Plástico

Plásticos de engenharia – Indústria investe em novas aplicações e em segmentos diferenciados como estratégia para expandir seus negócios

Plastico Moderno
23 de outubro de 2009
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    No caso da América Latina, o processo de inovação em plásticos de engenharia vem sendo liderado pelas empresas multinacionais, que possuem o suporte de avançados centros globais de P&D. Porém, essa é uma estratégia da qual os produtores não esperam colher frutos no curto prazo, uma vez que desenvolvimento técnico e aprovação em potenciais clientes podem consumir algum tempo.

    Embora a poliamida seja o plástico de engenharia mais consolidado na América Latina, polímeros como o POM e o PBT possuem propriedades técnicas a ser exploradas e os preços dos mesmos têm se tornado cada vez mais competitivos em relação a outras resinas. Hoje, estima-se que POM e PBT juntos correspondam a menos de 10% do mercado de plásticos de engenharia na América Latina. Assim, empresas que possuem esses produtos em seu portfólio estão redirecionando seu foco para explorar as potencialidades dos mesmos.

    Outro movimento interessante na indústria de plásticos é a reorganização das unidades de negócios por meio da lógica de mercado final, em vez de categorias de produto ou composição química. Alguns players têm adotado essa estratégia como uma forma de entender mais a fundo as necessidades do consumidor e assim tornar mais efetiva a busca por nichos de alto valor agregado.
    Nos próximos dois anos, o foco em soluções customizadas deve também ser intensificado. Um pacote de soluções customizadas, difícil de ser reproduzido pela concorrência, pode elevar a competitividade do produtor. Os atributos do produto passam a ser analisados pelos players de uma forma ampliada, agregando aspectos técnicos, logísticos, canais de distribuição e serviços de pós-venda. As empresas preparadas para oferecer os melhores pacotes serão as mais eficientes na fidelização de clientes.

    De uma forma geral, apesar de ser suprida com grandes volumes de importação, a demanda por plásticos de engenharia na América Latina vem crescendo a uma taxa média de 5% a 7% nos últimos três anos e deve atingir um crescimento médio anual (CAGR) de 4,5% de 2009 a 2015. Diversas estratégias de crescimento vêm sendo utilizadas pelos principais players na região, levando a América Latina a ser vista como uma região de forte potencial para a expansão e consolidação de novos negócios no setor de plásticos de engenharia.

    Sobre a Frost & Sullivan – A Frost & Sullivan é uma companhia de consultoria em crescimento e estratégia empresarial que, por meio de parcerias com seus clientes, fornece informações de inteligência de mercado e projetos de consultoria customizados. A Frost & Sullivan atua com mais de 30 escritórios globais, sendo quatro destes localizados na América Latina.

    A AUTORA

    Alessandra Lancellotti é engenheira química pela Universidade de São Paulo, com especialização em Marketing pela Plástico, Alessandra Lancellotti, engenheira química pela Universidade de São Paulo, com especialização em Marketing pela FGV e atua como analista da área de Químicos e Materiais da consultoria norte-americana Frost & Sullivan , Plásticos de engenhariaIndústria investe em novas aplicações e em segmentos diferenciados como estratégia para expandir seus negócios FGV. Atua como analista da área de Químicos e Materiais da consultoria norte-americana Frost & Sullivan, sendo responsável por estudos de mercado e projetos de consultoria para empresas do setor na região da América Latina. Na Frost & Sullivan, participa de projetos de inteligência de mercado nas áreas de Plásticos de Engenharia, Biocombustíveis, Químicos para Construção Civil, Embalagens e Aditivos para Alimentos. Além disso, possui passagem por empresas como Oxiteno e Eastman Chemical.


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