Máquinas e Equipamentos

Plástico no Offshore: Riquezas do pré-sal abrem novos campos de uso para os plásticos de alto desempenho

Maria Aparecida de Sino Reto
11 de setembro de 2013
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    Como explica, a flexibilidade de processamento desses materiais inclui a pintura eletrostática (pó) ou por spray (dispersão aquosa), para o revestimento de superfícies metálicas; a extrusão de tubos e mangueiras; e ainda moldagem de peças plásticas. “Uma aplicação interessante é o revestimento de válvulas; antes feitas de aço inoxidável, por aço-carbono revestido com ECTFE, com redução significativa de custo e potencial de aplicação na ordem de 100oC, em ambientes extremamente agressivos”, sugere.

    Além das excelentes propriedades, a leveza também pesa a favor dos plásticos, particularmente no caso de mangueiras. Cibele ressalta que o peso das mangueiras, com quilômetros de comprimento, é crítico para o transporte, montagem e desmontagem, assim como o próprio dimensionamento das estruturas de acoplamento em plataformas. “Além do peso, a flexibilidade dos plásticos conta muito a favor no caso de uma mangueira, o que não é oferecido por um metal.”

    Reticente em comentar novos projetos, confidenciais por envolver tecnologia de ponta, segundo justifica, Cibele diz que o desenvolvimento de revestimentos internos de tubulações é o foco da empresa e atividade constante, para uso onshore ou offshore. Ela comenta sobre aplicações de polímeros para recuperação de tubulações de aço danificadas pela corrosão e informa que o conceito de substituição de ligas metálicas de alto custo em válvulas esfera está bem estabelecido, com a indicação do ECTFE, pela maioria dos fabricantes de válvulas, como alternativa em aplicações críticas. “Novos grades em nosso portfólio oferecem diferentes níveis de rigidez, interessantes para mangueiras e cabos flexíveis”, propõe.

    Com expectativas de um crescimento anual da ordem de 30%, fundamentadas em novos investimentos e projetos de conversão do metal para plásticos, a exploração de petróleo é um dos focos globais da Solvay. “As melhorias na eficiência de prospecção e extração demandadas pelas companhias petrolíferas estão alinhadas com o uso de plásticos de alto desempenho”, conclui a gerente.

    Outra concorrente de peso no setor, a Basf também aposta suas fichas particularmente no uso de seus sistemas de poliuretano na exploração do pré-sal. “Os desafios estão concentrados nos testes de aplicação e desempenho perante as condições adversas”, diz Marcos Fernandes Carreiro, representante comercial de vendas técnicas. Segundo informa, a aplicação de poliuretano como isolamento térmico nos tubos metálicos para a condução do óleo extraído a altas temperaturas, contra as baixas temperaturas do fundo do mar, garante a fluidez e o escoamento da produção. Também menciona o uso de revestimentos de poliureia para proteção de equipamento contra a corrosão marítima.

    “Os poliuretanos têm alta resistência mecânica aliada a propriedades de flexão e alongamento, resistência química contra sais marinhos e óleos, e isolamento térmico superior a outros materiais”, ressalta. A empresa oferece diversas formulações para o setor: sistema de PU de alto desempenho para isolamento térmico de tubos e equipamentos; sistema de PU para peças técnicas, como strakes, árvores de natal, dog houses etc.; formulação de PU para flutuadores e estabilizadores; e sistema de PU e poliureia para revestimento de equipamentos contra corrosão.



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