Plástico: Peças são cada vez mais leves

Presença ilustre na feira Plástico Brasil, José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), fez uma radiografia da indústria de transformação brasileira.

O presidente ressaltou a versatilidade do plástico, presente em aplicações ligadas a segmentos os mais variados, como os de construção civil, alimentos, automóveis, médico e farmacêutico, de aeronaves, entre outros.

“O plástico tem correlação com 95% do PIB brasileiro”, apontou.

De acordo com a Abiplast, no ano passado as mais de 12 mil empresas do setor transformaram cerca de 7,1 milhões de toneladas de resinas virgens, resultado que representou queda de 6,1% em relação aos resultados de 2021.

Coelho relativizou esses números. Para ele, existe, é claro, o reflexo do cenário econômico, mas dois outros fatores ajudam a explicar o resultado negativo.

Um deles é a obsessão dos transformadores em reduzir o peso das peças, mantendo suas especificações técnicas. Uma sacola de supermercado, por exemplo, há alguns anos pesava 50 microgramas e aguentava um peso de sete ou oito quilos.

Hoje ela pesa em torno de 18 microgramas e carrega de dez a doze quilos.

Plástico: Peças são cada vez mais leves ©QD Foto: iStockPhoto
José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast)

“Esse é um grande desafio, em especial para os fabricantes de resinas. Os produtores de equipamentos conseguem se adaptar com mais facilidade”.

O outro é a necessidade de se utilizar cada vez mais materiais reciclados. “Hoje os reciclados respondem por 24% do total utilizado de resinas pelos transformadores”.

Equipamentos – A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq) não divulga números específicos sobre o desempenho das vendas de máquinas para a indústria do plástico. Nos dois primeiros meses de 2023, o setor como um todo apresentou receita líquida total de R$ 42,1 bilhões, valor 7,8% menor do que o do mesmo período do ano anterior.

O resultado negativo é atribuído por José Velloso, presidente executivo da associação, à instabilidade causada pela realização das eleições, o que normalmente causa a retração de investimentos. “Apesar do começo do ano insatisfatório, nossa expectativa para 2023 é de crescimento de 2,4%, apesar dos juros estarem muito altos”.

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