Plástico

Plástico no automóvel – Alívio no peso e designs diferenciados impulsionam os polímeros nos veículos

Fernando C. de Castro
25 de outubro de 2011
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    O gerente de design da Marcopolo considera como principal vantagem da utilização do plástico o aspecto segurança, pois em casos de colisão as peças deformam bem menos por conterem propriedades de maior rigidez e elasticidade, ou seja, depois da ocorrência, o polímero retorna, pelo menos em parte, ao seu formato original. Santos ressalta que é preciso fazer algumas diferenciações entre a produção de automóveis e de carrocerias de ônibus na utilização do plástico. Segundo ele, enquanto nos carros em geral os de maior categoria utilizam mais componentes plásticos, nos ônibus isso necessariamente não acontece, pois existem várias categorias de produto, mudando o padrão de acabamento, o que influencia na escolha da matéria-prima e no preço de comercialização.

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    Salatino: megaônibus carrega diversas peças plásticas

    Santos explica que nos ônibus há uma mescla de plásticos, procurando empregar resinas mais baratas como o polipropileno em algumas partes de acabamento e de menor impacto, deixando os plásticos de engenharia mais caros, como o Noryl e o ABS, em peças de alto impacto ou de exigência maior com relação ao visual do acabamento como para-choques, painéis e revestimentos internos. Como caminho para o crescimento do plástico na indústria de carrocerias de ônibus, Santos indica que as pesquisas procuram plásticos mais leves ainda, 100% recicláveis, e ao mesmo tempo, esteticamente amigáveis, com textura e grande variação nas cores. O objetivo é produzir um equipamento ambientalmente sustentável, adaptado às novas exigências dos consumidores e melhorando cada vez mais o visual dos veículos coletivos para o transporte rodoviário e urbano de passageiros.

    Também de Caxias do Sul-RS, a Neobus produz ônibus para utilização no transporte rodoviário, urbano, escolar, turismo e executivo. A empresa, atualmente com mais de 2.000 empregados, começou suas atividades em 1990 fabricando peças, componentes e semirreboques, passando em 1999 a concentrar-se no desenvolvimento integral de veículos para transporte de passageiros. De acordo com Antonio Carlos Salatino, engenheiro de desenvolvimento da empresa, os produtos da Neobus são elaborados para atender às demandas dos passageiros, do motorista, do frotista ou mesmo do pequeno empreendedor do setor de transporte.

    Ele aponta como exemplo dessa política de produção da empresa a entrega de uma encomenda do Mega BRT – um ônibus biarticulado, com 28 metros de comprimento, 2,6 metros de largura e 2,20 metros de altura interna que pode transportar até 300 passageiros, sendo considerado o maior do mundo. Foram montadas 384 unidades. Esses ônibus operam dentro de modernos conceitos de acessibilidade com a utilização do biocombustível. Salatino destaca que diversas peças desse megaveículo são plásticas. Ele cita como exemplo os revestimentos laterais, porta-pacotes, maçanetas, puxadores, arremates dos degraus da escada e o sistema de iluminação publicitária.

     

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