Plástico

Plásticos conquistam mais aplicações, da água até óleo e gás

Jose Paulo Sant Anna
2 de setembro de 2018
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    Plástico Moderno, Polietileno da Braskem forma tubos corrugados para durar 75 anos

    Polietileno da Braskem forma tubos corrugados para durar 75 anos

    Para aplicações as mais diversas, produzidos em commodities ou em materiais sofisticados de última geração. É impossível negar: os tubos são responsáveis por importante fatia dos negócios da indústria do plástico. O segmento movimenta empresas de todos os portes das áreas de transformação, matérias-primas e equipamentos. Em termos de peso de peças produzidas, os tubos destinados à construção civil respondem pela grande maioria da atividade. Os tubos de PVC, utilizados em praticamente todas as construções prediais, são os maiores exemplos.

    Também muito importante é o nicho de mercado formado pelos tubos usados em obras públicas de infraestrutura, como os indicados para o transporte de água e esgoto. Existem diversos outros mercados significativos. Entre eles, por exemplo, os usados na irrigação de lavouras ou os indicados para a exploração de petróleo, esses últimos dotados com características muito especiais, necessárias para aguentar condições de trabalho bastante rigorosas.

    Não existem estatísticas confiáveis específicas sobre a fabricação de tubos no Brasil. Um termômetro para o segmento é o desempenho do principal cliente das empresas ligadas ao setor, a indústria da construção civil. Números do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP) mostram que o ano de 2017 fechou com queda de faturamento em torno de 5%. Não por acaso. Houve redução nos investimentos feitos tanto em habitação popular quanto nas obras promovidas pelos três níveis de governo. Para 2018, a expectativa do sindicato é de manutenção de resultados negativos na casa de um dígito.

    As informações da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) dão ideia de como anda o varejo ligado ao setor. O desempenho no mês de abril foi 4% superior ao do mesmo mês no ano passado, mas apresentou retração de 4% em relação ao mês de março de 2018. No acumulado do ano, de janeiro a abril, o setor apresenta alta de 4% sobre igual período de 2017.

    Para a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) o mês de abril apresentou queda de faturamento deflacionado de 1,9% em relação a março. No acumulado do ano, a evolução é de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado. As estimativas para o ano das lideranças do setor é de crescimento moderado. Todas essas expectativas não levam em conta os efeitos da crise provocada pela greve dos caminhoneiros, cujos resultados ainda não foram bem digeridos pelos economistas.

    Perfil do mercado – O mercado de tubos, em especial os de PVC para a construção civil, conta com bom número de transformadores. Dois deles são gigantes do setor. A líder é a Tigre, apontada como a maior transformadora de plásticos do Brasil. Sua concorrente principal é a multinacional de origem mexicana Mexichem, detentora das marcas Amanco e Plastubos. As demais representantes são de portes pequeno e médio, mas contam com fatia de mercado representativa.

    “Atualmente, a marca Amanco corresponde a 71% dos negócios da Mexichem no País”, conta Adriano Andrade, diretor comercial do escritório brasileiro da empresa. Além de tubos e conexões, ela também oferece produtos geotêxteis não tecidos e para telecomunicações. De acordo com Andrade, a Mexichem é líder na América Latina e mundial no mercado de tubos e conexões. No Brasil, sua participação tem evoluído de forma importante. “Desde seu lançamento, a marca mais que dobrou sua participação de mercado, em 2006 era de 16% e hoje está em 34%”, diz, citando estimativas da própria companhia. “Ela cresceu seis vezes em Ebitda e é conhecida por 97% dos consumidores brasileiros”.

    Andrade aponta o avanço captado pelo mercado nos primeiros meses do ano pelas principais entidades ligadas ao setor como o primeiro passo rumo à retomada. Ele faz ressalvas. “Ainda há muito a ser recuperado. É necessário retomar os investimentos em infraestrutura, retomar os índices de emprego, proporcionar redução dos juros para a compra de imóveis”. Apesar das dificuldades, a expectativa da empresa para 2018 não é pessimista. “Por se tratar de um ano atípico, com eleições, cenário de muita incerteza, e Copa do Mundo, a Amanco projeta crescer um dígito em 2018, mas bem acima do que o mercado vem sinalizando”.

    O diretor explica que a Mexichem investe em pesquisa e desenvolvimento para obter produtos com desempenho superior. Para exemplificar, lembra que o município de Sumaré-SP conta com o primeiro Centro de Inovação do grupo na América Latina. A empresa também tem aplicado recursos para adotar práticas relativas à indústria 4.0.

    “Em relação a novos produtos, lançou recentemente o Super CPVC, que permite a obtenção de tubos com resistência 25% superior a pressão e temperatura quando comparados com produtos da concorrência”. Também chegou ao mercado a linha CPVC Fire, de tubos voltados para combater incêndio em obras comerciais de risco leve, única do mercado com a certificação internacional UL FM. Outra novidade, esta prevista para o meio deste ano, é o início da produção no Brasil da linha Industrial CPVC Corzan, voltada para a condução de produtos químicos e industriais.


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