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Plásticos de engenharia: Corrida por carros mais leves conduz aos polímeros especiais

Maria Aparecida de Sino Reto
20 de janeiro de 2014
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    Plástico Moderno, PA 12 da DSM compõe tubos flexíveis para uso no offshore

    PA 12 da DSM compõe tubos flexíveis para uso no offshore

    A DSM também entrou como parceira de apoio para o LIPA-Team (Lightweight Integrated Process Application ou Aplicação de Processo Integrado Leve), que visa ao desenvolvimento de um processo industrial para produzir peças de compósitos termoplásticos avançados reforçados com fibras contínuas. A fabricante entra com seu know-how de aplicação e seleção de materiais, desenvolvimento da peça, engenharia e processamento de material e aposta numa evolução da tecnologia de moldagem por injeção combinada de compósitos termoplásticos reforçados com fibra contínua.

    Ainda com o foco na leveza, a DSM anuncia o lançamento de uma linha de compósitos reforçados com fibra de carbono formulados com a PA 4.10 da família EcoPaXX, a poliamida 6 Akulon e a PA 4.6 Stanyl, com a proposta de reduzir o peso de peças na lataria e no chassi. Os compósitos reforçados com fibra de vidro pretendem reduzir o peso de componentes semiestruturais.

    Para a indústria de embalagens alimentícias, a DSM aposta no potencial da poliamida 6 em filmes do tipo soprados para embalagens flexíveis de alimentos, tanto em monocamadas como nas estruturas coextrudadas, e anuncia o lançamento da resina Akulon XS com propriedades aprimoradas de cristalização. Segundo a fabricante, essa poliamida possui uma janela de processamento prolongada e oferece novas possibilidades na concepção de multicamadas coextrudadas, bem como em películas monocamadas. Entre as vantagens, destaca melhorias significativas na produção dos seus usuários.

    A nova resina chega ao mercado com a proposta de resolver um problema comum dos fabricantes de filmes de barreira produzidos em linhas de máquinas do tipo sopro: a necessidade de misturar PA6 com poliamidas especiais, amorfas ou copolímeros de PA. Como explica a DSM, a nova resina cristaliza de forma muito mais lenta na bolha do filme do que a poliamida 6, igualando-se à taxa de cristalização de outras camadas de material. O resultado é uma bolha mais estável, que oferece aos processadores mais liberdade para suas condições de processamento.

    Segundo a fabricante, os testes em linhas de produção em larga escala têm mostrado que praticamente não há diferença discernível nas propriedades óticas dos filmes feitos com uma película de poliamida-filme de referência e a Akulon XS, apesar de a cristalização mais lenta criar grandes cristais. As análises evidenciam que todas as propriedades são as mesmas do filme feito com a poliamida 6 padrão.

    Plástico Moderno, Além dos automóveis, a construção civil reforçou os negócios, diz Lavini

    Além dos automóveis, a construção civil reforçou os negócios, diz Lavini

    Alto valor agregado – Os diferenciais da marca e a elevada tecnologia embutida nos seus produtos ajudaram a Evonik a enfrentar as dificuldades impostas pelos vai e vens da economia e conseguir alcançar resultados positivos. O chefe de produto da área de polímeros de alta performance na América do Sul, Vitor Lavini, admite que as oscilações na economia, os gargalos na infraestrutura do país e a desvalorização do real perante o dólar mexem com toda a cadeia, mas registra que a Evonik contornou os obstáculos: “Sempre buscamos caminhos para o crescimento e enfrentamos o ano de forma positiva, oferecendo os diferenciais da marca e a alta tecnologia agregada ao portfólio disponível para o mercado de plásticos.”

    Segundo suas observações, os negócios da empresa se beneficiaram do mercado da construção civil, “um dos que têm registrado melhor desempenho”, e também do ritmo de crescimento, ainda considerado bom, da indústria automotiva.

    Dois materiais sobressaíram nas vendas da Evonik neste ano: as resinas acrílicas da linha Acrylite e as poliamidas 12 e 6.12, da família Vestamid. O polimetilmetacrilato (PMMA), sob os cuidados de Carla Camilo, chefe de produto da área de polímeros acrílicos na América do Sul, manteve o seu filão na produção de autopeças e angariou espaço na construção civil (iluminação residencial e pública), e nas embalagens para cosméticos. Sob o encargo de Lavini, as aplicações das poliamidas 12 e 6.12, por conta de suas mais elevadas propriedades de resistência mecânica e química, se destacaram na indústria automotiva e no setor de óleo e gás (ver matéria sobre o uso de plásticos no offshore em PM 465, de julho de 2013, pág. 6).



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