Plástico

Plástico Verde – Em prol da saúde do Planeta, a indústria do plástico injeta recursos em fontes renováveis

Maria Aparecida de Sino Reto
15 de dezembro de 2009
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    fóssil, isentando o transformador de mudanças em seus equipamentos. “Não exige qualquer adaptação da cadeia produtiva.”

    Degradáveis ou não– Quando começaram a pipocar os anúncios de investimentos em produções baseadas em fontes

    Plástico, Letícia Rocha Mendonça, gerente de especialidades plásticas regional da Basf

    A biodegradação do plástico exige um meio adequado, ensina Letícia

    renováveis, o termo biopolímero provocou muita celeuma. Isso porque o prefixo bio evoca os já conhecidos biodegradáveis. Porém, o eteno derivado do etanol não tem o condão de conferir às resinas propriedades de biodegradação. O benefício de tratar-se de uma fonte renovável é indiscutível, mas o resultado final é um polímero com características idênticas ao de origem fóssil (como declarou Leonora). O plástico continua reciclável – não biodegradável.

    Hoje há maior clareza sobre o tema, mas não custa nada reforçar. Definir os biodegradáveis é uma tarefa bem mais simples, na concepção de Letícia Rocha Mendonça, gerente de especialidades plásticas regional da Basf, eles constituem-se de materiais que, descartados da forma adequada (em ambiente com micro-organismos, oxigênio e temperatura da ordem de 40ºC) e digeridos por micro-organismos, se transformam em CO2, água e húmus – um adubo. Esse húmus passa por uma bateria de testes (de crescimento de plantas, ausência de resíduos tóxicos e outros) e, aprovado, é classificado como compostável, com qualidade para crescimento de plantas.

    Essas resinas também podem se degradar na agricultura, que reúne os quesitos essenciais para a decomposição do plástico: os micro-organismos da terra, o sol e o oxigênio do campo. “Mas o meio ideal é uma central de compostagem”, elucida Letícia.

    Plástico, Júlio Harada, Gerente técnico de plásticos da Basf

    Harada conduziu desenvolvimento nacional de blenda biodegradável

    Bioplástico compreende um conceito mais abrangente e abarca várias famílias de produtos. “Debaixo do guarda-chuva biopolímeros, existe uma gama muito grande de tipos de produtos, alguns de fonte renovável, mas não biodegradáveis; outros que reúnem as duas coisas; e outros, ainda, de origem fóssil, mas biodegradáveis”, resume Letícia.

    Todos os polímeros fabricados com insumos obtidos de fontes renováveis são chamados biopolímeros, por causa de sua origem vegetal. Carregam duas vantagens relevantes: economizam recurso fóssil e contribuem no tão propalado sequestro de carbono.

    Gerente técnico de plásticos da Basf, Júlio Harada propõe uma reflexão sobre o assunto. “Quando se fala de balanço de carbono, para se confirmar que é verdadeiro esse conceito, é preciso pesar diversos aspectos, como de onde está vindo a cana, para onde é transportada, se o meio de transporte emite CO2, como é feita a produção do plástico, quanto irá emitir e, ainda, depois, no consumo final, como será descartado o produto”, ressalta.

    No entender dele, os biodegradáveis e os biopolímeros por sua origem renovável se prestam a soluções distintas. Os que se transformam em adubo servem muito bem a aplicações tais como sacos para acomodar lixo orgânico – coerentes com um gerenciamento adequado do resíduo sólido urbano e encaminhamento para uma central de compostagem.

    “Essa estrutura ainda não está organizada no país, mas esse material é único para essa aplicação, nenhum outro irá tão bem”, complementa Letícia.

    Por conta dessa falta de estrutura, a empresa tem norteado mais os seus produtos para a agricultura, visto que o material encontrará aí também ambiente ideal para biodegradar. A natureza agradece e o agricultor também: ele consegue eliminar uma etapa de coleta no campo, com ganho de tempo e produtividade. Outra área prospectada é a de embalagens para exportação, favorecidas, no mercado internacional, pela estrutura já organizada de coleta de resíduos com posterior encaminhamento à compostagem.

    Um tipo de poliéster, o Ecoflex atende exclusivamente o mercado de flexíveis

    A empresa disponibiliza para o mercado uma ampla família de polímeros biodegradáveis. Há quase dez anos nascia na Alemanha a primeira série, batizada Ecoflex. Totalmente biodegradável, a resina consiste em um poliéster alifático aromático de origem petroquímica. Pouco tempo depois, surgia a linha Ecovio,



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