Plásticos nos óculos – Sucedâneo do vidro nas lentes, o plástico agora avança a olhos vistos nas armações

Plástico Moderno, Roberto Ribeiro, representante técnico de vendas, Plásticos nos óculos - Sucedâneo do vidro nas lentes, o plástico agora avança a olhos vistos nas armações
Ribeiro destaca alta transparência

A Eastman conta com a linha de plásticos celulósicos (acetatos e propianatos) Tenite, que podem ser utilizados na produção de estruturas de óculos. De acordo com Roberto Ribeiro, representante técnico de vendas da empresa, uma das características dos produtos é a elevada resistência ao impacto. “São materiais também recomendados para a fabricação de tacos de golfe”, ressalta.

Outras características dos plásticos da Eastman são os elevados índices de transparência conferidos às peças e a boa aceitação às tintas. “Não existem grandes diferenças entre os acetatos e os proprianatos. Os proprianatos apresentam um pouco mais de facilidade para receber tintas, contam com concentração menor de alguns aditivos que facilitam a ancoragem”, explica. Os materiais da Eastman, em geral, são injetados. Mas também podem ser extrudados em placas que gerem peças ao serem usinadas.

Ribeiro também lamenta as dificuldades enfrentadas pela indústria nacional de óculos. “O mercado brasileiro é pequeno, existe uma grande concorrência dos produtos chineses. Devemos vender apenas entre 120 e 150 toneladas por ano de plásticos para a indústria de óculos”, informa. A vantagem fica por conta da lucratividade das vendas, apontada como positiva.

No campo das lentes corretivas, a importação dos polímeros também ocorre em larga escala. “A Surfnew só adquire os blocos do exterior”, exemplifica Lira. O sócio do laboratório ressalta, no entanto, a existência de fabricantes instalados no Brasil. Entre os produtores dos polímeros, ele aponta a multinacional francesa Essilor (com fábrica em Manaus-AM), a alemã Carl Zeiss Vision (Petrópolis-RJ) e a japonesa Hoya (Rio de Janeiro-RJ). As três também produzem os blocos.

Seja no caso das armações ou das lentes de sol ou corretivas, os profissionais das empresas fornecedoras de óculos ou de matérias-primas concordam em unanimidade: com o avanço da tecnologia dos polímeros, o plástico deve continuar a ganhar terreno dentro da indústria óptica nos próximos anos. Até quem sofre de grave miopia pode ver.

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