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Plásticos – Avanço do PIB anima transformação – Perspectivas 2020

Jose Paulo Sant Anna
27 de fevereiro de 2020
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    Plástico Moderno - Plásticos - Avanço previsto do PIB anima transformação, com destaque para aumento da reciclagem - Perspectivas 2020

    Avanço previsto do PIB anima transformação, com destaque para aumento da reciclagem

    Entre as empresas que trabalham com a transformação do plástico, a expectativa para 2020 é positiva. Para representantes dessas empresas, a aprovação da reforma da previdência, o possível avanço das reformas tributária e administrativa, os índices baixos de juros, a inflação controlada e a redução do desemprego, ainda que discreta, são fatores que podem colaborar com o crescimento do PIB mais vigoroso do que o ocorrido nos últimos anos. Em outras palavras, a sonhada retomada dos investimentos em produção. Para os empresários, também é forte a expectativa pela redução da temperatura dos embates políticos. O calor dos debates entre os representantes eleitos pelo povo não tem colaborado em nada com o desempenho da economia nos últimos anos.

    Plástico Moderno - Roriz: Economia Circular é prioridade para o setor

    Roriz: Economia Circular é prioridade para o setor

    Trata-se de um entusiasmo discreto, não se pensa em números grandiosos. “A projeção para 2020 é que o setor plástico cresça aproximadamente 1,5% em produção física”, estima José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), torcedor do avanço das reformas tributária e administrativa. “Essas reformas afetam de maneira positiva o ambiente dos negócios, permitem um cenário mais promissor para o empresariado”.

    Ele justifica o fato do crescimento esperado ser tímido como reflexo do momento difícil pelo qual passa a indústria brasileira. “De janeiro a novembro de 2019, a produção física de transformados plásticos registrou recuo de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior”, informa. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dirigente explica que os dados de produção e consumo de transformados plásticos de janeiro a dezembro serão concluídos em breve. “Estimamos que o ano tenha fechado com desempenho estável ou com ligeiro crescimento em relação a 2018”.

    Os resultados até novembro decepcionaram. “No início de 2019, os transformadores estavam otimistas, esperava-se pela melhora do cenário competitivo”. Para Roriz Coelho, o ritmo tímido adotado para a aprovação das reformas atrapalhou. “A velocidade não tem sido a esperada, os projetos precisam seguir os ritos constitucionais previstos, vide a reforma da previdência, aprovada praticamente no final do ano”.

    Conforme os dados de produção física do IBGE, nichos do setor de transformação tiveram desempenhos diferenciados de janeiro a dezembro. Entre os segmentos de produtos plásticos, somente o de laminados sofreu redução (-2,6%). Embalagens (+2%) e acessórios para construção (+5%) apresentaram resultados positivos. Nos principais mercados consumidores de laminados, sofreram quedas de artigos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (-3,7%) e de produtos farmacêuticos (-3,7%).

    No período, houve aumento de 2,2% no consumo de embalagens plásticas, acompanhando a evolução dos setores alimentício (+1,6%) e de bebidas (+4%).

    A balança de pagamentos do setor apresentou déficit, tanto em volume produzido (4,5%), quanto em valores (14,7%). “Esse tem sido um comportamento histórico nos últimos anos”, disse Coelho, que projeta déficit ainda maior para 2020, que poderá fechar em US$ 2,7 bilhões. No ano, foram exportadas 281,1 mil toneladas de peças plásticas, com crescimento de 0,9% em relação a 2018. As exportações representaram US$ 1,07 bilhão no período (+0,9%). No caso das importações, o total no ano foi de 771,1 mil t, com crescimento de 3,2% frente a 2018. Em divisas, as compras externas representam US$ 3,5 bilhões. Ao todo, o setor registrou déficit de 490 mil t e US$ 2,5 bilhões. Os dados são do Comex Stat do Ministério da Economia.

    Reciclagem – A preocupação ambiental passou a ser componente a considerar de forma indispensável para a indústria de transformação do plástico. Não existem dados oficiais em relação a esse nicho de negócios, mas o sentimento é que em 2020 continuarão a ganhar corpo os investimentos para a adoção da prática de Economia Circular, conceito de esgotar as possibilidades de utilização dos produtos e de reaproveitamento ao máximo das matérias-primas. O conceito está sendo difundido globalmente e gera movimentações nos processos produtivos de inúmeros setores e no comportamento dos consumidores.

    “A reciclagem do plástico não se apresenta mais como um nicho de negócios, mas como parte fundamental para que essa circularidade da produção se concretize”, avalia Roriz Coelho. Para dar ideia da importância dada à reciclagem pela indústria do plástico, o dirigente lembra que o número de empresas do ramo subiu de 481, em 2007, para 1.061 em 2017. A crise econômica não tem ajudado, mas o potencial desse mercado, caso ocorra a retomada da economia nos próximos anos é enorme. “O plástico, sendo um material transversal e utilizado em mais de 95% da matriz industrial, é indutor das inovações e deve estar na vanguarda das transformações para impulsionar todas as indústrias. A inovação dos demais setores passa pela inovação do plástico e seus produtos”.



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