Plástico no automóvel – Materiais de alto desempenho e plásticos de enhgenharia ganham espaço nos veículos leves e em caminhões

Luiz Carlos Palhares, projetista de produto da Scania, por outro lado, destaca a presença dos plásticos de engenharia em outra área sensível dos caminhões, a cabine. De forma geral, ele acredita que uma cabine atual contenha cerca de 400 kg de material plástico entre o que ele chama de commodities ou plásticos comuns e os produtos de alta performance. Trata-se de uma evolução, considerando os 12 kg de uma cabine produzida em 1968 e os 250 kg de sua similar em 1996. De acordo com ele, o polipropileno é muito comum, até mesmo no para-choque, onde está presente com 20% de talco como carga mineral. O mesmo acontece com o quebra sol interno e com a moldura de escotilha. “A maior parte dos produtos é de commodities e não de plásticos de engenharia”, finaliza.

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As ideias para representar o uso dos plásticos de engenharia podem variar de acordo com a indústria que produz a matéria-prima. A Rhodia, por exemplo, mostrou um carro-conceito na Brasilplast 2011 cujo principal atrativo era a transparência – literalmente falando. Fabricado a pedido da subsidiária brasileira, o veículo mostra onde e como os plásticos de alta performance podem atuar nos veículos leves. Lá estão os pedais de freio, faróis, peças do radiador etc. Tudo à vista. “Só falta o assento para sair andando”, brinca Marcos Curti. Já o carro da Evonik, por outro lado, também pode ser observado, mas somente quando estiver parado, pois se trata de uma Lotus Exige, sendo o primeiro nome uma referência mundial no automobilismo.

Poliftalamida da Evonik ajuda a reduzir o peso

De acordo com Haroldo Paganini Rodrigues, chefe de produto da área de polímeros de alta performance da fabricante alemã, o carro da Lotus funciona como campo de provas das tecnologias desenvolvidas pela empresa, concentradas na unidade AIT, cuja sigla significa Equipe da Indústria Automotiva, em inglês. Os focos do trabalho dos profissionais que fazem parte dessa equipe são a economia de combustível, redução das emissões e de peso (LWD – Light Weight Design), tecnologias de iluminação e de revestimentos.

A Lotus Exige, que atua no campeonato europeu de carros de corrida, está equipada com polímeros acrílicos Acrylite em todo o sistema de iluminação. “Com a tecnologia LWD, esses polímeros substituem o vidro e compõem partes da carroceria feitas de compósitos do tipo sanduíche, utilizando a espuma Rohacell e fibras de carbono”, explica Rodrigues. “Algumas partes estruturais são feitas com materiais híbridos metal-plástico, que utilizam a copoliamida Vestamelt como adesivo. As peças do interior do motor são feitas de polímeros de alta performance poliftalamida (PPA), da marca Vestamid HTplus, além do PEEK (marca Vestakeep) , o que permite a redução do peso do carro”, finaliza.

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