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Plástico Verde – Em prol da saúde do Planeta, a indústria do plástico injeta recursos em fontes renováveis

Maria Aparecida de Sino Reto
15 de dezembro de 2009
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    uma mistura de fontes petroquímicas e renováveis. Esses polímeros consistem em uma blenda de Ecoflex (derivado do petróleo) com ácido poliláctico (PLA), uma molécula extraída do milho. Por fim, há dois anos, Harada encabeçou o desenvolvimento em terras brasileiras da família Ecobras. Em parceria com a Corn Products International, criou outra mistura de Ecoflex com um amido de milho modificado (o poliéster vem da Alemanha e a composição é feita no Brasil).

    “Não é PLA, que exige um processo de fermentação, o Ecobras emprega direto o amido modificado, sem fermentação”,

    Plástico

    Tubete feito de material biodegradável evita perdas de mudas na agricultura

    explicita Harada. Ele ainda ressalta que o trabalho com a Corn abrange até mesmo a adaptação da mistura às necessidades do cliente.

    Todas as famílias mencionadas são compostáveis e certificadas com o selo Compostable Logo, conferido aos produtos que atendem aos requisitos da norma norte-americana ASTM D6400 e do Instituto de Produtos Biodegradáveis dos Estados Unidos (BPI). O Ecoflex ainda atende aos requisitos das normas EM 13432 e é certificado como totalmente compostável pelo GreenPla (do Japão) e European BioPlastics.

    À exceção do poliéster alifático aromático, direcionado exclusivamente ao mercado de

    Plástico, Horacio Néstor Kantt,   diretor do negócio de polímeros de engenharia da DuPont América do Sul, Plastico Verde

    Kantt: as montadoras brasileiras apreciaram os polímeros verdes

    flexíveis, os outros produtos se prestam muito bem a todos os tipos de processos empregados pela indústria de transformação: injeção, sopro, extrusão, termoformagem. “Estamos desbravando o mercado”, diz Letícia.

    Na área de agricultura, a Basf empreende projetos de tubetes para reflorestamento, com o propósito de diminuir a perda de muda dos clientes, melhorar a produtividade da estufa e também eliminar possíveis contaminações do solo. Os tubetes atuais, de plástico convencional, frequentemente ficam pelo meio do caminho. “Além de desenvolvermos um novo negócio, impulsionamos o conceito de sustentabilidade”, comemora.

    Derivações diversas – Além do compromisso com a redução de emissões, a DuPont também produz polímeros baseados em fontes renováveis. Há dois anos a empresa iniciou a comercialização de uma família de produtos derivados do glicol de milho, sob a marca Sorona. Produzidos nos Estados Unidos, destinam-se a aplicações como fibras têxteis, carpetes e entram na composição de blendas de plásticos de engenharia. “Não se trata de uma resina, mas de um produto que complementa outras linhas, como a de PBT”, esclarece John Julio Jansen, vice-presidente da área de performance polymers – DuPont América Latina e também vice-presidente de P&D para a mesma região. O grade Sorona EP oferece vantagens de desempenho em comparação com o polibutileno tereftalato (PBT), entre as quais maior estabilidade dimensional e melhor aparência de superfície.

    O diretor do negócio de polímeros de engenharia da DuPont América do Sul, Horacio Néstor Kantt, ainda destaca uma família de poliamidas de cadeia longa, comercializadas sob a marca Zytel, com matéria-prima baseada em óleo de mamona, casos das PA 10.10 e 6.10; e de palma de coco, a variedade 6.12. “Na 10.10, a origem renovável constitui 100% do produto; na 6.10, 62%; e na 6.12, 66%”, pormenoriza. Ressalta, porém, que essa porcentagem se refere à resina pura.

    Plástico, Plástico Verde

    Tanque de radiador estreou nova PA 6.10 de fonte renovável

    Flexíveis, essas poliamidas se destinam a aplicações de alto desempenho, com requisitos de resistência à temperatura, baixa permeabilidade ou propriedades mecânicas. A PA 6.10 estreou, neste ano, em um novo tanque de radiador automotivo da Denso Corp, no Japão. A peça marca a primeira aplicação do plástico da DuPont feita com fontes renováveis em componentes mecânicos expostos a condições de calor e agressividade química.

    O componente automotivo compreende, em termos de peso, 40% de insumo derivado da mamona (possui fibra de vidro como reforço, o que reduz a porcentagem de fonte renovável) e cumpre as especificações de alta durabilidade, resistência ao calor e ao sal, atributos que a Denso teve dificuldades de encontrar em outras resinas com alta porcentagem de ingredientes derivados de



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