Plástico

Plástico nos automóveis: Inovar-auto abre caminho para ampliar as aplicações dos polímeros na indústria automobilística nacional

Marcelo Fairbanks
10 de julho de 2014
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    Tanto a linha Durethan (poliamidas 6 e 6.6) como a Pocan (PBT), da Lanxess, já são reconhecidas em aplicações exteriores, com ótimo acabamento superficial e resistência ao intemperismos. “Aqui a PA 6 leva vantagem sobre a 6.6, por apresentar melhor aspecto de superfície”, comentou.

    Plástico Moderno, Polímero de alto desempenho da DuPont entra nos motores

    Polímero de alto desempenho da DuPont entra nos motores

    A DuPont também oferece aos clientes suporte técnico para desenvolvimento de aplicações. “O laboratório do nosso Centro de Inovação e Tecnologia, localizado em Paulínia-SP passou por várias expansões e hoje oferece uma extensa lista de estudos físico-químicos para análise polimérica, além de suporte de MoldFlow, FEA [análise de elementos finitos] e design em peças plásticas”, comentou Colucci.

    Como informou, os desenvolvimentos de peças feitas de polímeros começam com a premissa básica de integração de sistemas, visando aprimorar as etapas produtivas, reduzindo a complexidade na conjunção de partes e, consequentemente, pontos de controle e/ou validações. “As ferramentas de design e os equipamentos de injeção modernos permitem uma infinidade de alternativas, muitas vezes conciliando diferentes tipos de polímeros em um mesmo processo produtivo”, salientou Colucci. A DuPont alia amplo portfólio ao conhecimento técnico de design em projetos para gerar propostas de melhoria de processo e de escala, com redução significativa de custo total para os clientes.

    Investimentos – O crescimento da capacidade produtiva de autoveículos instalada no Brasil incentiva todos os elos da cadeia a ampliar suas estruturas de produção e atendimento no país. Esses investimentos são acompanhados pelo reforço nas equipes de desenvolvimento e de atendimento aos clientes.

    A Rhodia/Solvay tem feito investimentos locais para nacionalizar produtos e desenvolver grades. “Recentemente, colocamos em operação uma nova extrusora que permitiu aumentar a nossa capacidade de produção de plásticos”, comentou Suzana.

    Maróstica informa que a Lanxess se antecipou ao mercado e investiu R$ 62 milhões em uma fábrica de compostos de poliamidas e PBT no Brasil, sendo que a maior parte desses materiais é utilizada na indústria automotiva. “A utilização de plásticos de alta tecnologia nos automóveis ainda é pequena no país, em comparação com o mercado europeu, porém esperamos um aumento anual de 7% na utilização desses materiais no mercado automotivo durante os próximos anos”, ressaltou.

    A Basf reformulou sua estratégia de negócios nas poliamidas mediante a aquisição da Mazzaferro, única produtora local de PA6. “Estamos investindo em pessoal e tecnologia para atender com maior eficiência não só o mercado automotivo, mas todos os mercados que exigem qualidade e nos quais possamos introduzir nossa marca”, disse Roxo.

    A DuPont afirma manter um fluxo de investimentos constante na Argentina e no Brasil desde 1937, quando a companhia se instalou na região. “Dentro de um conceito integrado de trabalho no Mercosul, nossa planta da Argentina é responsável por quase 70% dos compostos vendidos na América do Sul, operando linhas contínuas capazes de produzir ampla variedade de materiais”, explicou Colucci.

    Ele salientou que o país está no foco das atenções da DuPont e, como tal, tem prioridade para receber novos investimentos. “Temos volume e escala de produção, talvez alguns aspectos de produtividade e o famoso custo-Brasil sejam limitantes, mas a tendência é que o Brasil seja competitivo nesta nova proposta da indústria automotiva”, finalizou.



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