Plásticos de engenharia: Corrida por carros mais leves conduz aos polímeros especiais

Plástico Moderno, Acrílico especial de alto brilho da Evonik elimina a pintura e possui elevada resistência às intempéries
Acrílico especial de alto brilho da Evonik elimina a pintura e possui elevada resistência às intempéries

Um dos principais termômetros da economia brasileira, o setor automotivo corre o risco de fechar as vendas de 2013 no vermelho. As promoções para deslanchar os estoques no fim do ano podem até surtir efeito e minimizar as perdas, mas mesmo assim o desempenho não deve alcançar o crescimento desejado. Fortemente atrelado às atividades das montadoras, o mercado de plásticos de engenharia deve sentir essa retração.

A instabilidade da economia e a queda na comercialização de carros impuseram à Lanxess um freio nos seus investimentos no país. A empresa, que vinha injetando elevados recursos nas suas unidades brasileiras de borracha e na implantação de uma nova fábrica de compostos de poliamidas e PBT, em Porto Feliz-SP, reviu os seus projetos e anunciou recentemente ajustes estratégicos na unidade de negócios Performance Butadiene Rubbers (PBR), para adequação ao ritmo da demanda doméstica. A conversão da atual produção de sua planta, em Triunfo-RS, de borracha de estireno butadieno em emulsão (E-SBR), utilizada na fabricação de pneus comuns, para borracha de estireno butadieno em solução (S-SBR), usada em pneus de alto desempenho (também chamados de pneus verdes, por propiciar menos emissões de CO2 no meio ambiente, por maior eficiência de combustível, além de outros benefícios), inicialmente planejada para ser concluída no fim de 2014, foi postergada, com finalização provável só em 2016. A demanda reprimida também levou a Lanxess a colocar em hibernação uma parte da capacidade produtiva de E-SBR na unidade de Triunfo.

Só os projetos contemplando a produção em Porto Feliz-SP de compostos baseados em poliamida (marca Durethan, para suas PA6 e PA66) e polibutileno tereftalato (PBT, marca Pocan) permanecem de pé, porém com um pequeno atraso nos planos de inauguração, então prevista para o fim deste ano. O novo cronograma demarca o primeiro trimestre de 2014 para começar as operações da nova planta, com capacidade inicial de 20 mil toneladas anuais.

Segundo informações da Lanxess, essa fábrica contará com equipamentos de última geração e com a maior capacidade disponível no mundo, sinônimo de processos e produtos de elevada tecnologia, idênticos aos fabricados em suas outras unidades na Alemanha, na China, na Índia e nos Estados Unidos. De início, serão ofertados grades de PA6GF30 e PA6GF40, mas o portfólio deve ser ampliado gradativamente com outros compostos, comuns e especiais, formulados com PA6, PA 66 e PBT. A tecnologia de produção de compostos da Lanxess permite a incorporação de até 65% de carga nas receitas baseadas em poliamidas e até 55% nas de PBT, todas de alta fluidez, para aplicações complexas e de espessuras de paredes finas, com o objetivo de substituir metais, especialmente nos segmentos automotivo – esses materiais são certificados pelas principais montadoras em nível global – e de eletroeletrônicos.

As principais peças no setor automobilístico entre as quais a empresa enxerga potencial de substituição de metal são: front-ends, cárter de óleo de câmbio e de motor e caixas de air bags–peças que têm como melhor indicação da fabricante a poliamida 6 com alto conteúdo de carga.

A Lanxess também desenvolveu novos grades de PA 6 e PA66, denominados Durethan XTS1 e XTS2, com um novo sistema de estabilização térmica, que eleva em torno de 60oC ou mais a temperatura de aplicação contínua dos materiais. Chegam a suportar até 230oC e podem substituir especialidades como as poliftalamidas (PPA) e o polissulfeto de fenileno (PPS) em autopeças sujeitas a altas temperaturas nos compartimentos dos motores. Além da tecnologia diferenciada, a fabricante disponibiliza para os clientes serviço de suporte técnico que inclui até simulação em 3D e acompanhamento do processo de produção, finalizando com testes de laboratório do novo produto do cliente.

Não à toa, a fabricante de especialidades reduziu a sua orientação para 2013, aguardando um EBITDA pré-excepcional entre 710 milhões e 760 milhões de euros, números inferiores dentro da variação comunicada anteriormente, de 700 milhões a 800 milhões de euros. No terceiro trimestre deste ano, as vendas do grupo caíram 5% no total em comparação com o mesmo trimestre de 2012, para 2,1 bilhões de euros. O faturamento na América Latina, de 238 milhões de euros, representa um recuo da ordem de 17% sobre o período do ano anterior. A participação da região no faturamento do grupo equivaleu a 12%. Considerando os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que sozinhos responderam por 24% do faturamento do grupo nesse trimestre analisado, houve uma leve alta, de quase 3% no geral, para 497 milhões de euros.

Plástico Moderno, Serturini atribui resultados positivos às estratégias de vendas e expansão
Serturini atribui resultados positivos às estratégias de vendas e expansão

Concorrência desleal – O crescimento do mercado ficou abaixo do esperado também na avaliação do vice-presidente da DSM Plásticos de Engenharia na América Latina, Andrea Serturini. Além das dificuldades impostas pelo quadro econômico, ele precisou disputar com vários players globais que entraram no mercado este ano. “Isso determinou uma situação nebulosa na cadeia de vendas e distribuição, pois algum distribuidor se aproveitou da possibilidade de revender produtos de grandes marcas utilizando sistemáticas fiscais pouco claras”, lamenta.

Mesmo assim, ele considera positivo o desempenho da empresa que, com suas estratégias de venda e expansão, conseguiu ampliar o seu market share no Brasil e em toda a América Latina, conquistando importante posição entre os principais líderes de mercado.

Como parte dessa estratégia de crescimento no Brasil, a empresa assinou, em outubro, um acordo com a Petropol Polímeros, produtora de compostos de plásticos de engenharia e distribuidora de resinas. Pelo tratado, a Petropol passa a produzir compostos formulados com a PA 6 da DSM (Akulon), responsável pela venda desses produtos em toda a América do Sul. Para Serturini, com essa produção local, a DSM ganha maior capacidade de produção global, aliada a uma maior velocidade e eficácia no suprimento do seu portfólio de compostos baseados na PA 6 para os seus clientes globais e locais, na América do Sul.

Além do setor automotivo, as embalagens para alimentos representaram papel de destaque nos negócios da DSM em 2013, como as linhas de PA 6 (Akulon) e dos copolímeros PA 6/6.6 (Novamid), ambas de alta viscosidade e desempenho excelente na barreira ao oxigênio, desenhadas especialmente para embalagens econômicas e que evitam o desperdício de alimentos.

Plástico Moderno, Tampa de motor feita de biopoliamida 4.10 suporta altas temperaturas
Tampa de motor feita de biopoliamida 4.10 suporta altas temperaturas

Preocupada em conferir maior leveza aos veículos, particularmente na substituição de metal por plástico, a DSM desenvolveu uma poliamida 4.6 de alta performance, capaz de suportar temperaturas de até 230oC, com alta durabilidade e resistência à fricção e ao calor elevado. A Stanyl Diablo OCD 2305 BM pode ser processada por extrusão a sopro e, segundo o fabricante, atende a todos os requisitos para dutos com altas cargas de ar quente.

Outro material bem cotado na indústria automotiva neste ano foi o novo EcoPaXX, uma poliamida 4.10 desenvolvida pela DSM com 70% de óleo de mamona em sua composição. O produto possui cadeia polimérica longa, baixa absorção da umidade e alto ponto de fusão, graças à alta taxa de cristalização. Entre as suas principais características, Serturini destaca as ótimas resistências térmica e química, alta resistência mecânica e excelente acabamento externo. Não à toa, esse biopolímero foi escolhido para a fabricação da tampa do motor do Mercedes-Benz Classe A, “o que resultou na diminuição de 40% dos índices de carbono do veículo, em relação a outras coberturas de motor”, ressalta o vice-presidente, que comemora uma premiação recebida pela EcoPaXX. A resina conquistou a terceira colocação no ranking de “Produtos e Tecnologias Sustentáveis 2013”, no 6o Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – Sustentar 2013, realizado em agosto, em Belo Horizonte-MG.

Outro produto de destaque nos negócios da DSM neste ano foi o copoliéster elastomérico Arnitel, de dureza Shore D, desenhado para trabalhar em uma faixa ampla de temperatura. Indicado para substituir borrachas, o copoliéster mantém as propriedades mecânicas em temperaturas altas e baixas, a partir de -45oC e até 150oC, sem perder a sua flexibilidade, elasticidade e permeabilidade ao vapor de água e resistências química e térmica.

Os novos desenvolvimentos da DSM também se endereçam à indústria automobilística e à de embalagens para alimentos. No primeiro caso, o Peugeot 508 estreou uma nova PA6 de alta fluidez da família Ultraflow no seu reservatório de óleo, em substituição ao metal. Além do menor custo de fabricação da peça, o polímero contribui com mais leveza, sinônimo de menor consumo de combustível e de emissões de dióxido de carbono durante a vida útil do veículo.

A peça foi moldada com poliamida pela empresa francesa Steep Plastique, que concebeu um reservatório 60% mais leve em comparação à versão metálica, segundo informações da DSM. A peça foi aprovada em testes severos de impacto de guia, impacto em pedras e de queda de motor. A resina utilizada nessa aplicação foi a Ultraflow K-FHG7, reforçada com 35% de fibra de vidro e estabilizador térmico de poliamida 6 com ótimas propriedades de fluidez. A família Ultraflow beneficia em especial peças de parede fina com caminhos de fluxo longo e altas exigências estéticas. O uso dessas resinas confere significativa redução no consumo energético, fruto do elevado fluxo e da alta velocidade de processo.

Plástico Moderno, PA 12 da DSM compõe tubos flexíveis para uso no offshore
PA 12 da DSM compõe tubos flexíveis para uso no offshore

A DSM também entrou como parceira de apoio para o LIPA-Team (Lightweight Integrated Process Application ou Aplicação de Processo Integrado Leve), que visa ao desenvolvimento de um processo industrial para produzir peças de compósitos termoplásticos avançados reforçados com fibras contínuas. A fabricante entra com seu know-how de aplicação e seleção de materiais, desenvolvimento da peça, engenharia e processamento de material e aposta numa evolução da tecnologia de moldagem por injeção combinada de compósitos termoplásticos reforçados com fibra contínua.

Ainda com o foco na leveza, a DSM anuncia o lançamento de uma linha de compósitos reforçados com fibra de carbono formulados com a PA 4.10 da família EcoPaXX, a poliamida 6 Akulon e a PA 4.6 Stanyl, com a proposta de reduzir o peso de peças na lataria e no chassi. Os compósitos reforçados com fibra de vidro pretendem reduzir o peso de componentes semiestruturais.

Para a indústria de embalagens alimentícias, a DSM aposta no potencial da poliamida 6 em filmes do tipo soprados para embalagens flexíveis de alimentos, tanto em monocamadas como nas estruturas coextrudadas, e anuncia o lançamento da resina Akulon XS com propriedades aprimoradas de cristalização. Segundo a fabricante, essa poliamida possui uma janela de processamento prolongada e oferece novas possibilidades na concepção de multicamadas coextrudadas, bem como em películas monocamadas. Entre as vantagens, destaca melhorias significativas na produção dos seus usuários.

A nova resina chega ao mercado com a proposta de resolver um problema comum dos fabricantes de filmes de barreira produzidos em linhas de máquinas do tipo sopro: a necessidade de misturar PA6 com poliamidas especiais, amorfas ou copolímeros de PA. Como explica a DSM, a nova resina cristaliza de forma muito mais lenta na bolha do filme do que a poliamida 6, igualando-se à taxa de cristalização de outras camadas de material. O resultado é uma bolha mais estável, que oferece aos processadores mais liberdade para suas condições de processamento.

Segundo a fabricante, os testes em linhas de produção em larga escala têm mostrado que praticamente não há diferença discernível nas propriedades óticas dos filmes feitos com uma película de poliamida-filme de referência e a Akulon XS, apesar de a cristalização mais lenta criar grandes cristais. As análises evidenciam que todas as propriedades são as mesmas do filme feito com a poliamida 6 padrão.

Plástico Moderno, Além dos automóveis, a construção civil reforçou os negócios, diz Lavini
Além dos automóveis, a construção civil reforçou os negócios, diz Lavini

Alto valor agregado – Os diferenciais da marca e a elevada tecnologia embutida nos seus produtos ajudaram a Evonik a enfrentar as dificuldades impostas pelos vai e vens da economia e conseguir alcançar resultados positivos. O chefe de produto da área de polímeros de alta performance na América do Sul, Vitor Lavini, admite que as oscilações na economia, os gargalos na infraestrutura do país e a desvalorização do real perante o dólar mexem com toda a cadeia, mas registra que a Evonik contornou os obstáculos: “Sempre buscamos caminhos para o crescimento e enfrentamos o ano de forma positiva, oferecendo os diferenciais da marca e a alta tecnologia agregada ao portfólio disponível para o mercado de plásticos.”

Segundo suas observações, os negócios da empresa se beneficiaram do mercado da construção civil, “um dos que têm registrado melhor desempenho”, e também do ritmo de crescimento, ainda considerado bom, da indústria automotiva.

Dois materiais sobressaíram nas vendas da Evonik neste ano: as resinas acrílicas da linha Acrylite e as poliamidas 12 e 6.12, da família Vestamid. O polimetilmetacrilato (PMMA), sob os cuidados de Carla Camilo, chefe de produto da área de polímeros acrílicos na América do Sul, manteve o seu filão na produção de autopeças e angariou espaço na construção civil (iluminação residencial e pública), e nas embalagens para cosméticos. Sob o encargo de Lavini, as aplicações das poliamidas 12 e 6.12, por conta de suas mais elevadas propriedades de resistência mecânica e química, se destacaram na indústria automotiva e no setor de óleo e gás (ver matéria sobre o uso de plásticos no offshore em PM 465, de julho de 2013, pág. 6).
Entre as últimas novidades para o mercado brasileiro, Carla Camilo destaca um produto que atende aos novos apelos de sustentabilidade e é particularmente indicado na moldagem de autopeças: o Acrylite Hi-Gloss, um acrílico especial e desenvolvido para aplicações automotivas não transparentes. A chefe de produto sugere o seu uso em revestimento de colunas A, B e C externas dos veículos, retrovisores, lanternas, molduras de rádio e peças do painel. A executiva atribui à resina vantagens como alto brilho, isenção de pintura, maior leveza em comparação ao metal, economia na produção, altíssima resistência às intempéries e possibilidade de polimento. “A Acrylite Hi-Gloss oferece aparência particularmente luxuosa e superfície de alta qualidade aos componentes.”

Plástico Moderno, Carla: novo acrílico de alto brilho oferece aparência luxuosa à peça
Carla: novo acrílico de alto brilho oferece aparência luxuosa à peça

As expectativas dos dois executivos da Evonik para 2014 são animadoras. Eles acreditam no crescimento da empresa e na melhora da economia em geral, apostando em resultados novamente positivos. Particularmente no Brasil, a realização da Copa do Mundo e as perspectivas de novas obras de infraestrutura devem, no entendimento deles, aquecer a economia.

Perda de fôlego – O maior volume nas importações de componentes e de peças finais no setor de eletroeletrônicos, entre outros, e a perda da competitividade da indústria brasileira descompensaram o bom desempenho de mercados como os de bens de consumo e de automóveis, na avaliação do diretor da Solvay Plásticos de Engenharia para as Américas, Marcos Curti. “Os excedentes disponíveis no mercado internacional chegam ao Brasil de forma agressiva, reduzindo as margens de lucro locais e dificultando novos ciclos de investimento em capacidade e modernização”, lamenta. As projeções de crescimento para o ano eram de 5%, mas ele não acredita mais em alcançar esta meta por conta de um segundo semestre fraco. “O cenário do quarto trimestre aponta que esse número pode ser afetado.”

A empresa consolidou os seus investimentos em expansão na Rhodia, acrescentando 20% à capacidade de produção de compostos de poliamidas no país. Curti não diz quanto representa esse número sozinho, informa apenas um total de 50 mil toneladas anuais, que inclui a polimerização da resina. O diretor também destaca que a integração das capacidades industriais, nos Estados Unidos, após a aquisição da Rhodia pelo grupo Solvay, deu maior versatilidade à produção de compostos na região.

Com a tendência das montadoras de projetar veículos mais leves, sinônimo de economia de combustível e menos emissões, os produtos endereçados à substituição de metais puxam o crescimento das aplicações de poliamida. Curti acredita que assim também deva permanecer no próximo ano. “Faz parte de um dos eixos de inovação mais importantes na área de plásticos de engenharia, em especial para o setor automotivo, embora possam ser aplicadas em outros segmentos de mercado”, relata.

Ele explica que os compostos de poliamida possuem propriedades mecânicas e térmicas que permitem substituir o metal, mantendo as exigências e requisitos técnicos em diversas aplicações. Uma ampla linha de compostos produzidos pela Rhodia, todos comercializados sob a marca Technyl, tem por endereço a moldagem de componentes e autopeças. Para desenvolver essas inovações, a empresa oferece aos clientes um serviço de simulação – o MMI Technyl. “Essa tecnologia é associada a um banco de dados de materiais extremamente abrangente e permite uma alta gama de cálculos quando integrada à modelagem do processo de injeção”, explica Curti, que assegura uma previsão precisa do desempenho de peças injetadas produzidas com os seus compostos de PA, que possuem como requisitos principais resistência ao impacto e à fadiga.

Sem dificuldades – Para o gerente de marketing e vendas de plásticos de engenharia para a América do Sul da Basf, Eliandro Felipe, o mercado de plásticos de engenharia se descolou do crescimento em relação ao PIB brasileiro e avançou mais aceleradamente, impulsionado pela produção automobilística. Fato que contribuiu para que a empresa não enfrentasse, segundo Felipe, qualquer problema nos negócios neste ano. “A Basf crescerá este ano aproximadamente 20% em vendas de plásticos de engenharia, em comparação ao ano anterior; bem acima de qualquer indicador econômico”, informa. Embora sejam as montadoras a mola propulsora do setor, Felipe atribui o crescimento das vendas também aos mercados de construção, de eletroeletrônicos e industrial. E seu otimismo avança para o próximo ano, com projeções de manter o crescimento em plásticos de engenharia na casa dos dois dígitos.

Também nos negócios da Basf as poliamidas ocuparam lugar de destaque. Entre os principais produtos comercializados este ano, o gerente menciona os compostos de PA 6 (marca Mazmid), produzidos pela empresa no país e especialmente destinados a aplicações industriais e automotivas, e os compostos de PBT (marca Ultradur), apropriados para a produção de componentes eletroeletrônicos e de cabos de fibra óptica.

Também a Basf se empenhou no desenvolvimento de materiais plásticos para substituir os metais e os sistemas Ultracom, lançados mundialmente este ano. Como pormenoriza o gerente, os sistemas são fruto da combinação de três elementos: peças semiacabadas baseadas em compostos de PA com fibras contínuas, de altíssimo desempenho mecânico; compostos de PA sobreinjetados, para a obtenção da peça final na forma desejada; e suporte de engenharia necessário ao desenvolvimento da peça final. “Foram desenvolvidos para substituir metais em peças estruturais automotivas, nas quais os compostos tradicionais de PA com fibras de vidro curtas e/ou longas não são capazes de entregar a rigidez, a resistência mecânica e a resistência à fadiga suportadas pelas peças metálicas”, explica. Não há dúvidas quanto à principal vantagem do material: redução de peso nos veículos, o que redunda na economia de combustível, que implica maior eficiência energética e redução de emissões de dióxido de carbono. “Vemos aqui um grande potencial de aplicação com o Inovar-Auto”, comemora.

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