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Plástico no Offshore: Riquezas do pré-sal abrem novos campos de uso para os plásticos de alto desempenho

Maria Aparecida de Sino Reto
11 de setembro de 2013
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    Plástico Moderno, Evonik, Nova proposta de Vitor Lavini combina PA 12 com um polímero fluorado

    Nova proposta de Lavini combina PA 12 com um polímero fluorado

    Umbilicais mais impermeáveis – Uma das maiores produtoras mundiais de PA 12, a Evonik propõe uma nova solução para melhorar a impermeabilidade dos tubos umbilicais, em substituição às poliamidas atualmente empregadas com essa finalidade. A novidade, conta Vitor Lavini, chefe de desenvolvimento de novos negócios, consiste em um sistema de multicamadas que combina a poliamida 12 com um polímero fluorado. “Essa estrutura reduz bastante a permeabilidade, pois o polímero fluorado tem alta resistência aos fluidos”, assevera Lavini, com a garantia de oferecer uma solução de custo similar, porém mais eficiente, em relação aos polímeros utilizados atualmente nessas aplicações.

    “O mercado de óleo e gás é bastante promissor, particularmente pelas descobertas da Petrobras, e planejamos concentrar mais esforços para ampliar a participação de nossos polímeros nesse setor”, enfatiza o executivo da Evonik. Com esse norte, outro desenvolvimento da empresa propõe ampliar a vida útil dos dutos rígidos utilizados onshore. O objetivo é interromper o processo de corrosão do tubo de aço com a inserção, dentro deste, de um tubo de PA 12. “Já existem instalações em fase de testes nos Estados Unidos.” Segundo informa, a indústria brasileira utiliza o polietileno com essa função, “mas há campos nos quais as temperaturas serão mais elevadas, o que irá requerer o uso de polímeros com melhores resistências às temperaturas”, vaticina.

    A empresa dispõe de um grade de poliamida 12 plastificada, muito empregada atualmente em tubos flexíveis risers, ou flowlines. Como explica Lavini, pode ser aplicada na camada externa, onde proporciona alta resistência à fadiga e ao impacto, e impermeabilização a toda a estrutura; e/ou na camada interna. Nesta, a resina entra em contato direto com o petróleo, conferindo, além daqueles benefícios, barreira aos hidrocarbonetos. “A Vestamid NRG 1001 é uma poliamida de alta confiabilidade, atendendo e até excedendo as normas relevantes da indústria de oil & gas; e saber que um polímero que está sendo utilizado nos dutos flexíveis não só atende como também excede os requerimentos exigidos nas normas API 17J e EN ISSO 13628-2 é algo que dá muita segurança para as empresas que exploram petróleo”, referenda. De acordo com Lavini, essa PA 12 plastificada foi a primeira poliamida a conseguir o Lord Certificate para aplicações em dutos flexíveis offshore.

    O chefe de desenvolvimento da Evonik ressalta que essa PA 12 possui propriedades superiores às outras variedades de poliamidas, o que lhe confere maior vida útil, de até 35 anos, quase o dobro das suas concorrentes. “Ela suporta temperaturas de até 65oC, 5oC acima da temperatura máxima de operação das PAs convencionais”, compara. Além disso, Lavini considera estudos de envelhecimento em água, os quais comprovam que a resina apresenta maior resistência à hidrólise do que outras PAs usadas nas aplicações offshore. Ele assegura que o produto se mantém dúctil mesmo quando submetido a temperaturas baixas, de -50oC, promovendo excelente resistência a fraturas mecânicas.

    Outro forte candidato a mergulhar em águas profundas é o poliéter-éter-cetona (PEEK), por diversas propriedades que o caracterizam, como resistência a temperaturas elevadas – suporta até 180oC. “A resina também possui excelente resistência química e à alta pressão”, detalha Lavini. Fitas feitas desse material são aplicadas como antiabrasivos em tubos flexíveis, como ele explica, impedindo o contato direto entre as várias camadas de aço.

    Plástico Moderno, Peça para uso no mercado de óleo e gás traz resina da Solvay

    Peça para uso no mercado de óleo e gás traz resina da Solvay

    Sob maior pressão e cargas – Desafios impostos pelas condições mais severas a que se sujeitam os equipamentos empregados na prospecção e extração das reservas do pré-sal não são barreira para os polímeros de alto desempenho da Solvay, produtora global renomada desses materiais de elevada performance e que planeja ganhar terreno com esse negócio no país. “Os risers, cabos e mangueiras que ligam as plataformas aos poços trabalharão sob maior pressão e sustentarão cargas mais elevadas, por conta do seu próprio peso; materiais nobres, como os ultrapolímeros poliéter-éter-cetona e poliariletercetona, podem ser considerados para tais aplicações”, propõe Cibele Tonin, gerente de mercado oil & gas da Solvay Polímeros Especiais. Segundo ela, as resinas especiais ofertadas pela produtora atendem às mais exigentes especificações, como elevadas resistências térmica e química, baixa permeabilidade e proteção à corrosão de estruturas metálicas.

    Além do PVDF, já usado como barreira química em aplicações em risers e umbilicais, ela sugere para aplicações semelhantes os copolímeros de tetrafluoretileno e perfluoracoxiviniléteres (PFA/MFA), polímeros de etilenoclorotrifluoretileno (ECTFE) e polietileno reticulado (PEX), alternativas que conferem elevada resistência química. Para aplicações estruturais sujeitas a altas temperaturas de serviço, ela indica o poliéter-éter-cetona (PEEK), a poliariletercetona (PAEK) e a poliamida-imida, que suportam até 250oC. “Todos são candidatos naturais à substituição dos metais graças às elevadas propriedades que oferecem”, diz Cibele.



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