Compósitos

Plástico na medicina: Das seringas às próteses, polímeros e compósitos conquistam mais aplicações

Jose Paulo Sant Anna
4 de novembro de 2014
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    De acordo com Sohler, as linhas de produção de termoplásticos para aplicações médicas da empresa foram projetadas para não sofrerem contaminação com outros produtos ou quaisquer substâncias nocivas à saúde. “As matérias-primas utilizadas são selecionadas e passam por condições de processamento especiais. Os produtos finais seguem os padrões globais de especificação, atendem as exigências descritas em normas internacionais”, salientou. O processo de produção de produtos médicos exige condições especiais de limpeza e manuseio por parte dos transformadores. “Nossos produtos atendem as mais altas normativas internacionais de segurança”.

    As linhas comercializadas no mercado brasileiro quase sempre são oriundas da Europa. “Há sempre flexibilidade para receber materiais de plantas localizadas em outras partes do mundo”, diz o executivo. Não há investimento previsto para a produção dessas matérias-primas no Brasil. “Acompanhamos o desenvolvimento do mercado e temos condições de fornecer o necessário, mesmo com o crescimento da demanda no país”.

    Combate às infecções hospitalares – A Innovative Plastics é a unidade estratégica de negócios da Sabic, petroquímica saudita de atuação global. A unidade tem operações em mais de 35 países e cerca de 9.000 funcionários em todo o mundo. A empresa tem forte presença no setor de plásticos, entre eles materiais especiais para a indústria médica e odontológica. Nesse ramo, a empresa procura seguir tendências, como a de desenvolver materiais com propriedades especiais, passíveis de processamento de peças grandes e geometrias complexas, em conformidade com normas ambientais.

    A linha de produtos é bastante ampla, composta por polímeros baseados em policarbonatos, ABS, poli-éter-imidas, poliéster de fenileno modificado, PBT e/ou PET e compostos especiais. Cada produto tem características direcionadas para aplicações variadas. Entre elas, produtos com biocompatibilidade para cuidados cardiovasculares e com o sangue, de administração de fluidos e fornecimento de medicamentos ou para a fabricação de instrumentos cirúrgicos.

    No Brasil, uma das prioridades da empresa é produzir matérias-primas indicadas para a redução de infecções relacionadas à assistência médica. Segundo um relatório de 2011, da Organização Mundial da Saúde, estima-se que, em países em desenvolvimento, 10 entre cada 100 pacientes hospitalizados devem contrair uma infecção pelo menos uma vez durante o tratamento.

    Dentre as soluções oferecidas, se encontram as linhas de resinas Ultem HU1004, combinação de resinas poli-éter-imida, todo o portfólio antimicrobiano da linha LNP e ainda a linha Lexan, copolímero de policarbonato de alto fluxo desenvolvido com foco no desempenho do processamento. “A redução das infecções relacionadas à assistência médica é um desafio em todo o mundo. Em um país como o Brasil, com classe média crescente, mais pessoas estão buscando atendimento médico, o que aumenta a possibilidade de contração de infecções hospitalares”, explicou Cathleen Hess, diretora de marketing na área de saúde.

    Para fortalecer as ofertas locais de materiais voltados para o combate às infecções, as fábricas da Sabic em Campinas-SP e em Tortuguitas, na Argentina, foram certificadas em conformidade com as normas da FDA (Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos dos EUA). Com a certificação, elas iniciaram a produção de materiais que entram em contato com alimentos e exigem biocompatibilidade, atendendo a ISO 10993. “Essas certificações podem ajudar os clientes sul-americanos a encurtarem o tempo de desenvolvimento dos produtos, reduzirem os custos de estoque e aumentarem a flexibilidade na compra de materiais, além de atenderem ao previsto aumento nos gastos com a assistência médica no Brasil”.

    Plástico Moderno, Costa: resina S0330 resiste à temperatura e acelera processo

    Costa: resina S0330 resiste à temperatura e acelera processo

    Made in Brazil – Polietileno com altíssimo grau de pureza e isento de aditivos em sua formulação. Esse é o carro-chefe da Braskem, maior fabricante nacional de matérias-primas plásticas, para esse segmento de mercado. O material é indicado para a produção de frascos para soluções parenterais, formados por NaCl, glicose e outros componentes. “O plástico nessa aplicação proporciona leveza da embalagem, transparência e segurança no manuseio”, informa Flávio Costa, líder do segmento farmacêutico e polietileno.

    Uma novidade recém-lançada pela empresa é a resina S0330. “Ela resiste ao maior valor de temperatura do processo de autoclave e permite a diminuição do ciclo total, sem perda de processabilidade”. É totalmente destinada ao segmento de sopro de fármacos. Outras novidades podem surgir no futuro. “A Braskem tem equipe focada no segmento, cujo objetivo é mapear as tendências do mercado e estruturar projetos para atendimento das demandas”.

    De acordo com Costa, o processo produtivo desses materiais exige muitos cuidados, envolve desde formulações de produtos especiais a princípios de assepsia rigorosos. O esforço é compensado pelos bons resultados nos negócios. “As vendas da Braskem no segmento cresceram 10% no primeiro semestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado”.



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    2 Comentários


    1. Sarah Ribeiro

      Gostaria de ser informada quais são os polímeros.


    2. Sarah Ribeiro

      Gostaria de ser informada com clareza quais polímeros se usa na medicina.
      Grata pela atenção.



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