Plásticos nos Automóveis: Carro Elétrico impõe desafios para o setor

Eletrificação da frota traz desafios para toda a cadeia produtiva

As notícias vindas das montadoras nacionais não são alvissareiras.

No primeiro semestre do ano pouco mais de 1,14 milhão de veículos deixaram as linhas de montagem, número 57,5% superior aos produzidos no ano passado.

Numa comparação mais justa, em relação ao primeiro semestre de 2019, houve retração de 22%.

A expectativa para o resto do ano é a de obtenção de resultados modestos, com desempenho melhor no segmento de caminhões do que no de automóveis.

Além da redução da procura por parte dos consumidores desde o início da pandemia e das crises econômica e política, a indústria automobilística sofre com a falta de componentes, em especial semicondutores, fato que tem provocado paralisações nas linhas de produção.

“Estimamos que a falta de semicondutores tenha impedido que entre 100 mil e 120 mil veículos fossem produzidos no primeiro semestre. Esse problema afeta todos os países produtores e tem impedido a plena retomada do setor”, informa Luiz Carlos Moraes, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O momento não é favorável para as multinacionais fornecedoras de matérias-primas plásticas, que faturam alto com vendas efetuadas em volumes generosos para a indústria automobilística – estima-se que, na média, conforme o modelo, de 20% a 30% do peso de um carro é formado por plásticos. Sem falar no elevado valor dos itens oferecidos.

Nos veículos há forte presença de peças técnicas fabricadas com compostos sofisticados, plásticos especiais ou de engenharia.

Em valor de consumo, o setor automobilístico correspondeu a 8,9% do total arrecadado pela indústria do plástico em 2020, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).

O setor ocupa o segundo posto em importância, atrás apenas da construção civil (23,9%).

Se o momento atual não gera grande expectativa, uma revolução deve alterar esse quadro no Brasil no final dessa década.

“Ultimamente temos observado eventos climáticos extremos, como enchentes na Europa e na China, incêndios devastadores no Mediterrâneo e nos EUA, seca e geadas no Brasil, além de temperaturas aumentando em escala global”, lembra Moraes.

Diante da cobrança dos consumidores, a solução tem sido a chegada ao mercado de veículos mais amigáveis ao meio ambiente, em especial os impulsionados por energia elétrica.

Nos países ricos, a novidade faz sucesso e a produção de modelos novos dotados com motores que se utilizam apenas de combustíveis fósseis parece estar com os dias contados – é possível que soluções híbridas, que combinem eletricidade e combustíveis renováveis, continuem a equipar novos automóveis por prazo maior.

De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA) foram vendidas 1,1 milhão de unidades de automóveis elétricos no primeiro trimestre de 2021 em todo o mundo.

A procura tem aumentado e o potencial de vendas para esses modelos é promissor.

No Brasil, a produção de veículos elétricos ainda não saiu do papel e a venda desses automóveis importados é bem reduzida.

No primeiro quadrimestre foram vendidos 7.290 veículos, número que representa menos de 2% do total comercializado.

Apesar da procura reduzida, houve aumento de 29,4% sobre o total das vendas do ano passado. Mesmo levando-se em conta que as unidades oferecidas têm preços bastante elevados.

Choque elétrico – As principais montadoras atuam de forma global e para se inserir na nova realidade a indústria brasileira precisa se adequar à produção de modelos elétricos.

A preocupação com o tema levou a Anfavea a patrocinar o recém-lançado estudo “O Caminho da Descarbonização do Setor Automotivo”.

De acordo com a pesquisa, dependendo do cenário, veículos leves eletrificados responderão por 12% a 22% do mix de vendas em 2030 no país, e de 32% a 62% em 2035.

Veículos pesados com novas tecnologias serão de 10% a 26% em 2030 e de 14% a 32% em 2035.

Mesmo na menor das expectativas, será inevitável a oferta de milhares de unidades de carros elétricos na próxima década por aqui.

O estudo calcula que para atender essa demanda serão necessários mais de R$ 150 bilhões em investimentos nos próximos 15 anos, em tecnologia e infraestrutura, feitos pela cadeia automotiva, produtores de combustíveis/energia e poder público.

O quadro também chama a atenção dos fornecedores de peças, onde se encaixam as transformadoras de plásticos que atuam no setor.

“Temos participado ativamente de todos os fóruns de análise do desenvolvimento da eletrificação automotiva no Brasil”, informa Gábor Deák, diretor de tecnologia do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

Deák explica que investimentos futuros dependerão dos rumos a serem tomados pelo setor.

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Gábor Deák, diretor de tecnologia do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças)

“As decisões não são tomadas pela indústria de autopeças”.

Ele também destaca que por um bom período os motores flex e a diesel ainda serão maioria na frota. Isso aumenta a importância dos biocombustíveis para reduzir emissões de CO2.

Há boa oportunidade para o etanol brasileiro, como combustível do futuro.

“A solução mais adequada, em nossa opinião, será a combinação de eletrificação com combustão a biocombustíveis”.

Os fabricantes nacionais de equipamentos também estão de olho no futuro das montadoras.

“Todo investimento feito no país gera vendas de máquinas e, no caso da descarbonização, fenômeno que atingirá não apenas a indústria automobilística, isso vai ocorrer com certeza”, avalia José Velloso, presidente executivo da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

“Nós temos um conselho automotivo, que reúne integrantes das montadoras, empresas de autopeças e ferramentarias, que está tratando do assunto”, informa.

Desafio – A nova era traz um grande desafio para os fornecedores de resinas. Uma das armas para aumentar a autonomia dos veículos elétricos é a redução do peso, o que abre caminho para aumentar de maneira significativa a participação em peso do plástico nos modelos futuros.

Além disso, o material oferece versatilidade de design e simplicidade na manufatura, entre outras vantagens quando comparado a outras matérias-primas.

Por isso, as empresas químicas estão investindo pesado em pesquisa e desenvolvimento para lançar grades capazes de atender a demanda a ser gerada por uma nova geração de autopeças.

Todas, sem exceção, fazem trabalhos em conjunto com as montadoras clientes para chegar a soluções inovadoras pontuais.

“O segmento automobilístico é de grande relevância para a Braskem, tanto por seu porte, quanto pela contribuição do plástico na evolução sustentável do setor. Ao todo, cerca de 4% da sua produção de resinas (PE, PP e PVC) é destinada para este mercado anualmente, para as mais variadas aplicações”, resume Renato Yoshino, diretor dos negócios de agro, infraestrutura e indústria na empresa nacional.

Para dimensionar essa importância, o diretor informa que um carro possui, em média, 60 kg de polietileno e polipropileno em peças e acessórios.

“Além disso, temos ampla gama de produtos químicos que também tem papel fundamental na produção automotiva. Cerca de 25% dos solventes produzidos e vendidos pela Braskem são consumidos pelo mercado de tintas automotivas, seja para pintura ou repintura”.

Entre as formulações oferecidas, Yoshino destaca os polietilenos HS4506, indicado para tanques de combustível, e os materiais GF4950/ GF4950HS usados em reservatórios e dutos, entre outras aplicações.

Entre os grades de polipropileno, ele aponta os CP393, F1000HC e TI2900C, bastante utilizados na produção de compostos que posteriormente são transformados em painéis, para-choques, painéis de porta e outras aplicações.

A Braskem também oferece a linha I’m Green recycled, composta por diversas formulações pós-consumo provenientes da reciclagem mecânica.

Entre os lançamentos mais recentes da Braskem para este mercado está a resina TI2900C, que quando adicionada à formulação do composto elimina a formação de marcas de fluxo em peças grandes e de espessuras finas.

Outra novidade é o grade F1000HC, que possibilita a entrega de compostos para projetos que buscam a redução de peso em peças.

O diretor reconhece que a indústria automobilística passa por momento delicado.

“A retomada depende de diferentes fatores, desde a normalização do fornecimento de insumos, confiança do consumidor, crédito competitivo e retomada da economia”.

Entre os investimentos em inovações, o surgimento dos veículos elétricos é visto como desafio e oportunidade.

“Temos equipes monitorando as mudanças de comportamento da sociedade com o objetivo de nos anteciparmos às necessidades e criar soluções”.

Ampla e notável – A Solvay fabrica polímeros especiais usados em diversas aplicações nos automóveis, quando o desempenho do material é característica relevante para o produto final.

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André Savioli, gerente do mercado automotivo e de transportes do Grupo Solvay

“A indústria automotiva é um dos mercados em que o Grupo Solvay está inserido de maneira ampla e notável”, resume André Savioli, gerente do mercado automotivo e de transportes.

Os principais produtos oferecidos para o setor são: Amodel PPA (poliftalamida), utilizado em peças que precisam de elevada resistência a altas temperaturas e química; Ryton PPS (sulfeto de polifenileno), empregado na composição de componentes elétricos e produtos com alta resistência à hidrólise; Tecnoflon FKM (fluoroelastômero), usado na produção de retentores e anéis de vedação de alta performance; e o Veradel Polietersulfonas, indicado para a fabricação de componentes de iluminação.

Dois lançamentos da Solvay são apresentados por Savioli.

O PPA Amodel Bios é uma poliftalamida de composição parcialmente obtida de fontes renováveis.

Com o produto, de acordo com a empresa, se encontram a obtenção de peças com excelente acabamento de superfície e capacidade de coloração, alta estabilidade dimensional e resistência química.

A linha Amodel Supreme (PPA), explica o gerente, apresenta melhor relação entre estabilidade dimensional e choque térmico em faixa de temperatura mais ampla do que os PPAs tradicionais.

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Amodel Bios oferece elevada estabilidade aos conectores

Savioli reconhece que a falta dos semicondutores para fabricação de microchips está afetando o mercado automotivo.

“Porém, os resultados das nossas vendas em relação ao ano passado estão subindo devido às novas aplicações e novos clientes conquistados”.

Ele lembra que a empresa oferece ampla gama de materiais para carros híbridos e elétricos.

“São diversas soluções que vão desde produtos para a fabricação de baterias até componentes do próprio carro, tais como sensores, peças para motores elétricos, conectores e peças estruturais que substituem materiais metálicos”.

Extenso portfólio – A Basf se apresenta como líder mundial no fornecimento de produtos para a indústria automobilística.

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Jefferson Schiavon, diretor de soluções para transportes do negócio de Materiais de Performance da BASF

“Temos amplo portfólio de produtos aplicados em diversos componentes do veículo”, resume Jefferson Schiavon, diretor de soluções para transportes do negócio de Materiais de Performance.

A empresa fornece plásticos de engenharia e espumas, além de produtos químicos como tintas e revestimentos, aditivos e lubrificantes e vários outros.

No campo dos plásticos de engenharia, destaque para os produtos Ultramid (PA 6, PA 6.6, PA 6.10 e copoliamidas), também oferecidos em versões com modificadores e/ou reforçados com distintos tipos e quantidades de cargas.

“Eles apresentam soluções que combinam rigidez, resistência ao impacto, resistência à fadiga e fluidez, entre outros atributos”.

Ainda no segmento de plásticos de engenharia, a empresa oferece as marcas Ultradur (PBT e blendas especiais), Ultraform (POM), Ultramid Advanced (PPA) e Elastollan (TPU).

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Polímeros da Basf são empregados para produzir diversos itens

Ela também comercializa poliuretanos, voltados para aplicações em filtros de ar, volantes, tetos e isolamentos acústicos, entre outros, além da linha Cellasto, indicada para aplicações em sistemas de suspensão.

Entre as novidades da Basf, encontram-se os produtos Ultramid B3E2G6 SI BK23353 e o Ultramid B3E2G10 SI BK23353, grades base PA 6 da família SI (Surface Improved), oferecidos nas versões 30% e 50% de fibra de vidro.

“Eles permitem fazer peças com acabamento texturizado ou fosco sem a necessidade de pintura especial, para aplicações interiores com apelo estético”.

Outro lançamento é o Ultramid Advanced N3HG6, PA 9T reforçado com 30% fibra de vidro, indicados para componentes do sistema de gerenciamento térmico em veículos com motor movido a célula de combustível (Fuel Cell).

“É ideal para a carcaça de termostatos, válvulas e componentes do sistema de escape”.

Schiavon explica que 2020 foi muito desafiador para o setor automotivo.

“Em um primeiro momento, a paralização no setor chegou a ser completa, com a suspensão de atividades da grande maioria das montadoras”.

Após o período de forte queda, houve reação.

“O balanço do primeiro semestre de 2021 nos mostra recuperação de 75% das nossas vendas de materiais de performance em comparação com o segundo semestre de 2020, com aumento significativo de volumes para a indústria automotiva”.

Para ele, os veículos elétricos representam grande avanço em termos de tecnologia e oferecem amplo campo para desenvolvimento de inovações.

“Nossa expertise, em co-criação com os clientes, viabiliza iniciativas inovadoras e dedicadas na busca de novas aplicações”.

Parcerias – Em 2020, a indústria automotiva e de transportes representou 19% das vendas totais da Covestro, ocupando o segundo lugar entre todas as indústrias atendidas.

Os policarbonatos são os polímeros de destaque na linha oferecida pela multinacional.

“A empresa possui relação de parceria de anos com os principais players do segmento automotivo, desenvolvendo aplicações como peças para os espaços interno e externo dos carros, iluminação, proteção para baterias de carros elétricos, entre outros produtos”, informa Jéssica Martendal, diretora para a América Latina da Entidade de Negócios Plásticos de Engenharia.

Entre as parceiras, nomes como Toyota, BMW, Bugatti e NIO.

A empresa comercializa as marcas Makrolon (policarbonatos), Apec (policarbonatos de alta temperatura), Bayblend (blendas PC/ABS ou PC/ASA) e Makroblend (PC/PBT ou PC/PET), além de ampla gama de resinas e blendas de poliuretano termoplástico (TPU) de desempenho avançado.

Entre as aplicações com os produtos Covestro se encontram telas e displays, assentos, peças para iluminação, revestimentos interiores, entre outras.

“De veículos e ônibus elétricos a bicicletas e até aviões, os sistemas de armazenamento de energia têm papel crucial na mobilidade do futuro. Nosso portfólio garante adaptabilidade a todos os métodos de gestão de resfriamento, resistência ao calor e dimensões estáveis”, acrescenta.

Uma linha recente é a de policarbonatos condutivos para dissipadores de calor em faróis, com a marca Makrolon TC.

“Com essa linha apresentamos uma opção com redução de peso do produto final, segurança a impactos e impacto positivo para o custo do projeto”.

Jéssica lembra que 2020 foi marcado por redução de vendas para o setor automotivo.

“Notamos uma recuperação no segmento automotivo desde o final do ano, resultado que se manteve durante o primeiro trimestre de 2021. No segundo trimestre, registramos crescimento nos volumes vendidos nos setores automotivo e de transportes em todas as regiões, alavancando, principalmente, as vendas de plásticos de engenharia”.

Ela reconhece, entretanto, se tratar de mercado extremamente volátil e de rápidas mudanças.

Peças diferenciadas – Desenvolver novos grades de matérias-primas com alto desempenho para atender o mercado é uma das principais preocupações atuais da Toray.

A multinacional oferece quatro linhas de plásticos de engenharia.

O carro-chefe em volume de vendas é o ABS.

Também são oferecidos poliamida 6 e poliamida 6.6, PBT e PPS.

“Estamos lançando no Brasil o polímero ASA, plástico de engenharia com alta fluidez”, informa Luiz Rocha, gerente de vendas e marketing do escritório brasileiro.

A empresa já conseguiu comercializar a novidade junto a alguns fabricantes nacionais de peças de grande porte.

“Graças às suas características, o material é indicado para grades frontais e outras peças que precisem de perfeito acabamento”.

Rocha explica que o momento atual do mercado brasileiro de automóveis não permite muito otimismo.

“As montadoras estão enfrentando alguns problemas, como a falta de matérias-primas e componentes, além da crise logística presente no segmento de frete marítimo, em um momento de crise econômica”.

Isso tem impactado o volume das vendas.

“Comparado a 2019, estamos com desempenho bem abaixo. Nossa expectativa é de que a crise deve perdurar até o meio do próximo ano”.

O gerente acredita que a chegada dos carros elétricos deve movimentar o mercado brasileiro nos próximos cinco ou dez anos.

“As legislações de alguns países europeus já preveem a total substituição dos motores a explosão que equipam os automóveis novos. Na Alemanha, a troca está prevista para 2025, em outros países para 2030”.

Para Rocha, com a forte globalização do setor, o Brasil terá que se enquadrar na nova realidade.

Cliente preferencial – “A indústria automobilística continua sendo nosso principal segmento. Isto faz com que os nossos principais desenvolvimentos sejam direcionados para este setor, tornando-os diferenciados”, garante Luís Baruque, gerente de desenvolvimento e marketing automotivo para a América do Sul da Radici.

Os principais produtos do portfólio da empresa destinados ao setor automotivo são as poliamidas 6 e PA 6.6, amplamente utilizadas em peças como coletores de admissão, tampas de motores, maçanetas de porta, reservatórios e componentes de interiores, entre outras.

O lançamento mais recente da Radici para o segmento foi a linha Radilon Mixloy, formada a partir da blenda da poliamida 6 com ABS. A blenda se destina a aplicações em peças localizadas no habitáculo dos veículos.

“Ela proporciona excelente aspecto superficial, resistência química e térmica”. Baruque também destaca vários outros produtos lançados nos últimos anos para esse mercado, como o Radilon Aestus T (PPA), Raditeck P (PPS), Radilon D (poliamida 6.10) e Radilon NeXtreme (poliamida 66 modificada para resistir a altas temperaduras.

Mesmo com os problemas enfrentados pela indústria automobilística nos últimos tempos, a empresa espera fechar o ano com crescimento nas vendas na casa dos 10% em relação a 2020.

“Apesar do setor automotivo ser considerado nosso principal segmento, existem outros clientes que fazem com que nossas vendas venham se mantendo”.

A Radici vem trabalhando muito forte no desenvolvimento de produtos para o mercado dos carros elétricos, principalmente na China e na Europa, atualmente os principais mercados para esses veículos.

“Temos desenvolvidos muitos produtos autoextinguíveis principalmente em cores fortes. Acreditamos que este segmento somente estará forte no Brasil a partir de 2030, em razão da nossa fraca infraestrutura”.

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