Plástico

Plástico nas embarcações: Plástico reforçado com fibra de vidro reina na produção náutica do país

Renata Pachione
14 de maio de 2014
    -(reset)+

    A Lord, por sua vez, disponibiliza em seu portfólio adesivos estruturais para várias aplicações de colagem no barco, tais como a colagem de casco ao convés e a colagem de chassis de reforço do casco, entre outras. Não por acaso, a empresa tem investido no desenvolvimento de sistemas de uso de adesivos mais voltados às necessidades do setor náutico. A questão é que cada vez mais os estaleiros utilizam adesivos estruturais. Na avaliação de Helvio Manke, gerente de vendas para a América do Sul da Lord, as vantagens passam principalmente pelos ganhos de produtividade devido à rapidez de colagem, e diminuição do peso total da embarcação. “Isso aumenta a eficiência energética do barco e reduz o ruído”, comenta.

    Panorama – Há diversas fontes que citam vários registros dos primeiros barcos construídos em plástico reforçado com fibra de vidro. Mas, em termos gerais, pode-se falar da década de 1940 como data para as primeiras embarcações realmente viáveis. Graças ao desenvolvimento paralelo da fibra de vidro e das resinas de poliéster insaturado (inventadas na década de 1930), e ao fornecimento dos compósitos para uso em aplicações militares durante a Segunda Guerra Mundial, que estes materiais foram difundidos amplamente e passaram a ser aplicados nos barcos. Quando a guerra acabou, essas tecnologias se voltaram para aplicações civis. O Tod Dinghy 12’ foi uma das primeiras embarcações fabricadas com plástico reforçado com fibra de vidro no mundo, e considerada a primeira na Europa.

    De qualquer forma, no Brasil, somente em meados da década de 1960 o uso deste material passou a ser difundido no mercado naval. A indústria nacional ainda tem muito potencial de crescimento, mas já avançou bem de uns tempos para cá. O setor passou por mudanças que culminaram em um movimento de expansão sem paralelo na sua história, segundo a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos (Acobar). O aumento da renda do consumidor brasileiro teve sua contribuição. Novos usuários compraram sua primeira embarcação, e quem já a possuía, investiu em modernização e na troca por exemplares mais sofisticados.

    Por si só, essa indústria já deveria ser grande. O clima e as características geográficas do país favorecem investimentos na área. Até por isso, os estaleiros especializados na produção de embarcações contam com uma diversificada oferta de produtos. São caiaques, pranchas a vela e motos aquáticas, além de iates e veleiros de longo curso. As primeiras operações industriais nesta área surgiram no Rio de Janeiro e em São Paulo, hoje os dois estados ainda concentram a maior demanda do setor.

    Na década de 1970, surgiram as primeiras empresas especializadas na produção de equipamentos e acessórios náuticos. No entanto, esta indústria despontou na década de 1980. Nessa época, houve um crescimento no número de estaleiros e surgiram novas operações industriais também nas regiões sul e nordeste. Em meados dos anos 90, o mercado começou a confirmar seu potencial e a ser desenhado mais ou menos ao que é hoje. Aliás, as regiões sudeste e sul absorvem cerca de 85% dos estaleiros. São Paulo detém a maior parte (35%), sendo seguido por Santa Catarina e Rio de Janeiro.

    Segundo relatório anual publicado em 2011 (dado mais recente disponível no mercado) pela Icomia, a associação internacional de fabricantes de barcos, a indústria náutica movimenta mais de 83,5 bilhões em todo o mundo. Não por acaso, a Acobar participa da Icomia. Existem somente seis países com direito a voto no conselho e o Brasil é um deles.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *