Plásticos Especiais – com forte dependência das montadoras, o setor prospecta novos espaços para expandir negócios

Por conta dessas expectativas, a empresa está trazendo para o mercado brasileiro algumas novidades, a maioria policarbonatos, entre os quais o copolímero CFR de alta transparência e resistência à chama, com classificação V0 para espessuras de parede inferiores a 1,0 mm e 5VA para espessuras de 3,0 mm. O diretor ressalta a ausência de aditivos bromados, clorados e de fosfatos, apontando-o como uma solução sustentável em produtos retardantes à chama, em conformidade com os principais protocolos ambientais, tais como a Restrição de Substâncias Perigosas (Restriction of Hazardous Substances – RoHS) e TCO99 Internacionais.

As solicitações para elevar a temperatura de funcionamento contínuo dos sistemas de iluminação por LEDs, a fim de obter maior eficiência do sistema, embasam o otimismo de Knecht para deslanchar novos grades de policarbonato da linha Lux: três transparentes e outros três para bulbos de lâmpadas e tubos de LED. De acordo com ele, as resinas Lux 2110T, 2010T e 2910T utilizam nova tecnologia que proporciona cores similares aos padrões tradicionais, com vantagem de maior estabilidade de cor e transmissão de luz, mesmo durante o processo de envelhecimento térmico. Ele ainda ressalta a retenção de mais de 98% de transmissão de luz inicial, até sob temperatura de 130ºC por mais de 5 mil horas. “Em exposição a faixas de calor mais típicas, entre 90ºC e 110ºC, a retenção de transmissão é ainda maior.”

O diretor-presidente ressalta que esses produtos proporcionam transmissão de luz aprimorada após envelhecimento térmico para baixos comprimentos de onda, típicos dos sistemas de iluminação por LED. Além disso, atendem à norma UL 94 com classificação V-2 para 0,8 mm de espessura de parede, e índice de inflamabilidade (glow wire flammability índex – GWFI) de 850ºC para um mm (de acordo com a norma 60695-2-12, da International Electrotechnical Commission – IEC).

De olho na tendência de miniaturização dos dispositivos eletrônicos, Knecht destaca o policarbonato copolímero da família HFD. Ele atribui ao material elevada fluidez, sem perda de tenacidade, e ressalta benefícios como maior flexibilidade de design, elevado desempenho termomecânico e ótimo acabamento superficial, mesmo nas peças de paredes mais finas. Em tempos de maiores cuidados ambientais, outro ponto relevante do produto fica por conta do uso de aditivos naturais.

O copolímero de policarbonato com siloxano, da série EXL, também atende às exigências impostas pela miniaturização. O diretor imputa ao polímero excelente desempenho mecânico, especialmente a resistência ao impacto sob baixas temperaturas e a facilidade na desmoldagem, sinônimo de menores tempos de ciclo de injeção. Por oferecer boa processabilidade, Knecht assegura à fabricação de peças com o copolímero geometrias mais complexas e de dimensões reduzidas, com o mesmo desempenho mecânico.

A cesta de produtos da Sabic endereçada ao setor eletroeletrônico ainda inclui a resina ABS e sua blenda com policarbonato. O diretor da empresa indica o grade MG8000SR do terpolímero, desenhado para propiciar alto brilho e elevada resistência ao risco, para aplicações como peças para computadores, eletrônicos e eletrodomésticos. Da família de blendas, Knecht chama a atenção para os grades da família CX, elaborados com a tecnologia do copolímero de siloxano aliada à elevada resistência à chama, com isenção de bromo ou cloro, e de acordo com a norma UL 94, classificação V0 para 0,75 mm de espessura. “Possui excelente equilíbrio entre fluxo e desempenho mecânico, permitindo a injeção de peças com paredes finas em diversas cores”, atenta o diretor.

Menor e melhor – Algumas aplicações também favorecem os polímeros de alto desempenho, como a poliarilamida (PARA), encontrada em chassis de celulares e smartphones, conquista obtida por propriedades como acabamento superficial, alta fluidez, resistência mecânica e coloribilidade. Com a tendência de miniaturização, a Solvay concentrou esforços para ampliar a resistência ao impacto do polímero sem alterar suas outras características, façanha obtida em grades de poliarilamida modificada (marca Kalix). Alexandre M. Guimarães, Commercial Manager South America – Specialty Polymers, indica essas variedades da resina para moldar peças com paredes muito finas e com exigências de grande precisão. “O que é fundamental quando se busca embutir cada vez mais tecnologia num espaço sempre reduzido”, comenta.

A previsão de expansão, com anúncio de novas fábricas no país para tablets e jogos eletrônicos anima a gerente de unidade de negócios para as áreas médica e de consumo da Ticona, Simone Orosco, que sugere para o setor o polímero de cristal líquido, apontado por sua propriedade antichama inerente e ainda por apresentar estabilidade dimensional e rigidez e resistência mecânica elevadas em espessuras de paredes muito finas.

Por conta de propriedades como flexibilidade intrínseca de elevada durabilidade, o poliuretano termoplástico (TPU) é considerado uma especialidade pela DSM, que oferece à indústria de eletroeletrônicos a resina tradicional e também uma opção derivada de fonte renovável. “São produtos aditivados, com formulações específicas que conferem classificação V0, manutenção da cor e propriedades mecânicas, entre outras”, elogia Andrea Serturini, vice-presidente DEP Américas GM Latam.

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