Plástico

Plástico reforçado: Evolução de insumos químicos, fibras e máquinas permite dominar aplicações avançadas

Jose Paulo Sant Anna
19 de janeiro de 2018
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    Plástico Moderno, Pinheiro: mercado brasileiro não exige grandes inovações

    Pinheiro: mercado brasileiro não exige grandes inovações

    Especialista – A RTP Company se apresenta como líder mundial em composições termoplásticas especiais. Opera dezoito fábricas apenas no território norte-americano e também conta com plantas industriais espalhadas pela Europa e Ásia. Há sete anos atua com escritório comercial no Brasil. “Ao todo temos disponíveis mais de seis mil compostos”, informa João Fernando de Campos Pinheiro, diretor para o Mercosul.

    “A cada ano lançamos no mercado em torno de 1,7 mil produtos. Temos desde combinações simples até as muito complexas, como as usadas nas peças que sustentam as estruturas frontais dos automóveis ou as fornecidas para a indústria aeronáutica. Somos fornecedores da Boeing”, informa. Vários são os reforços utilizados pela empresa, casos das fibras de vidro curtas ou longas, de carbono, aramidas e sisal, entre outros. Suas clientes no Brasil são empresas dos setores eletrônicos, automotivo, médicos e de esportes e lazer, entre outros segmentos industriais.

    De acordo com Pinheiro, as vendas no Brasil têm sido crescentes. Não que a economia ajude muito, mas a empresa ainda é recente no mercado brasileiro e amplia seu campo de atuação de maneira paulatina. O diretor avalia que em muitos casos o transformador brasileiro demonstra certo despreparo na hora de realizar a compra. “Aqui sempre se pede mais do mesmo, os projetos inovadores são feitos em pequena escala”.

    Para exemplificar, lembra a combinação poliamida mais fibra de vidro, usada em muitas peças, de fechaduras a tampas de motor. “Existem alternativas mais econômicas que podem ser utilizadas em determinadas aplicações, mas elas nem sempre são consideradas”. Para ele, os usuários precisam ficar atentos ao fato de as empresas especializadas investirem forte para atender as necessidades dos clientes. “Desenvolvemos as fórmulas pensando em cada aplicação, podemos indicar o produto mais adequado caso a caso”.

    Plástico Moderno, Compósitos de PA suportam uso contínuo sem problemas

    Compósitos de PA suportam uso contínuo sem problemas

    Peças estruturais – A possibilidade de produzir peças estruturais de porte em ciclos mais rápidos é o que mais chama a atenção da Celanese, multinacional que tem no fornecimento de plásticos reforçados importante fonte de faturamento. A empresa também oferece produtos químicos e outros materiais. “As montadoras sempre estão procurando formas de reduzir o peso dos veículos e a possibilidade de substituir o metal em peças como suporte dianteiro dos automóveis, caixas de engrenagens e outros componentes dá um impulso na nossa indústria”, explica Guert Rucker, diretor comercial.

    Plástico Moderno, Rucker: novos processos fazem peças mais leves e duráveis

    Rucker: novos processos fazem peças mais leves e duráveis

    Ele explica que a necessidade de atender tal demanda está fazendo surgir no exterior novos processos. Um deles, chamado de Dolphin, foi introduzido pela empresa em parceria com a fabricante de injetoras Demag e um fornecedor de moldes suíço. “Com essa tecnologia, fizemos um painel de instrumentos de automóvel cuja pele é feita de elastômero e seu interior, de plástico reforçado. Todo o processo, em três etapas, é efetuado em uma única operação”.

    Outro processo, esse já bastante utilizado no exterior, mas ainda pouco aproveitado no Brasil, é o chamado Light Pol. Ele prevê a adição no material plástico de microesferas ocas, preenchidas com gás a base de enxôfre, que permite a redução da densidade das peças, especialmente as confeccionadas em poliamidas e polipropileno. “O processo também melhora o isolamento acústico”.

    Sobre o mercado brasileiro, Rucker se mostra satisfeito com o desempenho obtido nos últimos dois anos. A empresa oferece em torno de 300 grades diferentes, a grande maioria uma combinação de polipropileno ou poliamida com fibra de vidro tradicional ou longa. “Estamos crescendo”, informa. Um dos segredos do sucesso tem sido o bom relacionamento da empresa com fabricantes de eletrodomésticos da linha branca. A empresa também relaciona as montadoras como importantes clientes.



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