos de engenharia pelo mercado de varejo”. O dirigente promete explicar todos os detalhes da ação no lançamento.

    Máquinas e equipamentos nacionais – Não existem dados oficiais sobre o desempenho das empresas nacionais fornecedoras de máquinas e equipamentos para a indústria do plástico. As informações disponíveis sobre o setor como um todo são fornecidas pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Dentro do estudo feito pela associação, existe a categoria máquinas e equipamentos para a indústria da transformação, na qual se encaixam, entre outros, os fabricantes de injetoras, extrusoras, sopradoras e outras utilizadas pela indústria do plástico. Esse nicho tem participação de 8,5% no total de vendas realizadas.

    De acordo com a associação, a expectativa para 2018 é positiva, apesar de apresentar números menos favoráveis do que os de outros segmentos da indústria do plástico. A se confirmar em 2018 um aumento do PIB na casa dos 2,5%, os líderes da Abimaq acreditam em um crescimento entre 0,5% e 0,7% na venda de máquinas nacionais em relação a 2017. Seria o primeiro resultado positivo depois de quatro anos consecutivos de queda.

    Para o presidente executivo José Velloso Dias Cardoso, alguns fatores colaboram com a visão positiva. Ele prevê estabilidade da economia com geração de empregos e inflação baixa, fatores que incentivam o consumo e podem colaborar com a retomada dos investimentos na compra de equipamentos. Não custa lembrar os ganhos em produtividade e economia de energia elétrica dos novos equipamentos, incentivo importante para quem está disposto a investir.

    Plástico Moderno, Cardoso: estabilidade econômica estimula a venda de máquinas

    Cardoso: estabilidade econômica estimula a venda de máquinas

    A ressalva fica por conta dos índices de ociosidade dos diversos segmentos da indústria, ainda elevados e que não encorajam os transformadores a colocarem suas mãos nos bolsos. Tal dificuldade fica bem clara quando se analisa o desempenho do mercado interno. Nos dez primeiros meses do ano passado o consumo aparente caiu 20,4% em relação ao mesmo período de 2016, número bastante elevado. “O nível de investimentos no país necessário para o país crescer de forma significativa precisaria estar no mínimo na faixa dos 21%. Ele anda na casa dos 16%”.

    De janeiro a outubro, a receita líquida das empresas do setor ficou na casa dos R$ 55,9 bilhões, valor 3,1% inferior ao do mesmo período do ano passado. Para Dias Cardoso, um aspecto que pode ser considerado positivo, detectado ao longo do segundo semestre, foi o da interrupção das quedas mais fortes verificadas nos primeiros meses do ano. Os negócios no segundo semestre se aproximaram da estabilidade. O nível de utilização da capacidade instalada chegou ao final de outubro aos 74,1%, no mesmo mês do ano anterior ele era de 65,6%.

    As exportações colaboraram muito com a melhora do ambiente. Números da Abimaq registram que elas cresceram 13,1%, chegando ao patamar de US$ 7,3 bilhões. Para o dirigente da Abimaq, existem dois motivos para esse desempenho positivo, a despeito dos problemas de competitividade causados aos fornecedores nacionais pelo chamado “custo Brasil” e pela taxa de câmbio desfavorável – para ele, a indústria nacional precisaria do dólar na casa dos R$ 3,90 para as empresas chegarem ao nível de rentabilidade dentro dos conceitos normais do mercado.



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