Plástico reforçado – Avanços em resinas e reforços conquistam novas aplicações

Produtos com características de retardamento de chamas capazes de atender novas normas técnicas (quase prontas para publicação); agentes de expansão de poliuretano isentos de HCFC; novos usos para o próprio PU: essas foram algumas das principais vertentes dos lançamentos e destaques apresentados durante na feira.

Plástico Moderno, Avezu espera demanda maior pelo Ixol depois da nova norma
Mário Sérgio Avezú – Grupo Solvay Rhodia

Rhodia

A Rhodia foi uma das expositoras que ressaltou a inclusão em seu portfólio de um agente de expansão de espumas de PU sem o HCFC 141b, gás que não mais poderá ser utilizado no Brasil nesse gênero de aplicação a partir de 2020 (ver box).

“Como alternativas ao HCFC 141b, oferecemos o Solkane 365 mfc e suas mesclas Solkane 365/227, 93/7 e 87/13: eles não apresentam átomos de cloro em suas moléculas e, assim, não têm nenhum efeito sobre a camada de ozônio”, relatou Mário Sérgio Avezú, gerente de vendas e de marketing para a América do Sul da unidade global de negócios Special Chem, do Grupo Solvay (controlador da Rhodia).

Nesses novos produtos da Solvay, o HCFC é substituído por HFCs (hidrofluorcarbonetos).

Dow

Por sua vez, a Dow apresentou uma alternativa para esse agente de expansão com base em HFOs (hidrofluorolefinas).

A mesma Dow mostrou ainda uma tecnologia para espumas flexíveis de colchões e travesseiros batizada Vora ZZz que, por ter características como alto fluxo de ar e absorção de umidade, retém menos calor e transpiração (relativamente a espumas convencionais).

“É uma tecnologia para manter a temperatura ideal do corpo durante o sono”, disse Marcelo Fiszner, diretor de marketing de poliuretanos para a América Latina da Dow, que também exibiu as novas resinas para aglutinação de madeira Isobind e Voramer.

Basf

Plástico Moderno, Espuma rígida de Elastopir recheia telhas tipo sanduíche
Espuma rígida de Elastopir recheia telhas tipo sanduíche

No estande da Basf, além de diversas soluções em PU e TPU (poliuretano termoplástico) para a indústria calçadista, havia produtos como o Elastocast, elastômero de PU para aplicações como peças técnicas de equipamentos de mineração, protetores de cabos e acoplamentos, entre outras.

Murilo de Barros Feltran, gerente de marketing da área de materiais de performance da Basf na América do Sul, mostrou ainda a espuma rígida de poli-isocianurato Elastopir, desenvolvida para o núcleo de painéis e telhas isotérmicas para construção civil (que possuem estrutura similar a um sanduíche, formada por duas chapas de aço perfiladas com um núcleo de espuma rígida para isolamento térmico).

Plástico Moderno, Feltran: Basf exibiu inovações nos campos do PU e do TPU
Murilo de Barros Feltran – Basf

Murilo de Barros Feltran, gerente de marketing da área de materiais de performance da Basf na América do Sul, mostrou ainda a espuma rígida de poli-isocianurato Elastopir

“O Elastopir atende aos mais elevados padrões de segurança ao fogo do sistema de classificação para produtos de tratamento acústico e isolamento térmico que brevemente será publicado pelo Inmetro”, declarou Feltran.

Também a Solvay/Rhodia expôs soluções que têm entre seus apelos a adequação a normas mais rígidas de controle de fogo: no caso, a linha de retardantes de chamas Ixol, cujos efeitos, garante a empresa, são permanentes.

“Geralmente, com o tempo os retardantes de chamas perdem seu efeito em decorrência de migração; isso não acontece com os produtos Ixol, polioispoliéteres halogenados que reagem com o isocianato e integram-se à matriz polimérica que constitui a espuma”, explicou Avezú.

“Brevemente o Inmetro publicará novas normas para produtos de construção civil destinados a isolamento térmico e tratamento acústico, e isso abre oportunidades para retardantes de chama de maior desempenho”, ele acrescentou.

Menos petróleo, mais substituições

Covestro

Na Covestro, o principal destaque foi o Cardyon, poliol cuja composição utiliza 20% de CO2 capturado, e permite reduzir o uso de derivados de petróleo na produção de espumas de poliuretano.

“Pode-se, por exemplo, aproveitar na produção do Cardyon o gás carbônico gerado pela queima de carvão”, observou André Borba, gerente de vendas e marketing da Covestro na América Latina.

“Por enquanto estamos posicionando esse produto para espumas flexíveis, ainda o principal mercado do PU; mas há outros usos possíveis”, complementou.

A mesma Covestro apresentou ainda o Multitec, solução de PU com a qual é possível produzir itens – banheiras, por exemplo –, normalmente feitos com poliéster reforçado com fibra de vidro.

“Esse processo convencional tem muita emissão de voláteis e a cura demora cerca de um dia. Com o Multitec a banheira fica pronta em quinze minutos, e a aplicação é feita por spray, usando robôs”, comparou Borba.

Chemtura

A Chemtura evidenciou alternativas para substituição de matérias-primas com características muito distintas, como aço e borracha. Uma delas, o Royalcast, projetado para substituir o aço em aplicações como os bending restrictors (anéis que impedem a curvatura excessiva das tubulações submarinas de exploração de petróleo).

Plástico Moderno, Borba: PU quer tirar o PRFV da fabricação de banheiras
Borba: PU quer tirar o PRFV da fabricação de banheiras

“No Brasil ainda se usa muito aço nesse tipo de aplicação, mas relativamente a esse material nosso produto tem vantagens como peso menor – facilita o manuseio da peça – e melhor resistência à corrosão”,

enalteceu Bruno Motta, gerente comercial de poliuretanos e aditivos de petróleo da Chemtura.

 

Já o Adiprene LFM, complementou Motta, é uma solução desenvolvida pela Chemtura para servir como alternativa à borracha em aplicações do setor de mineração, como hidrociclones e revestimentos de bombas.

Plástico Moderno, Peças feitas de Adiprene LFM suportam os rigores da mineração
Peças feitas de Adiprene LFM suportam os rigores da mineração

“Nesse caso, enquanto a borracha dura três semanas, nosso produto dura três meses”, complementou. Durante a feira, a empresa destacou ainda o aglomerante para plástico nos processos de reciclagem Royalbond.

Evonik

E entre as várias soluções exibidadas pela Evonik apareceram o Vestanat PP – para pré-impregnação de fibras de vidro, carbono ou aramida com uma matriz de poliuretano – e o Vestakeep, polímero de PEEK (polieteretercetona) que pode ser utilizado como matriz termoplástica para as fibras em materiais compósitos.

Fábio Tufano, responsável pela área de novos negócios da Evonik na América do Sul, ressaltou ainda versões da linha de espumas Rohacell, de espumas de PMI (polimetacrilimida).

Caso, por exemplo, da Rohacell Hero, empregada como material de núcleo em estruturas de compósitos tipo sanduíche, e dirigida à indústria aeroespacial. “O grade Hero apresenta maior potencial na redução de peso e melhor desempenho em quesitos como tolerância a danos e visibilidade ocasionada por impacto”, disse Tufano.

Assim como a Evonik, também a Chem Trend apresentou produtos dirigidos à indústria aeroespacial: no caso, a linha de desmoldantes Zyvox.

Plástico Moderno, Noce: Chem Trend exibiu linha de limpeza e desmoldantes
Paulo José Noce – Chem Trend

Paulo José Noce, vice-presidente e gerente geral da Chem Trend, lembrou que recentemente o grupo controlador de sua empresa – o grupo Freudenberg – adquiriu a italiana UltraPurge, que assim como a própria Chem Trend tem um portfólio onde predominam agentes de purga.

“Tanto a linha Lusin quanto a da UltraPurge são destinadas à limpeza química de injetoras, extrusoras e sopradoras quando há problemas de troca de cor, material ou carbonização”.

Agora, essa empresa oferece tanto os agentes de purga da linha Luzin, originária da própria Chem Trend (mais focada em mercados como peças técnicas e embalagens) e os da UltraPurge, mais usados em embalagens., enfatizou Noce.

Extensões de linha e investimentos

Huntsman

A Huntsman esteve presente no evento por suas várias divisões.

A divisão de materiais avançados destacava, além de adesivos com base epóxi para ferramentas e construção, e de poliamida termoplástica para estruturas sujeitas a cargas leves, o lançamento de adesivos à base de PU para aplicação em termoplásticos especiais, plásticos rígidos, e montagens de metal com plástico.

“Estamos também lançando, com nossa marca Araldite, a linha de adesivos de MMA (metilmetacrilato)”, ressaltou Wellington Bonifácio, diretor de advanced materials da Huntsman para a América do Sul, referindo-se a um gênero de adesivos com amplo emprego nas indústrias de automóveis, iates, ônibus e máquinas agrícolas, entre outras.

Já Roberto Kirschner, diretor da área de performance products da Huntsman para a América do Sul, realçou o lançamento no Brasil, na linha da catalisadores para aplicações em PU, do Jeffcat(r) Low Emission (linha LE), para colchões e estofados da indústria automotiva. “

Ele não gera nenhum odor, e assim permite que o colchão seja entregue para o cliente já no dia seguinte. Com catalisadores comuns normalmente são necessárias algumas semanas para que o cheiro seja eliminado”, cotejou Kirschner. “Essa novidade vem sendo muito bem aceita na indústria automobilística, até porque tem custo muito similar ao dos catalisadores tradicionais.”

Coim

Plástico Moderno, Imai: Coim ampliará produção no Brasil a partir de 2017
Imai: Coim ampliará produção no Brasil a partir de 2017

A Coim aproveitou o evento para divulgar um investimento de US$ 2 milhões na compra de dois reatores, e outros US$ 500 mil na ampliação de laboratórios.

“Esses equipamentos começarão a operar no início do próximo ano e além de aumentar nossa capacidade produtiva nos permitirão produzir no Brasil, já a partir de 2017, alguns novos produtos, antes importados, das linhas Glicexter e Imuthane”, afirmou Roberto Imai, gerente de negócios da Coim.

A linha Imuthane, detalhou Imai, é composta por elastômeros de PU, e inclui versões como o Imuspray, aplicação por spray que dispensa moldes na produção de peças cilíndricas, utilizadas em setores como papel e celulose e siderurgia, entre outros.

Já os produtos Glicexter são resinas alquídicas com enorme resistência, adequadas à produção de grandes peças, utilizadas em setores como mineração, indústria naval e petróleo.

Fibermaq

Plástico Moderno, Envasadora hidráulica para fluidos viscosos, da Fibermaq
Envasadora hidráulica para fluidos viscosos, da Fibermaq

Na fabricante de equipamentos Fibermaq, uma das novidades foi o lançamento da tecnologia dos bicos de aspersão da linha de laminadoras de compósitos Evolution:

denominada Choque, ela combina a atuação simultânea de dois bicos que, colocados em posições opostas, reduzem significativamente a emissão de componentes voláteis para a atmosfera, e permitem o trabalho com pressões menores que a dos bicos tradicionais, reduzindo o desperdício de matérias-primas.

“Esse tipo de tecnologia ainda não estava diponível no mercado nacional”, afirmou Christian de Andrade, diretor da Fibermaq.

A Fibermaq destacou ainda outros avanços da linha Evolution, como a instalação de um atuador pneumático com eixos guiados nas duas extremidades

(também chamado de haste passante), para garantir maior precisão e estabilidade à dosagem de material.

E anunciou seu ingresso no segmento de envasadoras de produtos de alta viscosidade, como silicone.“Nossa envasadora é hidráulica, consegue muito mais força que as similares pneumáticas, aumentando a produtividade”, ressaltou Andrade.

MCassab

Raphael Carrieri, gerente comercial da M Cassab, citou como destaques no portfólio dirigido para o mercado de flexíveis: as espumas especiais da linha MPOL, composta por espumas viscoelásticas (MPOL VB), Hiper Soft (MPOL HS) e de alta resistência (MPOL HR). Todos elas formuladas pela M Cassab.

Plástico Moderno, Carrieri: portfólio amplo supre sistemas flexíveis e rígidos
Raphael Carrieri – M Cassab

“Estamos também enfatizando a linha de sistemas rígidos (PIR/PUR) para aplicação em isolamento térmico e estruturação, gabinetes de geladeira e freezers, telhas, balcão frigorífico, painéis de câmaras frigoríficas, tubulações, entre outros”, detalhou Carrieri.

 

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