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Plásticos: Compradores de transformados projetam ampliação de negócios – Perspectivas 2018

Jose Paulo Sant Anna
18 de fevereiro de 2018
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    O setor de transformação depende em grande escala de como anda o desempenho de alguns segmentos econômicos, casos da indústria de embalagens, automobilística, da construção civil e elétrica/eletrônicos. Empresas desses nichos da economia são grandes clientes e quando elas vão bem as encomendas crescem. A julgar pelas previsões das associações ligadas a essas atividades, o ano de 2018 promete proporcionar bons negócios.

    Uma boa notícia vem do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). De acordo com Dan Iochspe, presidente, o setor estima para 2018 um faturamento de R$ 82,6 bilhões, crescimento de 7,4% em relação ao obtido em 2017. Isso depois de um ano positivo. Os números do ano passado ainda não estão consolidados, mas estima-se que o faturamento tenha chegado à casa dos R$ 76,9 bilhões, com crescimento de 22% em relação ao exercício anterior.

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    Outra boa nova se concentra na intenção de investimentos. As empresas de autopeças pretendem investir esse ano R$ 2,52 bilhões, valor 34,8% superior ao do ano passado. Em 2017, os investimentos devem ter chegado a R$ 1,87 bilhão, 19,1% superiores aos de 2016. Vale lembrar: em 2015 o investimento havia sido de R$ 1,9 bilhão (número 20,8% inferior ao do exercício anterior) e o de 2016 foi de R$ 1,57 bilhão (redução de 17,4%). A queda do faturamento em 2015 havia ficado na casa dos 16,9% e em 2016 o resultado negativo chegou aos 5,3%.

    No ano passado, as montadoras responderam por 63% do total vendido pelo setor de autopeças. O restante é dividido para o mercado de reposição (perto dos 21%), exportações (11%) e operações intrassetoriais (6%). Na condição de principal cliente, as montadoras também vendem otimismo. Projeções da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram expectativa de crescimento em todas as vertentes. A estimativa é de crescimento de 11,7% no licenciamento (2,5 milhões de unidades), 5% na exportação (800 mil unidades) e 13,2% na produção (3,06 milhões de unidades).

    “A conjuntura macroeconômica indica cenário otimista, pois a inflação em baixa, câmbio estável e expectativa de crescimento do PIB possibilitam a retomada da confiança do consumidor e do investidor”, resume Antonio Megale, presidente. O ano de 2017, ainda sem resultados consolidados, foi positivo. Depois de quatro anos de quedas, houve avanço estimado de 7,4% nas vendas.

    Os emplacamentos feitos a partir das vendas das concessionárias chegaram aos 2,24 milhões de unidades, interrompendo quatro anos seguidos de quedas. Apesar de ter voltado a crescer, o mercado de veículos ainda está longe de retornar aos volumes que registrava antes da crise econômica. Em 2012, os emplacamentos chegaram a 3,8 milhões de unidades. Destaque para as exportações do ano passado, que bateram o recorde do setor. No total, foram comercializadas 762 mil unidades para outros países. Antes, o melhor ano tinha sido o de 2005, com 724, 2 mil unidades.

    Embalagens – Um dos clientes de maior importância para a indústria do plástico, o setor de embalagens é outro que aposta na reversão dos resultados negativos obtidos nos últimos anos. “Não temos os resultados do segundo semestre consolidados, o que posso dizer é que desde outubro o desempenho de nossas empresas tem sido bom, a curva do desempenho mudou um pouco de sentido”, explica Gisela Schulzinger, presidente da Associação Brasileira de Embalagem.

    Para o próximo ano, Gisela espera retomada. “Nada muito forte”, ela ressalta. O otimismo se deve à expectativa de geração de empregos e inflação baixa. “Nós dependemos muito do consumo”. A capacidade das empresas de atender as demandas dos consumidores pode ajudar o desempenho das vendas. Cada vez mais as pessoas dão importância à praticidade, maior conservação dos produtos e cobram melhores informações. Com criatividade, os fornecedores podem agregar maior valor às embalagens fornecidas. O cenário favorece o plástico, matéria-prima bastante versátil.

    A divulgação do Estudo Macroeconômico da Embalagem sobre 2017 desenvolvido pela ABRE em parceria com a Fundação Getúlio Vargas está prevista para fevereiro. Por enquanto estão disponíveis os resultados do primeiro semestre, não muito promissores. Com valor bruto de produção previsto para o ano na casa de R$ 70,4 bilhões, o setor apresentou recuo de -0,90% na produção física da embalagem em relação ao semestre anterior. Entre os materiais utilizados, o plástico foi um dos dois que apresentou resultados positivos, com crescimento de 0,69%. O outro que apresentou crescimento foi o papel/papelão (1,20%).

    Em termos de produção física, o plástico responde por 35% do total produzido, atrás da categoria papel, papelão, com 40,5% Já em termos de faturamento, os plásticos respondem pela maior participação, com 38,85% do total, seguido pelo setor de embalagens celulósicas com 34,09%, somados os setores de papelão ondulado (17,36%), cartolina e papel cartão (11,57%) e papel (5,16%).


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